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‘Escola não é lugar para doutrinar’, por Eduardo Sciarra

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Eduardo Sciarra

O fim da ditadura militar provocou diversas transformações no Brasil. Na Educação houve a extinção de conteúdos considerados doutrinadores por especialistas da área. Obviamente, escola não é lugar para doutrinar ninguém e sim um espaço de ensino e aprendizado. A mudança curricular foi defendida para afastar das salas de aula qualquer disciplina que induzisse o aluno a algum tipo de ideologia. Nada mais adequado.

Passados 30 anos, aquilo que era abominado volta a ser usado nas escolas paranaenses, agora sob o manto e o disfarce do protesto. Longe de seguir a cartilha do magistério, e bem orientados quanto ao modelo de radicalização sindical, muitos professores estaduais têm trocado o horário de aulas pela encenação de um teatro político. Com um descarado discurso que só interessa aos partidos que sustentaram uma absurda greve que lesou um terço do ano letivo, alguns professores tomam o precioso tempo do aprendizado dos estudantes na disseminação de apologias contra o governo do Estado. Deseducação, conforme relatam pais de alunos.

Passada a greve dos professores, superado o impasse pelo reajuste salarial dos servidores, em solução acordada entre todas as partes envolvidas, é hora de arrumar a casa tendo como fundamento prioritário o ensino pedagógico. A volta à escola deveria provocar reflexões profundas, especialmente porque o objetivo principal de um estabelecimento de ensino é preparar os alunos e, sem distorções, ampliar seus conhecimentos.

Distante do conceito maniqueísta, o governo do Estado mantém plena confiança na capacidade e na seriedade dos profissionais que escolheram o magistério como ofício. Estamos ao lado daqueles que têm e exercem a nobre missão de educar. O que se pede é o comprometimento de fazer da escola um local de valorização humana e não um palco de manifestações com propósitos distorcidos.

Nosso compromisso maior deve ser com um milhão de alunos e suas famílias. Esses paranaenses não merecem submeter-se à cantilena partidária, tenha a cor que tiver, em detrimento de uma educação de qualidade.

Os esforços da Secretaria da Educação, neste momento, são para garantir os 200 dias letivos e 800 horas de conteúdo, conforme prevê a legislação. Isso significa respeitar aqueles que foram os verdadeiros prejudicados com a greve: os alunos. Infelizmente, este esforço não encontra ressonância em parte das 2,1 mil escolas do Estado. Mesmo com seu sindicato concordando com os termos de reajuste salarial, uma parcela de professores insiste em manter, nas salas de aula, ensinamentos distorcidos de uma greve abusiva e anarquicamente orientada.

Munidos de vídeos previamente editados e outros artefatos, tentam transmitir a mensagem do bem contra o mal. No discurso, o governo é demonizado. Esquecem, porém, de relatar os avanços que permitiram, entre outros benefícios, um aumento de 60% no salário do magistério em quatro anos. Em que pese o direito de cada um ter posição política numa democracia, questões políticas e partidárias não deveriam se sobrepor ao princípio de que os alunos estão na escola para aprender o conteúdo necessário para que sejam preparados para a vida.

Os professores, todos eles, como emissores do conhecimento e, em tese, do desenvolvimento humano, deveriam entender que os paranaenses já perderam muito com esta greve. Não é conveniente, nem agora nem em qualquer momento, usar a escola para doutrinação. Sem meias palavras, escola é lugar de educar.

Eduardo Sciarra é chefe da Casa Civil do Governo do Paraná.

14 Comentários

  1. Professor que defende posição política ou impõe ideologias pessoais tem que ser “graiado” na ouvidoria do Estado e do MP.

  2. Fernanda Olveira Responder

    Perdão, Nobre Deputado, mas escola é lugar de ENSINAR, lugar de EDUCAR é em CASA.

  3. Concordo totalmente. Imaginem minha síncope se minha filha voltasse da escola fazendo apologias ao petê, ao bolivarianismo, à Dilma e seus petinhas?

  4. Do Interior..... Responder

    Além disso, o PT, PSTU e outros lixos vermelhos, perderam democraticamente na câmara a inclusão da “teoria do gênero” no PNE. Na frente desta teoria está o PT, PSTU e outros partidos de extrema esquerda, que querem, de outra forma implantar esta teoria de forma arbitrária e autoritária, ao arrepio do que decidiu o congresso.
    A “Teoria do gênero” também é chamada de “LEI JEAN WILYS”. Embora esta pessoa esteja à frente, o PT está fazendo muito esforço para implantação desta doutrina diabólica nas escolas infantis.

    Me pergunto o porquê querem fazer isso com as crianças. Porque não ensinam isso aos adolescentes?
    A resposta é que querem angariar mais pessoas para esta teoria do caos.

    A saída é os pais darem um celular ou gravador ao filho para gravarem estas aulas (suspeitas) para saber o que estão enfiando na cabeça de nossas crianças.

  5. Concordo com o comentário de Fernanda, escola é lugar de ensinar e de educar é em casa, e os demais cometários, façam um favor ao demais leitores, os poupem de chulos argumentos politiqueiros.

  6. jaime rodrigues Responder

    ENSINO NO PARANA CADA VEZ PIOR E A PTZADA FALANDO DE POLITICA E FAZENDO JUS AO SALARIO QUE RECEBEM.

  7. Quer dizer, o governo castiga os professores de todas as formas e eles não podem nem reclamar porque é antidemocrático?

  8. Os professores deveriam voltar a ser avaliados em seus conhecimentos e, o projeto pedagógico do ensino fundamental deveria ter diretrizes em que qualquer ideologia deve ser expurgada.Cabe as Universidades nas disciplinas de sociologia,filosofia,teologia,etc por a quem interessar discutir as diversas culturas existentes no plano econômico, social e político dos diversos povos. O Oriente difere em muito do Ocidente, mas ambos tem posições muito interessantes ao ser humano. Depende de cada um, do meio, da natureza, do clima, etc.

  9. Ainda bem que escola é lugar de ensinar e não de educar. Já imaginou estes professores educando meus filhos. Tá loco sô…
    Não quero que eles pichem as paredes da minha casa e enfrentem, a polícia onde forem.

  10. Este sciarra não entende nada de educação e escola. É um desajustado! Mandar “meter bomba” nos educadores isso ele entende… Nos poupem desse sujeito ignóbil. Se houvesse doutrinação política partidária nas escolas do Paraná, garanto que o desgovernador e sua cambada nunca seriam eleitos. Quer dizer que discutir e ensinar ética, solidariedade, desenvolver o espírito crítico e criativo (que está na LDB 9394/96) é doutrinação? Que pobreza cultural e de espírito quem pensa desse modo!

  11. está tentando inverter o papel? provavelmente vocês gostariam que os alunos continuassem passivos para poder continuarem sendo massa manipulada por vcs políticos e assim vcs continuarem no poder!

  12. e quem acredita realmente que professor ensina comunismo na escola é porque na verdade já é massa manipulada do governo e já sofreu lavagem cerebral por ele, caiam na real, isso é conversa pra boi dormir! e voces acreditam?

  13. Melhor seria cem por cento ensino à distância. Acabar de vez com esses professores grevistas politiqueiros ideológicos, deseducadores e consumindo toda a arrecadação do Estado.

  14. Quem está do lado do governo só pode estar metido nas falcatruas deste PSDB, recebendo um por fora ou com algum cargo comissionado. Ou a pessoa realmente é totalmente estupida. Os professores são 62% dos servidores e 30% da folha de pagamento, e ainda tem gente falando que os professores oneram o estado? Se diminuíssem os altos salários de cargos comissionados que não servem para nada e tirassem o auxilio mansão para os juízes, com certeza ajudaria equilibrar as contas do estado.

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