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Dentro de 48 horas
Paulo Bernardo deve
depor em defesa do
chefe do Petrolão

Na quinta-feira, às 11 da manhã, o ex-ministro Paulo Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT), tem um compromisso pouco aprazível. Deve comparecer a sede da Polícia Federal para depor na condição de testemunha de defesa de Ricardo Pessoa, presidente da empreiteira UTC e apontado como chefe do núcleo empresarial do Petrolão, o esquema de propina e obras superfaturadas que provocou bilhões de prejuízo na Petrobras.

A convocação de Paulo Bernardo, que entre 2005 e 2010, foi o ministro do Planejamento de Lula e, nesta condição, avalizou a construção de grandes obras federais, algumas delas (como a Refinaria Abreu e Lima) estão sob investigação do Ministério Público, provoca enorme preocupação no governo. Dependendo do que Paulo Bernardo falar o grau de responsabilidades pelos ilícitos cometidos na Petrobras pode subir mais um degrau e chegar perigosamente próximo do terceiro andar do Palácio do Planalto.

Paulo Bernardo, que já teve seu nome, e o da mulher envolvido no escândalo pelos delatores do Petrolão (o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, disseram que Gleisi levou R$ 1 milhão da Petrobras) também não está ansioso para depor. Nos últimos dias vem fazendo um jogo de gato e rato com o oficial de Justiça, João Augusto Sapia, que pretende citá-lo.

A estratégia de fugir do meirinho divide os juristas que acompanham o caso. Alguns acreditam que, ao tentar protelar seu depoimento, Paulo Bernardo só aumentará as suspeitas de que seu envolvimento no caso existe e é grave.

4 Comentários

  1. NA CORDA BAMBA Responder

    Este gatuno depor como testemunha é muito complicado. Logo estará
    sendo ouvido como acusado. É bom levar dois cobertores, um para si
    e o outro para a Gleisi.

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