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‘Pressão de Gleisi’ motivou suspensão de depoimentos nos processos da Lava Jato

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A pressão da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) junto à Polícia Federal está entre os motivos que levaram a Procuradoria Geral da República de pedir a suspensão no STF (Supremo Tribunal Federal) das investigações envolvendo políticos na Operação Lava Jato, revelou o jornal O Globo na edição deste sábado, 18. Assessores de Gleisi e do senador Humberto Costa (PT-PE), segundo o diário carioca, pressionaram a PF para agilizar dos depoimentos. No caso de Gleisi, a PGR também indicou a existência “de perguntas e respostas prontas, antes mesmo da chegada de um procurador para participar do depoimento”.

Gleisi e Costa são suspeitos de receber recursos desviados da Petrobras para suas campanhas eleitorais. Os inquéritos abertos no STF investigam os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os dois petistas já teriam sido ouvidos pela PF, após a pressão dos assessores. “O caso envolvendo a existência prévia de perguntas e respostas é o de Gleisi. Não é usual um depoimento começar com uma transcrição pré-existente do material. Quando a senadora chegou para depor, o delegado da PF já detinha os papéis. Não está claro quem produziu o material. Todo depoimento conta com a participação de um delegado e de um procurador da República”, diz a reportagem de Vinicius Sassine n’O Globo.

Ao pedir a suspensão das diligências ao ministro do STF Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato, a PGR levou em conta que os depoimentos colhidos até então não obedeciam a uma coordenação lógica, com investigados sendo ouvidos antes de testemunhas. Teori concordou com a suspensão. A ideia da PGR é restabelecer uma coordenação mais produtiva dessas diligências.

A previsão é que os depoimentos sejam retomados já na próxima semana, após o Feriado de Tiradentes, em 21 de abril, terça-feira. A ordem das oitivas já seria a nova a ser estabelecida pelos investigadores.

O grupo de trabalho montado na PGR para investigar autoridades com foro privilegiado já negocia uma reunião com o grupo de delegados da PF responsável pelas diligências. O objetivo é acertar os detalhes desse novo cronograma. Ao todo, 13 senadores, 22 deputados federais e 12 ex-deputados federais – além do tesoureiro do PT João Vaccari Neto e do operador do PMDB, Fernando Baiano – são investigados em inquéritos abertos no STF.

Oficialmente, a PF não quis comentar o caso. Mas investigadores do caso negaram que tenha havido algum tipo de concessão aos investigados. E disseram que um delegado teria apenas elaborado um roteiro de perguntas, mas sem mostrá-lo ao interrogado. Segundo um policial, se tivesse havido, de fato combinação de pergunta e resposta, o procurador que alega ter visto isso teria que ter pedido investigação contra o delegado sob pena de estar prevaricando.

17 Comentários

  1. O fato dessa politicagem permanecer nos mandatos dá ensejo a esse tipo de pressão. Eles estão vendo o pepino cresce para o lado deles então esperneiam. Tem que resistir e arrochar o guante. Não prevalecerão contra a Justiça.

  2. Sociedade Responde Responder

    A Sociedade tem que ficar atenta. Vivemos tempos de desfaçatez e do uso abusivo da denominação “autoridade”. É bom lembrar que parlamentares querem se transformar, no dia a dia, em autoridade. Mas, na verdade, são servidores públicos com cargo eletivo, passageiro (quatro anos), pagos pelo erário: dinheiro do cidadão via impostos. E podem receber o cartão vermelho do eleitor na boca da urna por desserviços prestados.

  3. Engraçado que aqui no Parana a mídia parceira nao menciona nada sobre essa noticia…Inclusive faz referencia a uma possível disputa entre instituições (PF x Procuradoria), mas não diz o porque dessa querela.

  4. Está cheirando mal isso que foi constatado. Será que não vai em nada a investigação contra essa corja?

  5. Com o Procurador Janot,segurando os processos,dos envolvidos,No tribunal superior,maioria composta de Petistas,vamos ter alguma condenação?/ /Só os juízes federais,lidera por Sérgio Moto e pela Valorosa pPolicia Federal,vamos ter muitos problemas.A RUA dai. Sera nossa solução!! Mas com mais intensidade!!!

  6. “…pressionaram a PF.” Mas… como que se “pressiona” a PF? Com vantagens pecuniárias ou promessas de vantagens pecuniárias? Com ameaças? Com chantagens? Se alguém souber, me diga!!!!

  7. Vergonha, só falta ser interrogada pela INTERNET, se for verdade tem que botar esses caras na cadeia também…..já esta tudo comprado, não acredito em mais nada

  8. Estão cozinhado um “galo” que já está putrefato! Hum! Fétido!!!

    A bactéria petista está contaminando a quase todas às instituições, que outrora eram consideradas sadias.

  9. Menos mal não é princesinha, mas a corda já começa a fazer cocegas nos pescoço, não é mesmo?

  10. A política já é suja, porem quando políticos(as) chegam a este ponto é
    preciso colocar um ponto final na bagunça. É simplesmente deletar este
    lixo humano definitivamente !!!

  11. Gleisi que é da turma da pesada do Gilberto Carvalho ainda acha que Lula mantém de prontidão sua polícia política. A PF, como uma espécie de Stasi ou Tcheca, foi usada por Lula como peça de propaganda do regime. Prisões às centenas, sempre acompanhadas da TV Globo. Stalinácio e seu criminalista-chefe Thomaz Bastos escolhiam “alvos” para investigar e não crimes. Por isso mesmo de mais de 1.200 prisões nem 10 inquéritos foram encaminhados à Justiça. Intimidação e marketing, como manda o figurino fascista.
    Lula aprendeu isto e muito mais quando era colaborador primeiro da OBAN e depois do Dops como “Barba”, seu codinome. A PF de Lula passou a ser o braço armado e indispensável do projeto de poder e a ponta de lança contra o “eles”, a quem o Regime aponta todos os males e desgraças afins.
    Felizmente hoje parece que a PF – boa parte dela – voltou a ser a Polícia Judiciária da União, apesar dos faniquitos corporativistas que os brasileiros sentem em alguns momentos da Operação Lava Jato.
    Esta mesma Polícia Federal, ao retomar por inteiro seu caminho republicano, terá muito serviço pela frente. Que tal saber como Gleisi Hoffmann foi parar na tesouraria da Binacional de Itaipu. O que ela fez lá ainda é tudo muito nebuloso.

  12. Vigilante do Portão Responder

    Quando foi esse “depoimento”?
    QUEM eram os participantes da inquirição?

    As mídias não divulgaram nada?

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