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Se delatarem, Cerveró
e Duque esvaziam as bancadas do PT e do PMDB no Congresso

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Houve certo espanto com a quantidade de políticos do PP – são 31 entre deputados, ex-deputados, ex-ministros e até vice-governador de Minas Gerais – arrolados nos inquéritos que serão respondidos no STF. É fácil explicar. A Procuradoria-Geral da República se baseou, ao apresentar as petições no STF, nas delações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef. Costa foi uma indicação do PP e o operador desse esquema era Youssef. Os primeiros processos no STF, com suspeita de desvio de mais de R$ 1 bilhão da Petrobrás, são restritos ás delações de Costa e Youssef.

Renato Duque, outro investigado na Operação e em prisão-domiciliar, era de diretoria de Serviços da estatal, indicado pelo PT, e seu operador é o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, também investigado e respondendo inquérito no STF. Nesse esquema já se tem um agravante pelo menos aos petistas. Pedro Barusco, braço-direito de Duque e ex-gerente da estatal, já aceitou fazer delação premiada e vai devolver mais de R$ 300 milhões. Na diretoria Internacional, Nestor Cerveró, preso pela Justiça Federal em Curitiba, foi uma indicação do PMDB e seu operador é Fernando Soares, o Fernando Baiano, também preso em Curitiba e arrolado no STF.

Caso Duque, Cerveró, Vaccari ou Baiano acordarem com o MPF e Justiça Federal suas delações, mais da metade das bancadas do PT (14 senadores e 69 deputados) e do PMDB (18 senadores e 66 deputados) no Congresso Nacional estarão em suspeição por receber doações do esquema e devem enfrentar processos no STF. Fechando as investigações, o volume de recursos desviados da Petrobras chegariam aos R$ 10 bilhões estimados ou, como já disse a ex-presidente Graças Fortes, um prejuízo de R$ 88 bilhões na estatal.

2 Comentários

  1. O Linguado e o Duque devem contar tudo pois não vale a pena ser condenado a pena severa e apodrecer na cadeia para proteger os chefes…

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