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Eduardo Cunha diz que
não deixa o cargo

cunhacunha

d’O Globo:

Apesar da expectativa de que o Ministério Público apresente denúncia contra ele, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB-RJ, reafirmou que não se afastará do cargo, independentemente da decisão do órgão.

— Eu não me afastarei, não penso em afastamento de nenhuma natureza, vou continuar no exercício para o qual fui eleito pela maioria da Casa. Estou absolutamente tranquilo e sereno em relação a isso — disse.

Questionado sobre a movimentação do PSOL de pedir assinaturas para pressionar pelo seu afastamento da presidência da Câmara, Cunha minimizou:

— Todo mundo tem o direito de fazer o que quiser, pode fazer o que quiser. É o direito democrático de cada um — afirmou.

Sobre especulações de que, depois de denunciado, Cunha irá se voltar com ainda mais força contra o governo, inclusive dando andamento a um dos pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o deputado refutou a ideia e disse que não haverá “retaliação”.

— Não misturo meu papel de presidente da Casa com as eventuais situações que possam envolver a minha pessoa. Exercerei meu papel de presidente da forma que institucionalmente tenho que exercer. Não faço papel de retaliação, nem tomo atitudes por causa de atitudes dos outros — pontuou.

Em julho, após ser apontado pelo delator Júlio Camargo como responsável pela cobrança de propina para viabilizar contratos com a Petrobras, Cunha alegou ser alvo de perseguição e anunciou o rompimento com o governo Dilma. Na ocasião, ele disse estar convicto da participação de “um bando de aloprados do Planalto” na ação “persecutória” do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para conseguir elementos que permitam a denúncia contra ele no processo da Lava-Jato.

Nesta quarta-feira, Cunha negou que vá fazer qualquer pronunciamento sobre a eventual denúncia.

— Não pretendo e não farei jamais discurso em plenário em relação a qualquer assunto.

3 Comentários

  1. VILMAR KURZLOP Responder

    Homens públicos devem agir como homens públicos.
    Estão no poder para cumprir o papel instituído para esse poder.
    Não estão lá para defender os seus interesses individuais ou de um único segmento e sim da sociedade como um todo, por mais que sejam integrantes desse poder como representantes/lobistas de um determinado segmento.
    Investidos na função de representantes políticos devem, mesmo que priorizem os desejos de um segmento, levar em conta em suas atitudes o reflexo delas em toda a sociedade.

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