Uncategorized

Auditor fiscal da Receita Estadual suspeito de desviar R$ 115 milhões é preso pelo Gaeco

da Banda B, com informações do MP-PR:

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu um auditor fiscal da Receita Estadual em Irati, na região central do Paraná, nesta quinta-feira (7). O auditor é suspeito de participar de um esquema que sonegou mais de R$ 115 milhões em impostos. A prisão faz parte da segunda fase da Operação Papel, que cumpriu 15 mandados de prisão preventiva envolvendo empresários, contadores e também o auditor fiscal da Receita Estadual.

As prisões foram pedidas em decorrência de 30 denúncias, já oferecidas à Justiça no final do ano passado, pela Promotoria de Proteção à Ordem Tributária, e que envolvem 25 denunciados, entre os quais cinco contadores, um advogado, um auditor da Receita Estadual e empresários do ramo de indústria, edição e impressão gráficas e comércio e importação de papeis.

De acordo com a Promotoria, os R$ 115 milhões sonegados em ICMS (já corrigidos, incluindo multas), podem ser uma parte do desvio. Estima-se que o valor encoberto seja ainda maior, e que envolva, também, sonegação de impostos federais.

Modo de atuação

Nas denúncias oferecidas à Justiça, o MP-PR ressalta que, desde 1991, os acusados vinham atuando em Curitiba e região metropolitana (com ramificações também em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro), época em que abriram a primeira empresa. De lá pra cá, foram constituídas cerca de 80 empresas, com a participação de mais de 200 pessoas (a maioria delas, utilizadas no esquema criminoso como “laranjas”).

De modo geral, a quadrilha utilizava o nome de funcionários do baixo escalão das próprias empresas – seja sob ameaça de perda de emprego ou promessa de pequenas vantagens –, para constituir, fraudulentamente, as pessoas jurídicas. Dessa maneira, os verdadeiros proprietários se ocultavam, agindo por fora na sonegação do ICMS.

As empresas, então, iam acumulando dívidas fiscais e, por estarem em nome de “laranjas” sem rendimento, não havia garantia de pagamento com o fisco. Quando as empresas já estavam “afundadas” em dívidas, eram fechadas de forma ilegal, com o auxílio, muitas vezes, do auditor da Receita integrante da quadrilha (só ele teria recebido propina de valor nominal de cerca de R$ 500 mil, sem correção).

Denúncias

Os envolvidos foram denunciados à Justiça por crimes contra a ordem tributária, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, lavagem de ativos e formação de quadrilha. As ações penais, de autoria da promotora de Justiça Lucimara Rocha Ernlund Iegas, tramitam na 11ª Vara Criminal de Curitiba.

6 Comentários

  1. É impressão minha ou o Blog está atacando a GENI?
    Fora isso, só para entender:
    A Receita tem 12 Delegacias, a cidade de Irati pertence a circunscrição da Delegacia de Guarapuava- 5ªDRR, o auditor mora e é lotado lá;
    Se “os acusados vinham atuando em Curitiba e região metropolitana” expliquem o que um Auditor de Irati tem haver, pois o problema é da 1ª DRR e da 2ª DRR. Esse Auditor não poderia fazer ou deixar de fazer ‘nada” em outras Regionais!
    Ou o MP não sabe de qual caminhão caiu, ou tem caroço nesse angú!!!
    Ou finalmente, eu estou somatizando com tanta notícia ruim…

  2. valdir izidoro silveira Reply

    o nosso judiciário está uma gracinha: DELAÇÃO PRENMIADA PARA CANALHAS, COMO DIREITO ACONTINUAR COM DINHEIRO ILICITO E NÃO DIVULGAÇÃO DE NOMES. ESTÁ LEGALIZADA A SACANGEM!

  3. Beatrix Kiddo Reply

    A roubalheira vem de mais de 20 anos e só agora é que foram descobrir? A Receita Estadual não tem faz auditoria interna? Fica assim tudo ao Deus dará? Depois não sabemos porque o Estado vive de caixa baixa. Não é para menos, a turma responsável por pôr a grana nos cofres do Estado, é a primeira a pôr a mão nela. Incrível como é rico este País , porque se assim não fosse, já teriam descoberto o que quase todo mundo já sabia, esta canalha na cadeia.

  4. “De acordo com a Promotoria, os R$ 115 milhões sonegados em ICMS (já corrigidos, incluindo multas), podem ser uma parte do desvio. Estima-se que o valor encoberto seja ainda maior, e que envolva, também, sonegação de impostos federais.’

    SE ENTENDI BEM ESTA ESCRITO AI QUE 115 MILHÕES SONEGADOS EM ICMS (JA CORRIGIDOS,INCLUINDO MULTAS).

    ENTÃO, VALORES DE MULTAS E ICMS ME REMETEM A IDEIA DE QUE OS VALORES ACIMA FORAM OBTIDOS EM RAZÃO DE FISCALIZAÇÕES NAS EMPRESAS REALIZADAS POR AUDITORES DA RECEITA ESTADUAL, OU ESTOU ERRADO?

Comente