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Temerosos com ‘reposição de qualquer jeito’, estudantes retornam às aulas

foto aen-pr

da Banda B:

As aulas em algumas escolas estaduais da Grande Curitiba retomaram na manhã desta quarta-feira (10), após 73 dias de greve, somadas as duas paralisações do ano. A Banda B esteve em algumas delas e pôde constatar que a maior preocupação dos pais e alunos é com relação a uma possível reposição das aulas ‘de qualquer jeito’, uma vez que o calendário está apertado.

Délcio Teixeira, que está no 2° ano do Ensino Médio na Escola Estadual Desembargador Cunha Pereira, em Fazenda Rio Grande, é um dos que mostra receio com relação à reposição das aulas. “A volta às aulas está sendo complicada. Estou com medo dessa reposição, deles passarem um monte de trabalho e também provas e ser tudo muito corrido”, afirmou.

Já Luciana Romero, mãe de uma estudante com déficit de atenção, que estuda no mesmo colégio, também está temerosa. “Vão ter que repor as aulas e o tempo é curto. Minha filha tem dificuldade para aprender e agora não sei como isso vai ficar”, disse.

Outro colégio que abriu normalmente para alunos foi o Julia Wanderley, na Av. Vicente Machado, no bairro Batel. O diretor da escola, Cristiano André Gonçalves afirmou que é importante o apoio da família às crianças nas próximas semanas. “O que vamos pedir é um acompanhamento maior das famílias e continuar com a qualidade que sempre existiu, sem pressa no ensino”, disse.

Com relação ao primeiro dia de retorno, o diretor afirmou que ainda tiveram alunos ausentes. “Ainda não estamos com 100% dos alunos presentes. Estamos ainda aguardando recomendações da Secretaria de Educação para ser feito o planejamento do calendário de reposição”, explicou.

Fechados

Várias escolas da rede estadual estiveram fechadas nesta quarta-feira. Um deles o Colégio Estadual do Paraná, que conta com o maior número de alunos. Apenas os professores estiveram presentes em uma reunião referente ao calendário escolar. Lá, e em outras escolas, o retorno às aulas deve acontecer amanhã. A orientação é que os alunos liguem para a instituição a fim de saber se ela estará aberta ou fechada.

Calendário letivo

Com o encerramento da greve dos professores e funcionários de escolas estaduais do Paraná, a preocupação imediata é a retomada do calendário letivo. A Lei de Diretrizes e Bases, que regulamenta a educação no Brasil, exige o cumprimento de, no mínimo, 200 dias letivos, o que deve levar a maioria das instituições de ensino a terem aulas em fevereiro de 2016

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (9), a secretária da Educação, Ana Seres Comin, as escolas terão datas diferenciadas para o cumprimento do calendário, já que algumas instituições tiveram paralisação total e outras parcial.

“Aquelas que pararam totalmente terão muita dificuldade de cumprir o calendário até o dia 23 de dezembro. Os sábados não são viáveis e ainda temos problemas com o transporte dos municípios, então temos que avaliar individualmente”, comentou Ana Seres. Janeiro não é considerado devido ao período de férias dos professores definido por lei.

Nos casos das escolas que paralisaram totalmente para a greve, 29 dias letivos foram cumpridos entre as duas greves. Considerando a data de 23 de dezembro e desconsiderando sábados e feriados, ainda seriam necessários 34 dias de aulas, o que tomaria não só o mês de fevereiro, como também o começo de março.

Com as definições, o calendário de 2016 também fica comprometido e o recesso de julho também passaria a ser letivo. “Serão dois calendários, um começando em fevereiro e outro com o encerramento em fevereiro e já estamos avaliando a condição também dos alunos do período noturno”, explicou.

Retorno às aulas

Segundo a secretária, a maioria das escolas já tem condições de retornar aos trabalhos a partir de quarta-feira (10). “Os alunos não tem culpa de tudo que ocorreu. Já acordamos vários itens com o sindicato e estipulamos prazos para os itens discutidos, então podemos sim voltar para as salas de aula”, disse.

Veja, abaixo, a íntegra do posicionamento da Secretaria de Estado da Educação juntamente com as Chefias de Núcleos Regionais, em caso de retorno imediato (dia 10/06) às aulas:

1 – Não serão abertos Processos Administrativos contra diretores de escolas desde que eles entreguem os Relatórios Mensais de Fequência (RMFs) dos profissionais da educação (professores e funcionários) referentes aos meses de abril e maio, até 12 de junho, e de junho até o dia 5 de julho.

2 – As faltas de maio e junho serão negociadas mediante reposição das aulas e compensação da carga horária dos funcionários.

3 – Não serão feitas rescisões para contratos de professores temporários em função das faltas durante o período de greve.

4 – As faltas do mês de abril (4 dias) serão reembolsadas e tornadas sem efeito a partir do momento que:

1º) Houver a entrega dos RMFs até 12 de junho

2º) Forem elaborados e homologados todos os calendários das unidades escolares pelas chefias dos NREs. A data limite para entrega dos calendários é dia 19 de junho.

O reembolso das faltas de abril fica condicionado à reposição das aulas. As faltas podem ser lançadas novamente se não for efetivada a reposição de aula.

1 Comentário

  1. Espero que os alunos não fiquem no Videio ou na biblioteca
    sempre foi assim reposição de aulas todos sabem disso
    seria melhor descontar os dias parados e colocar outros professores em sala de aula que expliquem os conteúdos com qualidade não adianta o governo falar e não fazer e só o Planalto mandar outros ´projetos que prejudiquem os trabalhadores manda os alineados a fazerem outra greve como fica governador na verdade você está incentivando essa palhaçada com essa atitude

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