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No RS, Polícia só atende casos graves

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A população do Rio Grande do Sul está em estado de sítio com a paralisação dos servidores contra o parcelamento dos salários. Desde a madrugada, a Polícia Civil está registrando apenas ocorrências de crimes contra a vida, como assassinatos e estupros. Informações da GloboNews. Ocorrências de rotina não são atendidas, e muitas delegacias estão fechadas. Em Santa Maria, na Região Central, policiais civis se algemaram para protestar contra o parcelamento dos salários.

A Brigada Militar também começou uma operação padrão no final de semana. Nenhuma viatura sai dos quartéis sem que esteja em perfeitas condições. Por isso, muitos policiais militares fazem rondas a pé, tanto na capital quanto no interior. Havia do temor de que os policiais militares ficassem aquartelados e não fossem para as ruas nesta segunda-feira (3), o que acabou não se confirmando. O Comando-Geral da Brigada Militar reconhece que houve redução no efetivo em função das manifestações, mas garante que há policiamento nas ruas de Porto Alegre e do interior do estado.

Na capital, familiares de policiais militares protestaram pela manhã em frente à sede do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM). Segurando cartazes e faixas, esposas e filhos de policiais bloqueiam o trânsito por períodos curtos na Avenida Praia de Belas. O 9º BPM atende 14 bairros da área central da cidade e mais as quatro ilhas do Guaíba. O comandante do batalhão, tenente-coronel Francisco Vieira, afirmou que há policiais nas ruas, mas com efetivo reduzido. “Temos 10 viaturas, de 20 a 30 homens trabalhando. Aquelas pessoas que não têm urgência, que não venham para cá”, afirmou.

No interior do estado, também houve protestos de PMs. Durante a madrugada, por volta das 4h30, pneus foram queimados no km 10 da ERS-446, em Carlos Barbosa, na Serra. Faixas e cartazes foram colocados às margens da rodovia. O mesmo ocorreu no km 68 da ERS-122, em Farroupilha.

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