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Tesoureiro da campanha de Dilma e dono da UTC tiveram três reuniões

edinho

Pasmem, senhores. O agora ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, manteve, na época em que era tesoureiro da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, três encontros com o dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, acusado na Operação Lava-Jato de chefiar o cartel das empreiteiras contratadas pela Petrobras. Segundo reportagem publicada neste sábado na “Folha de S.Paulo”, Pessoa disse a procuradores da Lava-Jato que repassou R$ 7,5 milhões à campanha de Dilma, em 2014, por temer prejuízos em seus negócios com a petroleira.

As doações foram acertadas entre ele e Edinho em reuniões no escritório da campanha em Brasília, depois no escritório de Pessoa em São Paulo e num último encontro no Rio.

Procurado pelo GLOBO, Edinho não quis comentar as declarações de Pessoa, limitando-se a reafirmar o que divulgou o PT: as doações foram legais e as contas eleitorais de Dilma, aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pessoas próximas ao ministro afirmam que não procede a versão do empreiteiro de que teria procurado Edinho a pedido do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, acusado de operar o esquema de corrupção no partido e preso na Lava-Jato. Segundo fonte petista próxima ao ministro, Edinho tomou a iniciativa de procurar os maiores doadores de 2010, um a um, ano passado. Com Pessoa, as reuniões teriam sido formais e circunscritas às tratativas sobre a campanha. Segundo essa fonte, Edinho não conhecia Pessoa antes do primeiro encontro em Brasília.

Segundo a reportagem da “Folha de S.Paulo”, Pessoa também contou que, em 2006, deu R$ 2,4 milhões à campanha à reeleição do então presidente Lula por caixa dois, sem registro na Justiça Eleitoral. Em 2012, segundo Pessoa, ele também teria contribuído com mais R$ 2,4 milhões, dessa vez para quitar dívidas de campanha do atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). O pedido para essa ajuda teria sido feito por Vaccari.

Pessoa está em prisão domiciliar e negocia com o Ministério Público um acordo de colaboração, em troca da diminuição de sua pena. Ele promete ainda, segundo a reportagem de ontem, detalhar seus negócio com o ex-ministro José Dirceu, condenado pelo mensalão. Pessoa deu R$ 3,1 milhões à empresa de consultoria de Dirceu entre 2012 e 2014.

Haddad disse que todas as doações para sua campanha, na campanha de 2012, foram declaradas. E afirmou, por meio de sua assessoria, que “desconhece afirmações relatadas pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Instituto Lula disse que não vai se manifestar.

Em nota, o advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D’Urso, disse que seu cliente “jamais solicitou pagamentos a título de doações ao PT, que não fossem destinadas a depósitos na conta do partido”. E que realizou “somente solicitações de doações oficiais”. Procurado, o advogado de Pessoa, Alberto Toron, não foi localizado. Também não foram localizados os advogados de Dirceu.

OPOSIÇÃO QUER ACELERAR DEPOIMENTO DE PESSOA À CPI

A oposição na CPI da Petrobras pretende acelerar a convocação de Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, para prestar depoimento na comissão. O requerimento para ouvir o empreiteiro, que cumpre prisão domiciliar, foi aprovado na comissão em 14 de abril, mas a sessão não tem data marcada. Diante das declarações de Pessoa, divulgadas pelo jornal “Folha de S. Paulo”, sobre as doações sob pressão à campanha de Dilma, ouvi-lo se tornou uma “prioridade”, segundo o deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB-BA), que integra a CPI:

— É uma revelação gravíssima. Além das provas materiais coletadas sobre a corrupção na eleição de 2010, agora vemos avanços nas informações da mesma prática em relação às reeleição — disse Imbassahy.

Segundo o deputado, a CPI poderá marcar o depoimento para a semana do dia 18, uma vez que, na próxima, já estão agendadas oitivas de mais de dez pessoas em Curitiba, além de uma reunião ordinária para votação de requerimentos.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS), uma das integrantes da CPI mais aguerridas na defesa do governo, afirmou que não se opõe à ideia de agilizar o depoimento de Pessoa, mas criticou as declarações do empreiteiro, de que teria temido uma retaliação caso não doasse à campanha de reeleição da presidente Dilma:

— Tudo tem que ser apurado. Mas a subjetividade, como se sentia diante diss0o ou daquilo, é uma novidade no terreno político brasileiro, em que as pessoas dizem qualquer coisa para não serem cobradas pelos seus atos. Não é aceitável um ambiente de subjetividade nas denúncias.

Pessoa afirmou aos investigadores, segundo a “Folha de S. Paulo”, que fez contribuições irregulares para campanha do ex-presidente Lula em 2006 e para o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, em 2012. O empreiteiro disse ainda que pagou à consultoria de José Dirceu, condenado do mensalão, entre 2012 e 2014.

4 Comentários

  1. Olha aí, caixa dois no caixa dois da campanha da Pres. Dilma Youssef. O Vaccari foi passado para trás nessa. É quadrilheiro lesando quadrilheiro, pode isso?

  2. Se o Ricardo Pessoa fizer delação premiada, Lula, Dilma, José Dirceu, Vaccari, Edinho, Palocci, Nestor Cerveró, Haddad, Pedro Baiano, os empreiteiros da Odebrecht e outros de somenos importância no cenário nacional. Vai ser um tal de SALVE-SE QUEM PUDER. Os petistas, como sempre, vão morrer negando, mesmo sabendo que praticaram extorsões nas empreiteiras, que vinham não de seus caixas, mas sim, do caixa da Petrobras. Inventaram que as extorsões fossem depositadas diretamente nos caixas do PT, simulando assim uma provável legitimidade. Mas não vai adiantar nada essa SIMULAÇÃO. Os fatos serão comprovados pois ninguém doa nada a ninguém, em matéria política, se não for para terem benefícios, como nos casos das empreiteiras.A papuda vai ser pequena para tantos corruptos.

  3. MANOEL BOCUDO. Responder

    O TAL DO BAGRE SE PEGA EM AGUA SUJA, POR ISSO NÃO SE ESPANTEM.
    TEM MUITO VELHACO NO LAMAÇAL. É FERA COMENDO FERA.

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