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Contra reposição de aula aos sábados, pais e alunos de colégio estadual fecham rua no Xaxim

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da Banda B:

Eles não querem aulas aos sábados. Pais, alunos e professores fecharam a rua Primeiro de Maio, no bairro Xaxim, em Curitiba, na noite desta quarta-feira (17), para protestar contra as aulas aos sábados, que vão acontecer por causa da greve dos professores que somou mais de 70 dias. O grupo quer diálogo entre o Governo do Estado e a Secretaria de Educação (Seed) para que seja realizada a sexta aula nos dias semanais, evitando que os alunos cumpram calendário escolar aos sábados, conforme proposta da pasta. A Seed já descartou a possibilidade de sexta aula alegando problemas na transição dos turnos e também que a medida não iria proporcionar o cumprimento dos 200 dias letivos obrigatórios.

Cerca de 200 pessoas se reuniram em frente ao Colégio Estadual São Pedro Apóstolo para chamar atenção das autoridades. Alunos seguravam cartazes com mensagens ao governador Beto Richa (PSDB) – “Keria faser um cartas, maz o Beto não ker me dar educassão (sic)”, ironizava um cartaz com erros de português propositais; “Não queremos aula no sábado”; Sexta, aula já”, entre outros recados se destacavam na manifestação. Segundo eles, aos sábados alguns alunos possuem carga horária em cursos preparatórios para o vestibular e outras atividades, como catequese.

Pai de um aluno e organizador do protesto, Manoel Messias, afirmou que os alunos e os professores não querem aulas aos sábados. “Partiu dos pais porque tivermos uma reunião com o colégio. A diretora colocou a posição do Governo e também da escola, não adianta, tenho um filho em casa que me perguntou como fica a catequese, o futebol e tudo que ele tem aos sábados? Queremos a sexta aula, temos direito de questionar”, defendeu.

Aos gritos de ‘Eu tô na luta”, os alunos protestaram durante cerca de duas horas. A estudante do 3º ano do Ensino Médio, Jaíne de Paula, estava no protesto e afirmou que muitos alunos optaram pelo curso preparatório para o vestibular por causa da greve. Com isso, as aulas de reposição prejudicam os estudos aos fins de semana. “Com essas aulas aos sábados, a gente perde aula nos cursinhos, tem gente que perde compromissos religiosos, pessoas trabalham também. Não temos condições de aulas aos sábados, a secretaria de Educação tem que nos ouvir”, disse a estudante.

Já para os professores, a reposição aos sábados tem sido amplamente criticada desde as negociações entre a APP-Sindicato, que representa a categoria, e a secretária da Educação, Ana Seres Trento Comin. O professor de Filosofia criticou a falta de negociação e disse que os professores têm compromissos aos sábados.

“Sabemos da nossa responsabilidade de repor as aulas, mas veja só, um calendário puxado de seis dias na semana não permite o nosso descanso para o retorno das aulas. Também temos nossa vida social, tem professores com pós-graduação, mestrado”, disse o professor Paulo.

Os ônibus da região tiveram de desviar o caminho por causa do bloqueio dos estudantes. Segundo os manifestantes, caso não aconteça um diálogo entre pais, alunos, professores e Governo do Estado, novas manifestações devem ser organizadas nos próximos dias.

Resposta

O governo do Paraná descartou a possibilidade de as escolas estaduais realizarem uma sexta aula por dia, ao invés de cinco, para encerrar este ano letivo ainda em 2015. Segundo a Secretaria Estadual da Educação (Seed), a proposta da APP-Sindicato, que representa os professores, não dá conta de cumprir os 200 dias letivos previstos pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que regulamenta a educação no país. A data limite para encerramento do ano letivo de 2015 é 07 de março de 2016.

9 Comentários

  1. O sistema “educacional” desses professores grevistas é FALIDO. Seria muito bom para o Paraná se essa turma tivesse a decência de pedir para ser exonerado e permitir a entrada tranquila da turma do PSS. Pais e alunos agora podem e devem mostrar que merecem respeito. Meus filhos merecem respeito e não dependem do desserviço de militantes radicais do PT. Aqui não é Cuba, nem Venezuela, nem Colômbia. Aqui é Brasil e não precisamos trocar de identidade. Chê ga pra lá!

  2. antonio carlos Responder

    Mas não vejo razão para tanta indignação, tanto o governador quanto a a sua secretária da Deseducação que satisfaçam a vontade dos protestantes, fiquem sem aula e também sem aprender, não é isto o que estão pedindo? Tanto o governador quando a sua secretária já se educaram bastante, se esta piazada não quer aprender, o problema não é do Governo. Nunca vi ninguém querendo permanecer na ignorância. é mesmo de cair o queixo.

  3. LENZA TOLEDO
    Assino embaixo, explicou de maneira precisa o que realmente acontece na Educação do país e no caso em questão , o Paraná.
    ( Claro que os pelegos não vão entender, porque educar não faz parte do desgoverno do PT, só serve para propaganda enganosa)

  4. Os pais e alunos deveriam cobrar isso da APP/CUT/PT e dos professores que apoiaram essa greve ilegal e irresponsável.

  5. FALIDA é a SUA “educação”, LENZA! Pedir exoneração e dar lugar para PSS? Você está sonhando, não é!? Então é isso que você vai ensinar para seus filhos? Que quando os direitos deles forem subjugados por qualquer governo que seja, eles devem ficar quietinhos e aceitar tudo de boca fechada, ou pedir exoneração? O que você tem a dizer sobre os escândalos de corrupção no Paraná? E sobre o rombo que o governador fez no estado para se reeleger? Ou vai defender o governador, mais uma vez dizendo que isso é culpa do PT? É muita idiotice julgar que os professores são petistas, afinal o Paraná elegeu este crápula o Beto Richa com quase 70% dos votos, inclusive com os votos de professores e educadores que acreditaram nele! A diferença é que as pessoas que pensam têm a coragem de voltar atrás e lutar por seus direitos, mesmo lutando contra um governo que eles ajudaram a eleger. Seguindo sua ideia, por quê você não pede “exoneração” da função de “mãe”? Pois se é isso que seus filhos vão parender dentro de casa, tenho pena da “educação” que eles irão receber!

  6. Creio que os erros de ortografia não são propositais, essa molecada não sabe nem mesmo escrever o próprio nome muitas vezes.

  7. valdir izidoro silveira Responder

    A verdade sobre essa discussão está sendo escamoteada. O problema central é que as férias da classe média sebosa, em Matinhos e Caiobá, foi pras cucuias. Esse o motivo da gritaria contra as aulas no sábado; o fim de semana na praia encurtou.

  8. A proposta de reposição do governo eh meramente punitiva; Tb premia os furas-greve que não precisarão repor as aulas (furas-greves não deram aulas durante a greve, só ficavam nas escolas vazias “coçando”). Calendário de reposição deve ser discutido com a comunidade escolar

  9. ok…deixa os caras sem aula e desconta os meses parados dos professores………demite boa parte deles e estamos conversados…ou vão esperar o ano que vem pra acontecer tudo de novo…..quantos aos pais dos alunos que reclamam…ano que vem fazem a mesma série novamente……

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