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Paulo Bernardo ataca imprensa e se defende
de acusações

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Em artigo publicado nesta terça-feira, 17, no jornal Folha de S. Paulo, o ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT) se defende e reage por ter seu nome envolvido em pedido de propina de recursos desviados na Petrobras. “Centenas de reportagens foram publicadas com os mesmos elementos: em 2010, Paulo Bernardo Silva, então ministro do Planejamento, teria pedido ao então diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, uma doação de campanha para Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado”, disse Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra da Casa Civil e que responde inquérito aberto no STF por participar do esquema.

Paulo Bernardo não explicou sua condição de testemunha de Ricardo Pessoa, dono da UTC, preso em Curitiba, que responde por desvio de dinheiro da Petrobras e contumaz financiador das campanhas eleitorais. E também deixou de registrar que ele, Bernardo, está arrolado no inquérito da sua mulher para ser oitivado no STF.

No Leia Mais, a íntegra do seu artigo.

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Contradições e fragilidades

A fragilidade das acusações foi evidenciada pela própria Procuradoria Geral da República, que não pediu investigação contra mim

Paulo Bernardo, na Folha de S. Paulo

Na manchete da edição de 5 de março, esta Folha publicou que Paulo Bernardo estava na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para ser investigado no âmbito da Operação Lava Jato. O meu rosto foi estampado em fotos na capa do jornal e na página A4.

Desde outubro, trechos selecionados de depoimentos da Lava Jato ocupam a mídia com a citação do meu nome e do da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), minha mulher.

Centenas de reportagens foram publicadas com os mesmos elementos: em 2010, Paulo Bernardo Silva, então ministro do Planejamento, teria pedido ao então diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, uma doação de campanha para Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado.

O pedido teria sido repassado a Alberto Youssef para a remessa dos valores. O enredo incluiu ainda outra afirmação: Paulo Roberto Costa teria informado que as letras “PB”, escritas por ele em uma agenda, seriam do meu nome.

Reportagens e mais reportagens foram baseadas em informações vazadas de maneira seletiva e ilegal, posto que o processo era formalmente sigiloso. No nosso caso, sabemos hoje, além de seletivo, o vazamento foi falso, pois divulgaram algo que não consta dos autos. A imprensa ignorou tudo isso e desconsiderou o “outro lado” ao veicular tais informações.

Agora, ao ter acesso aos autos anexados pela própria Procuradoria Geral da República, pudemos ver que eles desmentem essa versão. Em depoimento, o ex-diretor da Petrobras afirmou que Youssef lhe teria dito que “havia um pleito” de Paulo Bernardo para a campanha de Gleisi Hoffmann ao Senado.

Paulo Roberto Costa teria concordado com o “repasse”, acreditando que o pedido era mesmo de Paulo Bernardo, como dizia Youssef. O problema é que o doleiro desmente isso e afirma que o pedido para a campanha de Gleisi teria partido do próprio Paulo Roberto Costa.

Com versões desencontradas, Paulo Roberto e Youssef foram chamados a depor novamente e ambos reafirmaram o que haviam dito antes. Assim, a contradição se manteve. O caso da caderneta foi esclarecido por Paulo Roberto: a sigla PB constava de uma relação apresentada por Youssef e copiada por ele, Paulo Roberto Costa.

A fragilidade das acusações foi evidenciada pela própria Procuradoria Geral da República, que não pediu investigação contra mim. As referências a Gleisi também são frágeis, sem nada nos depoimentos que possa ligá-la a qualquer pedido (ou entrega) de valores.

Contra a senadora, o procurador incluiu outra acusação, ainda mais frágil: durante o processo, Youssef declarou que o Planalto sabia de tudo – leia-se Lula, Dilma Rousseff, José Dirceu, Erenice Guerra, Antonio Palocci e Gleisi Hoffmann.

Importante lembrar que o processo trata da campanha de 2010, quando Gleisi não exercia cargo público. A senadora nunca teve qualquer tipo de contato com Youssef, assim como eu também nunca tive.

A propósito: Youssef já foi preso e condenado. Livrou-se da cadeia valendo-se da delação premiada e voltou à atividade, tornando-se um dos maiores doleiros do país. Quer dizer, ele já ludibriou a lei e pode supor que ganhou com isso.

Vamos nos defender com a verdade e as armas do Estado democrático de Direito para restaurar a dignidade do nosso nome, duramente atingida pelas precipitações que fermentam o noticiário.

Não prescindimos do papel da imprensa como instrumento de esclarecimento público e de busca da verdade, mas achamos que há algo de muito errado nesse frenético publicar de informações vazadas seletiva, falsa e ilegalmente, sem o direito ao contraditório.

Além de desconsiderarem a presunção de inocência, valor fundamental na democracia, esses procedimentos põem em causa os princípios do processo justo.


Paulo Bernardo Silva, 63, é funcionário de carreira do Banco do Brasil. Foi ministro do Planejamento (governo Lula) e das Comunicações (governo Dilma).

5 Comentários

  1. O forte do Paulo Bernardo não é Petrolão, mas sim as maracutaias envolvendo as telecomunicações, ou melhor, as telefônicas. É só a PF começar a apurar que vai aparecer a sujeira por ele praticada frente ao Ministério.

  2. Kátia Flávia Responder

    PB já ta chegando em você as denúncias … logo vai nanar no Santa Candida ! rs.

  3. Cajucy Cajuman Responder

    O direito de espernear é livre. Resta saber o que disse em depoimento à Polícia Federal o tal empresário, um dos donos do tal Shopping de Curitiba, amplamente noticiado, que foi o receptor do dinheiro repassado em quatro parcelas – é o que foi dito – para a campanha da senadora. ** E, diante do exposto na Carta de PB, cabe o juiz Sérgio Moro esclarecer a sociedade decente sobre o referido fato para não pairar dúvidas e defesas antecipadas, de investigações que ainda estão tramitando e pode ter fato novo a qualquer momento, como vem ocorrendo na Operação lava Jato.

  4. APROVEITANDO PAULO BERNARDO DAODE VC; TIROU TRINTA MILHÕES PARA A PROPAGANDA TELEVISIVA DO SR. FRUET. NA CAMPANHA???????

  5. Bernardo, Gleisi, André Vargas, Gaievski…vergonhas do Paraná.
    Estes caras nunca imaginaram que um dia tamanho escandalo es-
    taria nas páginas policiais. A tônica dos caras é sempre seguir o velho
    ditado do Lula:- não vi, não ouvi e não sei de nada !!!

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