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Reforma política: sem acordo entre as casas do Congresso, tendência é gerar novas frustrações

Álvaro Dias

Uma discussão de reforma política sem estratégia definida, sem interesse do Poder Executivo em liderar sua apreciação, sem entendimento entre Câmara e Senado, produzirá apenas uma grande encenação e, mais uma vez, irá gerar falsas expectativas entre a população. A opinião foi externada pelo senador Alvaro Dias, que em pronunciamento em Plenário, nesta terça-feira, lembrou das diversas outras vezes, nos últimos 16 anos, que deputados e senadores tentaram votar a reforma política no Congresso.

No seu discurso, Alvaro Dias afirmou que em 1999, ano em que ele retornou ao Senado, fo aprovada uma proposta de reforma política que incluiu os mesmos temas que hoje voltam a ser discutidos. Aprovada pelo Senado, esta reforma acabou não sendo levada à frente pela Câmara, e os projetos definidos pelos senadores jamais foram votados pelos deputados. Para o senador, se não for firmado um acordo entre os presidentes das duas casas do Congresso, o mesmo fenômeno se repetirá nesta nova temporada de discussão da reforma política.

“Estamos repetindo o fenômeno de outros anos, discutindo os itens da reforma, até mesmo aprovando projetos, mas sabemos que as proposições dormitarão nas gavetas da Câmara se não houver entendimento entre os presidentes das duas casas. O correto seria a aprovação do projeto que chega a uma das casas já convalidado pela outra casa do Congresso. E a recíproca seria verdadeira. É preciso buscar o consenso, inclusive com a maior participação do Poder Executivo, que nos últimos anos se ausentou de outros grandes temas e debates travados no Congresso. E um desses consensos na discussão da reforma deveria ser a questão da organização partidária. Hoje não temos partidos, mas siglas para registro de candidaturas. Temos organizações precárias, com imposições de cima a baixo, inclusive no momento da escolha de candidaturas majoritárias. Não dá para discutir itens como o financiamento das campanhas eleitorais sem antes definirmos a organização partidária no Brasil”, afirmou o senador Alvaro Dias.

3 Comentários

  1. O SENADOR ESTÁ CORRETO, SENÃO VÃO EMPURRAR COM A BARRIGA E ENROLAR O POVO E NADA DE REFORMA, FAZEM BARULHO E NÃO CHEGAM A LUGAR NENHUM. OS PARLAMENTARES TEM QUE CRIAR VERGONHA NA CARA E OUVIR AS VOZES DAS RUAS, REFORMA TRIBUTARIA E POLÍTICA, O PACTO FEDERATIVO, É URGENTE PARA OS MUNICÍPIOS NÃO FALIREM E SE OS SENADORES, DEPUTADOS E O EXECUTIVO NÃO TOMAREM PROVIDENCIAS. TÁ NA HORA DE ACORDAR NOBRES PARES.

  2. Caro FÁBIO, essa famosa REFORMA POLÍTICA é de interesse da população, e do país. Há necessidade de efetuar antes uma REFORMA DOS POLÍTICOS. Como que os representantes no CONGRESSO farão qualquer reforma com 300 picaretas anunciados pelo DUENDE LULLA; 400 achacadores anunciados pelo CID GOMES, e 60 denunciados por corrupção pela OPERAÇÃO LAVA GATOS. Nenhum deles e nem os presidentes das CASAS manifestaram-se contrários aos anunciadores. Que MORAL e ÉTICA possuem esses elementos, representantes dos eleitores, para proporem qualquer medida para instalar uma reforma. Devem antes solicitar a reforma que a sociedade deseja e que atenda aos interesses dos eleitores, para a partir de então, proporem uma nova legislação que atenda os itens desejados pela população. Defendo a liberdade de opinião, liberdade de imprensa e liberdade de investigação. Apoio a mobilização dos CAMINHONEIROS e proponho a RENÚNCIA da DILMA, agora no poder, para evitar maiores VEXAMES e VERGONHAS a sociedade brasileira. Atenciosamente.

  3. Nenhum político decente (raríssimos) tem interesse em reforma polí-
    tica deste país. O que ocorrerá com a reforma contraria frontalmente
    todos os interesses de um “político nativo”. Portanto, esqueçam !!!

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