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Investigações do Gaeco chegam ao período anterior a Beto Richa

Fabio Silveira, Blog Baixo Clero, Jornal de Londrina

Com as prisões de Marcelo Müller Melle e Luiz Fernandes de Paula, realizadas segunda-feira (21), a Operação Publicano conseguiu retroagir um pouco mais no tempo. Pega pela primeira vez figuras e situações anteriores ao governo Beto Richa (PSDB). Mas não tão anteriores. Segundo o Gaeco, Melle foi Assessor de Resultados do delegado chefe da Receita Estadual em Londrina entre 2 de agosto e 31 de dezembro de 2010. De Paula foi inspetor geral de fiscalização entre 1º de julho e 31 de dezembro do mesmo ano. O governador era Orlando Pessuti (PMDB), o vice de Roberto Requião, que deixou o governo para ser candidato ao Senado. Contra a vontade de Requião, Pessuti apoiou a eleição de Beto Richa. E a reeleição também.

Conforme delatores, a “organização criminosa” dos publicanos ganhou o formato atual a partir de 2010. O Gaeco entende que os desvios ocorriam antes dessa data – fala-se em pelo menos três décadas –, mas não com esse nível de organização. Em depoimento, um dos delatores afirma que durante a gestão Requião o comando da Receita Estadual “embaralhou” o jogo, mudando auditores de agências de renda ou de Delegacias. A avaliação é que isso não impediu totalmente a corrupção, mas deu mais trabalho para os publicanos.

Fora
De acordo com o Gaeco, Melle teria assumido o cargo de Assessor de Resultados porque o então delegado da Receita em Londrina, Cícero Antônio Eich, não fazia parte do grupo acusado de participar da “organização criminosa” sob investigação. A colocação dele no cargo era estratégica, porque teria garantido a continuidade do suposto esquema.

17 Comentários

  1. Isso mesmo prenda todo mundo antes da gestão richa são todos ladrões pq depois só tem imaculado

  2. Pessutão tem honra, e honra não se compra e não se vende, se conquista!
    Portanto, o Pessutão nunca permitiria tal situação e se tivesse conhecimento tomaria todas as providências para extirpar os “tomates podres” da instituição!

  3. Estou bastante surpreso com o envolvimento do Marcelo..
    Não questiono o trabalho do excelentíssimos..

  4. Eita, se chegou até Orlando Pessuti, já,já chega até Sérgio Souza. Será que não seria esse o motivo que o Orelha seca nomeado no gabinete do deputado Sérgio teria espalhado nos corredores dos borogodós que Sérgio Souza desgrudou do Pessutão? Vixi…isso vai ter muita marmelada com pimenta rolando ainda. Bom, vamos esperar pra crer!

  5. A prisão do Melle, é muito estranha para todos que o conhecem, não questiono o trabalho, mas não fecha…

  6. Hum, João esse Luis.A.K, deve ser um daqueles que segurava a maleta preta. Tipo bigode do Zorro! Alto e magro igual o Zorro e defensor do Pessuti até debaixo d’água.

  7. EU CONHEÇO MUITO BEM O MARCELO MELLE, QUANDO DELEGADO REGIONAL EM PONTA GROSSA. E POSSO DIZER COM MUITA CONVICÇÃO, QUE DEMOROU PARA ESTE TRASTE IR PRESO.

  8. Numa desta descobrem que o Requião desviou um carga inteira de mamona, sem pagar os impostos. Os escândalos do Porto de Paranaguá, até agora não foram desvendados, quando o irmão dele era diretor de lá. Lembram-se $ no armário que a empregada descobriu e levou parte !

  9. Epa, já chegou no Heron Arzua, o homem dos benefícios. Diga lá Requião Filho e seus amigos do MP. Vão imvestigar? Boa p/ o Cláudio Esteves e sua turma.

  10. Caros, agradeço os comentários, já que são expressão do direito de vocês!

    No entanto, quem conhece o Pessutão sabe que ele é pessoa que respeita a todos, se orgulha de suas origens (forjado no aprendizado da roça e da cidade), portanto, a ele o meu respeito.

    Quando invejado, é porque existem motivos para tanto, já que não seria razoável alguém invejar uma pessoa decadente, ou como o próprio Pessutão diz “ninguém chuta cachorro morto”.

    DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

  11. Parreiras Rodrigues Responder

    Tudo isso é mais velho que cagar sentado. Lembro-me dos coletores. Fim de ano, garrafas de uísque, cestas de natal Amaral, lembra-se. Por ai. Só que foi se avolumando, os homens não se contentavam mais apenas com pequenos mimos natalinos e, negócio crescente, chegou até carros, apartamentos e gordas contas.

  12. antonio carlos Responder

    Ficaria feliz se a roubalheira em Londrina fosse coisa de poucos anos, mas é coisa velha, mais velha do que a maioria dos comentadores. E o pior de tudo, ela não vai acabar tão cedo, a roubalheira bem como a corrupção só deixarão existir quando desaparecer o último homem da face da Terra.

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