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Greve na Volvo entra no 5º dia e piquete bloqueia Contorno Sul

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da Banda B:

A greve dos trabalhadores da empresa multinacional Volvo, que fica na Cidade Industrial de Curitiba, chega no quinto dia, ainda sem previsão de acordo. Na manhã desta quarta-feira (13), cerca de duzentos funcionários se reuniram em frente à empresa e bloquearam a marginal do Contorno Sul. A revolta dos trabalhadores é quanto ao anúncio de uma possível demissão de cerca de 600 trabalhadores. O Ministério Público do Trabalho (MPT) faz mediações entre o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e diretores da Volvo desde o mês passado, no entanto, ainda não há indícios de um acordo que evite as demissões e o retorno das atividades.

O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), Nelson Silva de Souza, lamentou a greve e disse que, no momento, o emprego dos trabalhadores precisa ser salvo. “Infelizmente, tivemos que chegar a esse ponto de greve geral, visto que a empresa comunicou ao sindicato que ia, sim, fazer as 600 demissões e exigindo que o trabalhador abrisse mão dos direitos dele”, comenta.

Segundo o sindicato que representa a categoria, outras montadoras anunciaram a implantação de rodízios para evitar a demissão em massa, o que não foi levantado como estratégia pela Volvo. “O que a diretoria quer é baixar a folha de pagamento, sem pagar os devidos direitos, aproveitando esse momento difícil e esse cenário econômico retraído”, opina Nelsão.

A greve foi deflagrada após a recusa, feita em assembleia, da proposta para a Participação nos Lucros e Resultados e também a data-base. O valor da PLR oferecido por R$ 15 mil é 50% menor que o do ano passado. Já o reajuste salarial, que deve acontecer em setembro, tem apenas a reposição da inflação. Pela proposta, mesmo que os trabalhadores aceitassem o acordo, eles podem ser demitidos em dezembro.

Ainda, segundo o vice-presidente, a empresa Volvo estaria selecionando trabalhadores para votarem a favor da proposta. “São pessoas que não serão prejudicadas pelas demissões. São administrativos, terceirizados. Os de chão de fábrica, os mais ameaçados, querem votar”, disse Nelsão.

Outro lado

Entretanto, o vice-presidente da Volvo Brasil Carlos Morassuti afirmou que a empresa está disposta a negociar desde o ano passado e que há garantias dos benefícios. “Estamos negociando com o sindicato desde o fim do ano passado e sempre dispostos a negociar. A proposta é garantir o emprego dos trabalhadores até o fim do ano e, com isso, aumento de 100% da inflação e o PLR de R$ 15 mil por antecipação. A proposta é saudável para o momento olhando as circunstâncias do país”, aponta.

Para ele, a greve – que entra no quinto dia – é fruto do sindicato, que força o trabalhador a não votar nas propostas. “É uma greve do sindicato, tanto que vários trabalhadores querem entrar. É só olhar e ver. Somente alguns funcionários votaram se aceitam ou não a proposta da empresa, apenas 40% do total, os associados. Todos querem votar se aceitam essas condições, ou não”, finaliza.

1 Comentário

  1. Por princípio não apoio greve comandada por sindicato filiado a CUT, mas esta eu até entendo, como é que empregado terceirizado vota sobre o destino dos montadores da empresa? De onde será que tiraram ideia tão idiota? Concordo que a empresa precisa enxugar o quadro de colaboradores, não estava vendendo nada mesmo, mas que comece pelos terceirizados, e depois vá intercalando chão de fábrica com administrativos, aí a tigrada veria que não está pagando a conta sozinha. É surpreendente a solução lusitana que estes suecos tomaram.

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