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Na Folha de S. Paulo, Richa esclarece situação econômica do Estado

“Ainda que não esteja isolado do contexto nacional, caracterizado pelo baixo crescimento entre 2011 e 2014, o Paraná teve desempenho econômico bem melhor no período. O Produto Interno Bruto paranaense cresceu a uma taxa anual de 4%, contra menos de 2% do Brasil. Afirmo que o Estado se mantém em situação sólida porque, com todos esses percalços, pagamos R$ 5,6 bilhões da dívida consolidada e recebemos apenas R$ 1,1 bilhão em novos financiamentos. A dívida consolidada caiu de mais de 90% da sua receita corrente líquida, em 2010, para 58% em 2014”. – trecho do artigo “Restabelecendo a verdade”, do governador Beto Richa (PSDB), publicado nesta segunda-feira, 16, no jornal “Folha de S. Paulo”.

Leia a seguir a sua íntegra.

– Restabelecendo a verdade

O Paraná, apesar das dificuldades conjunturais, goza de uma condição estrutural muito mais sólida que a pregada por opositores

Beto Richa, na Folha de S. Paulo:

Encerrada a greve dos professores da rede pública, é hora de restabelecer a verdade dos fatos sobre a situação econômica do Paraná e expor as medidas que estamos tomando para assegurar o equilíbrio das finanças do Estado.

Tenho certeza de que o leitor, isento de paixões, concordará comigo que o Paraná, apesar das dificuldades conjunturais, goza de uma condição estrutural muito mais sólida que a pregada por opositores.

Ao assumir o governo, em janeiro de 2011, herdei uma dívida de curto prazo de R$ 4,5 bilhões (R$ 1 bilhão só de recolhimentos ao Pasep, não realizados na gestão anterior).

Promovemos um ajuste fiscal, com o corte de mil cargos comissionados, a eliminação de cinco secretarias e a redução de quase 20% das despesas de custeio.

Tudo para sanear as finanças do Estado, engessadas por vinculações obrigatórias de receitas.

Em primeiro lugar, considerando apenas tributos arrecadados pelo Estado, devem ir para os municípios 25% do ICMS e 50% do IPVA.

O restante da receita –composta da porcentagem remanescente de ICMS e IPVA, somada aos repasses federais para cada área– deve ser executado da seguinte forma: 20% para o Fundeb, 30% para a educação, 12% para a saúde, 18,6% para os demais Poderes, 2% para ciência e tecnologia, 2% para precatórios (compromisso que não havia na gestão anterior) e 1% para o Pasep.

Embora esses repasses comprometam cerca de 80% da arrecadação do ICMS e do IPVA, investi em educação e saúde mais do que prevê a lei. Em 2014, foram aplicados 34,3% das receitas em educação e 12,3% em saúde.

Também elevamos o investimento em segurança pública, contratando 10 mil policiais e melhorando substancialmente seus salários.

Os avanços na educação constituem um capítulo à parte: 60% de reajuste para os professores em quatro anos, contratação de 23 mil profissionais e aumento de 75% na hora-atividade. Hoje, um professor com jornada semanal de 40 horas passa 26 horas na sala de aula e 14 fora dela, preparando matérias e corrigindo provas.

Tivemos que transferir aposentadorias do fundo de previdência dos servidores para o Tesouro do Estado –decisão que visava garantir maior longevidade ao fundo de previdência. Em apenas dois anos, isso custou ao Tesouro a vultosa quantia de R$ 4 bilhões.

No diálogo com servidores, buscamos agora equacionar o problema de forma que a previdência permaneça sustentável no longo prazo, sem que se penalize o Estado.

Outra perda significativa, de R$ 4 bilhões, teve origem na política de desonerações fiscais do governo federal, que reduziu drasticamente as receitas do Estado –extinção da Cide, redução da tarifa de energia, congelamento artificial do preço dos combustíveis, entre outros.

Ainda que não esteja isolado do contexto nacional, caracterizado pelo baixo crescimento entre 2011 e 2014, o Paraná teve desempenho econômico bem melhor no período. O Produto Interno Bruto paranaense cresceu a uma taxa anual de 4%, contra menos de 2% do Brasil.

Afirmo que o Estado se mantém em situação sólida porque, com todos esses percalços, pagamos R$ 5,6 bilhões da dívida consolidada e recebemos apenas R$ 1,1 bilhão em novos financiamentos. A dívida consolidada caiu de mais de 90% da sua receita corrente líquida, em 2010, para 58% em 2014.

Infelizmente não conseguimos evitar problemas momentâneos de caixa, que se agravaram nos últimos meses com a queda de receitas. O ajuste fiscal aprovado em dezembro e o novo plano de austeridade deflagrado logo depois terão resultados efetivos a curto e médio prazo.

Neste momento todos precisam dar a sua cota de sacrifício –inclusive os servidores públicos– para que, o mais breve possível, o Paraná amplie sua capacidade de investimento. O que mais precisamos agora é de trabalho e serenidade.

Beto Richa, 49, é governador do Paraná (PSDB).

17 Comentários

  1. Kátia Flávia Responder

    Acho que gastaram muito foi e mal administrado pelas varias trocas Secretários, foi igual tecnico de futebol, tá fraco não tem capacidade de vitória, troca!

  2. maria do rosário Responder

    equipe fraca e desmobilizada – devia ter esclarecido antes do pacote – boa sorte!!!

  3. Agora a pergunta que não quer calar…
    POR QUE O SENHOR GOVERNADOR NÃO TOCOU NESSES ASSUNTO NAS ELEIÇÕES?

  4. Parte do comentario de Andre na gazeta do povo

    Números do Instituto Paraná Pesquisas comprovam o fenômeno. O índice de desaprovação da presidente no estado bateu 82%, enquanto o do governador ficou em 76%. O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), também não escapou da onda de descontentamento, e cravou 65% de rejeição.

  5. Eu queria saber se o salario de governador que era R$20,000.passou a 25,000., mais vantagem(mordomia c/dinheiro publico)para politicos e juizes isso nao quebra o estado, o que quebra o estado é o trabalhador.queria ver se
    fosse 2 salarios minimos e aposentar com 80 MULHER E 95 HOMEM COM UM TETO MAXIMO DE 3,000. TOME VERGONA BETO RICHA.

  6. Matéria paga, papel aceita tudo.

    A verdade que o inapetente governador não diz é a que nos interessa!

    Pois é essa a verdade que está afetando a todos servidores e sociedade, cujo pacotaço foi rechaçado dias atrás.

    O resto é meia verdade e, portanto, meia mentira.

    Disso já temos demais por aí.

  7. Servidor Municipal Responder

    O Cara é tão boçal que ao invés de dar satisfação através de um canal de comunicação paranaense se utiliza da Folha de S.Paulo….é um cara de pau típico político falastrão e enganador.

  8. Este nem deveria se manifestar, afinal quem mentiu foi ele no início do ano, quando falou que o Paraná estava saneado. E alguns dias depois o Paraná quebrado. Comparando a Presidente a situação é parecida, só com uma diferença o Brasil ainda não está sem caixa, já o Paraná, está na porta da Catedral pedindo trocado para almoçar ou jantar.

  9. Já vimos o discurso mentiroso na TV. Não adianta ir pra Folha, nem nem para s TV, nem para os palanques. A Máscara de Beto Richa caiu há muito tempo. Agora somos milhares unidos pela mesma causa e faremos ecoar a nossa voz nas próximas eleições. O trabalho de conscientização nas salas de aula já começou.

  10. Pilamtra mentiroso… 1000 cargos comissionados uma ova.. so remanejou os mesmoa.. 150 % de aumento p estes qdo assumiu o playground.. dae engessou o estado…
    Vergonha nacional..

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