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Força-tarefa da Lava Jato mira contratos de órgãos estaduais

Foto: Albari Rosa – Gazeta do Povo vargas - albari rosa gazeta

Na Compagás, o acordo foi firmado em 2010 durante a gestão de Stênio Jacob, conhecido por ser aliado do ex-governador Roberto Requião (PMDB). Jacob foi diretor da Sanepar durante toda a gestão do peemedebista no governo.

de Amanda Audi, Gazeta do Povo:

A Receita Estadual do Paraná, a Celepar e a Compagás, ligadas ao governo do estado, firmaram pelo menos sete contratos com a empresa de tecnologia It7 Services, que, segundo investigações da Lava Jato, seria usada pelo ex-deputado federal André Vargas (ex-PT) e seu irmão Leon Vargas para receber propina. Agora, a força-tarefa do Ministério Público Federal está investigando se Vargas, ou algum outro político, teria exercido influência ou obtido vantagem nestes contratos – que somam mais de R$ 18 milhões e foram fechados nos últimos cinco anos.

Comum aos três órgãos paranaenses, a instalação do software Oracle, um tipo de banco de dados, é o principal serviço da It7 e corresponde aos maiores valores pagos. Foram R$ 10,1 milhões pela Celepar, R$ 6,9 milhões pela Receita e R$ 459,8 mil pela Compagás. A empresa também prestou outros serviços de TI, por valores menores.

Na Receita, o contrato foi assinado em junho de 2013, durante um período de vacância do cargo de coordenador-geral. O auditor fiscal Clóvis Rogge atuou como diretor substituto entre março e julho daquele ano. No Diário Oficial do estado, o contrato é autorizado apenas com a assinatura do então secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, hoje deputado pelo PSDB.

Todos os acordos da Celepar foram fechados entre 2012 e 2014, pelo atual diretor Jacson Carvalho Leite. Leite é uma escolha do governador Beto Richa (PSDB). Esteve à frente do Instituto Curitiba de Informática (ICI) durante o mandato de Richa como prefeito. Antes, foi presidente do Conselho Estadual de Informática e Informações e assessor da Celepar durante o governo Jaime Lerner.

Na Compagás, o acordo foi firmado em 2010 durante a gestão de Stênio Jacob, conhecido por ser aliado do ex-governador Roberto Requião (PMDB). Jacob foi diretor da Sanepar durante toda a gestão do peemedebista no governo.

Governo federal
Sediada em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a It7 detém contratos com vários órgãos públicos da União, como o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a Caixa Econômica. Só em 2013 a receita da empresa foi de R$ 77 milhões, sendo R$ 50 milhões apenas da Caixa.

Os dados foram citados pelo juiz federal Sergio Moro no despacho da prisão dos irmãos Vargas. O juiz diz que, no mesmo ano em que a empresa recebeu o montante da Caixa, também teria repassado R$ 2,4 milhões a Vargas. “Em tese, os fatos configuram crimes de corrupção e lavagem de dinheiro”, diz Moro.

Além disso, Caixa e Ministério da Saúde se tornaram os novos alvos da Lava Jato. Segundo as investigações, os dois órgãos teriam repassado cerca de 10% de contratos de publicidade firmados com a agência Borghi/Lowe para empresas de fachada dos Vargas. Até o momento, Moro contabilizou que os irmãos teriam recebido no mínimo R$ 5 milhões em propina.

Notas frias
Um dos fatos que levaram à prisão dos irmãos Vargas, na sexta-feira (10), foi o repasse a eles de R$ 2,4 milhões por meio de notas frias em nome da It7, a pedido do doleiro Alberto Youssef. A negociação foi feita entre Leon, a contadora de Youssef, Meire Pozza, e o diretor da It7, Marcelo Simões. Mais tarde, Pozza afirmou que a transação serviu apenas para camuflar os repasses. Os fatos ocorreram em 27 de dezembro de 2013, poucos dias depois de o ex-deputado ter o mandato cassado pela Câmara.

Instituições negam problemas em licitação
Os órgãos citados pela reportagem negam problemas nas licitações que resultaram nos contratos com a It7 Services. A empresa também nega qualquer irregularidade. A It7 afirma, em nota, que foi procurada por Leon Vargas e o contratou para os serviços de “atualização do valor de nossa empresa”, com a intenção de intermediar uma possível venda do empreendimento. “O mesmo [Leon] indicou através de documento as empresas que iriam nos faturar os serviços prestados”, diz a nota. Após pagar R$ 2,4 milhões a Vargas, a It7 diz que não conseguiu mais contato com ele e entrou com ação na Justiça .

Em nota, a Secretaria Estadual da Fazenda ressalta que a proposta da It7 foi a mais barata e ainda assim uma contraproposta da pasta fez o valor cair de R$ 7,2 milhões para 6,9 milhões. O ex-secretário da Fazenda Luiz Carlos Hauly disse que a licitação foi preparada pela Receita, seguindo “fiscalização rigorosa”. O auditor e então diretor-geral Clóvis Rogge explicou que o procedimento foi feito com “absoluta lisura” e os serviços prestados “perfeitamente”.

A Compagás diz que o contrato com a It7 foi cumprido em sua totalidade. Ressalta ainda que todos os “processos e contratos realizados pela companhia são auditados periodicamente”. Stênio Jacob não foi encontrado.

A Celepar diz que as contratações para “atender a demanda dos órgãos da administração estadual” ocorreram por licitação por menor preço e os dados constam no portal de transparência da instituição.

O Serpro informa que todas as contratações, incluindo da It7, ocorreram “após passar por rigoroso e acurado processo”, que inclui pareceres de várias áreas. Também diz que mantém auditorias permanentes para checar aquisições. A defesa de Leon Vargas diz que não irá se manifestar até sair a denúncia do MPF. Os advogados de André Vargas não atenderam aos telefonemas.

10 Comentários

  1. Se foi ao final da administração da Maria Louca,o Mauricinho vai pedir CPI?Fala Maria Louquinha.

  2. Sergio Silvestre Responder

    Não foi não como está a postagem,a coisa é bem diferente e não vem por Requião no meio que ele é honesto,o negocio é de 5 anos pra cá,onde até pintura de meio fio tem comissão,não se preocupem que a coisa var feder.

  3. Bob Saints, a Receita Estadual é um órgão técnico, não tem comissionados, quem responde por cada setor são funcionários de carreira, assim é também na área de licitação. Mas pode ficar tranquilo que não há nenhuma irregularidade. Pode conferir!

  4. Honestissimo,que o diga o guarda roupa do cotonete,as tvs laranjas compradas do maior doador de campanha na época,que diga-se de passagem nem televisor comercializava,que o diga o bando de cavalos mantidos com dinheiro do povo,que o diga as viagens para argentina para tomar vinho com a gica,que o diga o cachorro quente lá da fronteira,que no diga as oficinas de consertos de carros oficiais quando de sua gestão,fato este que ainda corre na justiça,que o diga as papeladas do cofre cujo linguajar era sómente dólar e assim por diante…..honestissimo o homem da carta de puebla.Falastrão.

  5. Moisés Fróes Responder

    Vamos lá, agora o rei da ética, o /RequiãoRequeijão, vai estar na mira do GAECO e o juiz Moro. Requião, vai puxar o dedo desse Juiz?

  6. O deputado está fugindo do Bato Richa e agora vive grudado no Alvaro Dias. Há algum tempo atrás saía por aí falando mal do AAlvaro Dias.
    Esse político é tão verdadeiro quanto uma nora de R$ 3.
    A casa tá caindo.

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