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‘Há espaço para impeachment’, diz Taques

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do Josias de Souza:

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, afirma que “existe espaço para o impeachment” de Dilma Rousseff. Em conversa com o blog do Josias de Souza, ele declarou: “Se comparamos o que ocorre no país hoje com o que se passava no Brasil na época de Fernando Collor, percebemos que estamos diante de um quadro assustador. Tudo agora é muito mais grave.”

Ex-procurador da República e professor de Direito constitucional, Taques esmiuçou seu raciocínio: “A Constituição dá ao impeachment uma conformação política, atribuindo à Câmara o juízo de conveniência e oportunidade para abrir ou não o processo de impeachment. No momento, o TCU analisa as pedaladas fiscais e o TSE verifica as contas da campanha da presidente. Entendo que existe espaço para o impeachment, de acordo com artigo 85 da Constituição.”

Evocado pelo governador, o artigo constitucional 85 anota: “São crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: 1) a existência da União: 2) o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação; 3) o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; 4) a segurança interna do país; 5) a probidade na administração; 6) a lei orçamentária; e 7) o cumprimento das leis e das decisões judiciais.”

Antes de eleger-se governador, no ano passado, Taques era senador. Defendia que seu partido, o PDT, deixasse o governo, devolvendo para Dilma os cargos que ocupa, inclusive o posto de ministro do Trabalho. Foi ignorado. Como a legenda não mudou, Taques decidiu tomar a iniciativa. Avisou ao presidente do PDT federal, Carlos Lupi, que deixará o partido. Vai para o PSDB ou para o PSB. A decisão será anunciada nos próximos dias.

1 Comentário

  1. -Com licença ao professor Olavo de Carvalho, faço minhas suas indagações:
    “Durante trinta anos de vigência da hegemonia intelectual da esquerda, todos os direitistas, sem exceção, ficaram encolhidos de medo, inermes e atônitos, incapazes da menor reação efetiva, no máximo resmungando um pouco em circuito fechado. Aí veio um sujeito e, sozinho, deu cabo dessa hegemonia. Então os ratos começaram a sair das suas tocas e, num surto de coragem tardia, puseram-se a roer o cadáver da falecida com ares de quem enfrentasse um inimigo vivo, e a rosnar impropérios contra o matador da desgraçada, dizendo que ele não tinha feito nada de mais, que era apenas um astrólogo embusteiro, um gnóstico alucinado, talvez até um comunista enrustido. Essa é a biografia mental da direita brasileira nas últimas décadas. Não espanta que essa gente, mesmo secundada por noventa e dois por cento da população, não consiga derrubar um governo caquético e moribundo.”

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