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Sem acordo, motoristas
e cobradores de ônibus decidem entrar em greve na segunda-feira

Foto: Juliano Cunha/ Banda B fotogreve1

da Banda B:

A audiência marcada para discutir o reajuste de motoristas e cobradores de ônibus terminou sem acordo na tarde desta quinta-feira (5) e o sindicato que representa a categoria decidiu abrir indicativo de greve de 72 horas, como determina a lei em caso de paralisação. De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o dissídio agora irá para julgamento pela Seção Especializada do Tribunal, que é composta por onze desembargadores. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e região informa que durante a greve a frota será de 30% em todos os horários, inclusive no de pico.

Durante a audiência, que teve aproximadamente seis horas de duração, após Sindimoc, sindicato das empresas de transporte (Setransp), Urbs e Comec aceitarem proposta formulada pelo Ministério Público do Trabalho e chancelada pela desembargadora Ana Carolina Zaina, garantindo reajuste salarial de 9% e vale alimentação no valor de R$ 415,00 para os trabalhadores do transporte coletivo,a Setransp inseriu cláusula de última hora na negociação, reduzindo o anuênio existente há mais de 25 anos na categoria, benefício que outorga aumento de 2% no salário dos trabalhadores a cada ano de serviço. A desembargadora lamentou “a postura por parte do SETRANSP” e destacou que, “durante as tratativas conciliatórias, esclarecera ao SETRANSP que a questão do anuênio não estava na pauta de reivindicações”, conforme registrado em ata da audiência. O MP-PR anuiu com as colocações da desembargadora e registrou que “quem mais perde é a própria sociedade”.

Para o Sindimoc, limitar o anuênio é uma proposta sem sentido porque o Setransp já sabia deste benefício ao assinar o contrato de concessão em 2010.

Se a greve vier a ocorrer, provavelmente será a partir de segunda-feira (9), respeitando assim as 72 horas do indicativo. Em caso de greve, Setransp pede frota mínima de 70% nos horários de pico e 50% nos demais. Já o Sindimoc sugere 30% em todos os horários. O TRT deve avaliar a situação nas próximas horas.

Acordo só entre Urbs e Comec

A Urbanização de Curitiba (Urbs) e a Coordenação da Região Metropolitana (Comec) afirmaram na tarde desta quinta-feira (5) que chegaram a um acordo para manter a integração operacional e financeira do transporte coletivo. A declaração saiu de audiência que discute o dissídio dos motoristas e cobradores e ônibus no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas a desembargadora Ana Carolina Zaina já havia cobrado uma solução para o problema da integração.

Durante a audiência, o presidente da Urbs, Roberto Gregório, disse que o acordo se baseia em um modelo de transição com a Comec. O acordo, de seis meses, está sendo costurado com acompanhamento do Ministério Público Estadual. Haverá um novo termo de cooperação, mas é certo que as linhas urbanas ficarão com a Urbs e as metropolitanas com a Comec.

O acordo foi firmado na Primeira Vara da Fazenda Pública, para compensação de débitos do Governo do Estado com o sistema.

5 Comentários

  1. jaime rodrigues Responder

    onde vamos parar, será que tem dinheiro para todos.

    onde vai parar esse País, Greves, greves,

    e que nao tem emprego nao faz greve, quem tem faz para ganhar mais,

    quantos gostariam de estarem empregados.

  2. Ora bolas, vão todos a PQP…
    Que os “meretrissimos ” Desembargadores julguem rápidamente pois é mais um “ferro” no rabo de quem trabalha e não poderá se locomover.
    Concordo com o Jaime ( blogueiro aí acima). O País está virando uma zona.

  3. Não aceitam 7,5%, lamentável o povo não vai por mais dinheiro para passagem de ônibus… VAI TER QUEBRA PAU.

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