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Operador do PMDB
pode iniciar delação

Foto: Geraldo Bubniak

fernando baiano2

O lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, apontado pela Lava Jato como operador do PMDB no esquema de desvios de dinheiro da Petrobras , é mais um dos investigados que está prestes a fechar um acordo de colaboração premiada com o MPF. Baiano falou ontem por mais de três horas com o defensor que deve assumir as negociações. O advogado Sérgio Guimarães Riela informou que o processo ainda é incipiente e que nenhum representante do MPF participou do encontro. “Ainda estou conversando com o Fernando para vermos qual será o nosso posicionamento frente às investigações. Hoje é apenas nossa segunda reunião com ele. Ele ainda deve falar com sua família antes de oficializarmos nossa representação”, afirmou. Ele ainda ressaltou que se reunirá novamente com Baiano na próxima terça-feira, para “bater o martelo”. As informações são da Folha de Londrina.

Considerado uma das “peças-chave” de todo o esquema, Baiano é réu em duas ações penais que tramitam na Justiça Federal. Em uma delas, é acusado pelo pagamento de propinas ao ex-diretor Nestor Cerveró. Segundo as investigações, Baiano intermediou propina de US$ 40 milhões na compra de duas sondas da coreana Samsung, nos anos de 2006 e 2007, por US$ 1,2 bilhão. O negócio também teve como intermediário o consultor Júlio Camargo, que se tornou um dos delatores.

Em interrogatório realizado em julho, Camargo disse que Baiano atuava como uma espécie de sócio oculto do deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele disse ter pagado US$ 10 milhões em propina no esquema, sendo que US$ 5 milhões teriam sido destinados a Cunha; e os outros US$ 5 milhões para Baiano. Fernando também é acusado dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção no processo em que também são réus o presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht; e outros executivos da empresa.

Ainda na defesa de Baiano perante à Justiça Federal, Nélio Machado apresentou ontem ao juiz Sérgio Moro as alegações finais na ação movida contra o lobista por lavagem de dinheiro e corrupção ativa no caso da venda das sondas. Ele argumentou que o delator Júlio Camargo disse ter pagado comissão a Baiano, não “propina”, como os investigadores apontam. Ainda não se sabe se, caso o acordo seja fechado, ele continue no caso. Nélio já foi advogado do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, mas deixou sua defesa quando ele decidiu por um acordo de delação.

3 Comentários

  1. A delação é um meio para o detento ver-se livre das garras da prisão, e o delator pode não ter compromisso de estar dizendo a verdade, pois lhe é garantido o direito de não se auto-incriminar, podendo inclusive se retratar a posteriori, sem que nesse caso obtenha o benefício da redução punitiva..
    Penso que a mesma só tem eficácia quando feita de forma livre e espontânea. Trocando em miúdos, deve ser vista com máxima cautela e parcimônia pelos meritíssimos..
    É o que penso levando em conta a literatura jurídica..

  2. Valmor Lemainski - Cascavel Responder

    Essa “lei” de o “réu não produzir provas contra si” é uma afronta ao bom senso e uma declaração de imbecilidade que só deve existir em republiquetas… Por que a expressão da verdade não pode virar atenuante aos réus?…

  3. É MAS SE NÃO ACRESCENTAR NADA NOVO, A DELAÇÃO NÃO VALE.
    ENTÃO TEREMOS NOVIDADES E O PMDB COM A PURGA ATRAIS DA
    OREIA.

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