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Dilma agora vive uma grave crise de identidade

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Josias de Souza

Obrigada pela impopularidade a colocar seu temperamento imperial de molho, Dilma enfrenta uma quarta crise além das crises econômica, política e ética. Depois de perder a aura de gestora eficiente, de entregar os anéis ao Joaquim Levy e os dedos ao Michel Temer, Dilma vive uma crise de identidade. Tornou-se uma personagem à procura de um estilo. O que antes era visto como preparo técnico, firmeza e retidão virou inépcia, fraqueza e laxismo.

Hoje, a gestão Dilma aproxima-se da fase despersonalizada e sem carisma de Sarney, que foi mais uma transição do que um governo. Com uma diferença: a tutela que o PMDB exercia sobre Sarney tinha a grife de Ulysses Guimarães. A submissão de Dilma é ao PMDB dos investigados Renan Calheiros e Eduardo Cunha. Sem contar, obviamente, sua permanente lulodependência. É como se o governo de madame fosse um latifúndio improdutivo que todos querem se acham no direito de invadir.

No primeiro mandato, o jeitão franco e desengonçado de Dilma caiu no gosto do brasileiro. Mesmo quem não morria de amores via nela uma mulher decente. Não apenas no sentido de honesta, mas em todos os sentidos que a palavra engloba. A popularidade alta indicava que, para a maioria dos brasileiros, aquele era um governo com uma boa cara.

O diabo é que foram aparecendo os dramas ideológicos, os erros políticos, as burradas econômicas, as perversões morais… E as pessoas começaram a interrogar os seus botões: até que ponto a boa cara assegura um bom governo? Iniciado o segundo reinado, sobreveio a revelação de que aquele jeitão era apenas um disfarce que levaria o país ao estágio de ceticismo terminal em que se encontra no momento.

No atacado, os críticos de Dilma a acusam de ter incorporado sem ressalvas o pedaço mais impopular do programa econômico do tucanato. No varejo, até os companheiros petistas reclamam que os primeiros ajustes enviados ao Congresso tornam mais vulneráveis os grupos sociais mais frágeis justamente num instante em que a inflação foge ao controle e o desemprego faz careta.

Imaginou-se que Dilma elevaria a estatura do seu gabinete. Ela preferiu rebaixar o pé-direito. Os otimistas dizem que a equipe de ministros é um saco de gatos. Os pessimistas enxergaram vários ratos no saco. A primeira meia-sola ministerial veio com menos de cem dias de governo. Um recorde. Foi seguida da reativação do balcão do fisiologismo —o ponto de partida da maioria dos escândalos.

Tudo isso ocorre contra um pano de fundo manchado com o óleo queimado do petrolão. Nesta quarta, em reação ao encarceramento de João Vaccari Neto, o tesoureiro do seu partido, Dilma levou sua abulia às últimas (in)consequências. Divulgou uma nota. Nela, informou que não tem nada a dizer. Quando ainda dispunha de personalidade, Dilma sabia que, por vezes, nada é uma palavra que ultrapassa tudo.

11 Comentários

  1. No caminho havia um poste. Havia um poste no meio do caminho. Mas ela não tem culpa. Culpados são os brasileiros que acreditaram nas mentiras do pt. Os cúmplices da incomPTência.

  2. clarice franze Responder

    DE REPENTE ELA NÃO ENTENDE O RECADO E PROCURA NO SALÃO DE BELEZA O CONSERTO PARA A SUA FALTA DE IDENTIDADE.
    OU PROCURA O INSTITUTO DE IDENTIFICAÇÃO.

    SE BRINCAR ELA RESOLVE DEIXAR TUDO O QUE ELA PROMETEU E NÃO CUMPRIU PARA VIVER NO ANONIMATO.
    O IMPORTANTE E QUE ELA DESAPAREÇA DE VEZ.

    NINGUEM VAI SENTIR FALTA.

  3. MANOEL BOCUDO. Responder

    A MUIÉ TÁ PERDIDA, MANDEM UM BINÓCULOS OU UMA BUSSOLA PARA ELA ACHAR O CAMINHO, OU PULA NA VALETA E SOME DE UMA VEZ. QUE GOVERNO REBA ESSE PETISTA. TERCERIZOU COM O PMDB, E O JOAQUIM LEVY O GOVERNO, E AGORA SUMIU.

  4. Dilma: – Espelho, Espelho meu, quem é mais mentirosa do que eu?

    Espelho: – Presidenta, Presidenta, existe nessa mata escura que se chama Brasil, alguém que é mais mentiroso que Vossa Excelência.

    Dilma: – Espelho, Espelho, meu, mas como é possível isso? Eu sou a presidenta dessa país, ninguém mais acima de mim existe !

    Espelho: – Presidenta, Presidenta, mas existe sim. Olhe aqui atrás de mim seu Espelho.

    Dilma: (perplexa) – Espelho, Espelho, mas é LuLLa !!!

    LuLLa: – Achô !!! Cê pensava o que, Dirma ??? Tô aqui, escondido, mas livre, leve e sorto !!!

  5. A situação da distinta é igual a de quem compra um carro antes de aprender a dirigir e não tem motorista. Se sentar na boléia e sair o carro fica desgovernado a exemplo do Brasil em suas mãos.

  6. Ué! Ela não usufruiu de outras identidades quando guerrilheira?

    Vana e não sei mais quantas outras?

    Qual o problema, agora?

    Renuncia, Dilma!

    Faça um ato decente nesta sua vida estúpida!

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