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Deputado paranaense defende prisão de homossexuais

Foto: Luis Macedo – Agência Câmara
takayama

Ivan Santos, Bem Paraná

Uma comissão especial da Câmara Federal aprovou ontem, por 17 votos a cinco, parecer do relator e deputado federal paranaense Diego Garcia (PHS) que restringe o reconhecimento do conceito de família exclusivamente a casais formados por homens e mulheres, excluindo homossexuais. A comissão foi formada para regulamentar o Estatuto da Família. Como ela deliberou em caráter definitivo, não há necessidade de passar por nova votação no plenário, a não ser que haja um recurso assinado por 51 parlamentares.

No parecer, Garcia manteve o conceito básico de que “a família é formada por um homem e uma mulher, através do casamento ou da união estável, e a comunidade formada por qualquer dos pais e seus filhos”.

Outro deputado paranaense, Hidekazu Takayama (PSC), participou dos debates mesmo não integrando oficialmente a comissão. Pastor evangélico, Takayama disse que homossexuais deveriam ser presos porque, segundo ele, são eles que se matam durante “briguinhas íntimas”. “Eu desafio qualquer jornalista investigativo a verificar os quase 4.000 casos de mortes de homossexuais. Quantos foram praticados por católicos e evangélicos? Nenhum, nenhum”, afirmou o parlamentar. “Se continuar com esse tipo de argumento que dois homens e duas mulheres formam uma família, daqui a uns dias vai ter um homem com uma vaca e vai virar avacalhação”, disse o paranaense.

As declarações de Takayama se alinham às posições do relator, que em seu parecer, disse que as relações de “mero afeto” não devem ser tratadas pelo Direito de Família. Para corroborar esse argumento, Garcia alegou que os diferentes arranjos sociais não presumem “reprodução conjunta” e “cumprimento de papel social”. Ele citou como exemplo de relações afetivas que não são aceitas pela sociedade as práticas de zoofilia e incesto.

Os contrários ao projeto, como a deputada Erika Kokay (PT-DF), argumentaram que o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu favoravelmente à união civil homoafetiva e que o projeto vai negar, a esse tipo de união, o direito a uma especial proteção do Estado.

14 Comentários

  1. Cuidado Deputados, do jeito que estamos rodeados por homos-
    sexuais voces vão ser trucidados em praça pública…

  2. ATÉ QUE ENFIM UM CARA DE CORAGEM,DISSE O QUE A GRANDE MAIORIA QUER DIZER,MAS TEM MEDO,POIS É SÓ OLHAR ATRAVESSADO PRA ESSES ” AÍ “E JÁ QUEREM PROCESSAR,ESSE É DOS BONS.

  3. AILSON JAIRO RAAB Responder

    Takayama…esse me representa!!!!!
    Diego Garcia….esse me representa!!!!
    Cunha esse me representa

    Erica,Dilma e lula…esses nã me representa

  4. Outro dia um garoto de uma escola municipal de Goiania, no dia Das Mães levado que fora por um casal de gays, foi perguntado por um coleguinha onde estava a sua mãe já que as professoras iriam entregar flores à elas. Em resposta e de cabeça baixa, o menino respondeu: ” isto aí eu não sei, ninguém fala disso lá em casa quando eu pergunto apanho na cara”. Estou sim com estes dois deputados.

  5. Que tipo de pensamento as alianças tucanas do ano passado e de agora ressuscitaram e materializaram

  6. Acho que a homossexualidade deveria ser problema de quem é homossexual. Eu, particularmente não tô nem aí se eles se casam ou não, se eles montam família ou não. Eu sou hetero, tenho minha família, e a vida é minha. Por que o estado tem que legislar sobre isso? Daqui a pouco vão dizer o que é almoço ou o que é janta? O que é café da manhã, e o que é lanche da tarde? Se eu quiser tomar café na hora do almoço vai ser crime? Sabe… tem questões que não deveriam ser da alçada do Estado. Nós temos problemas maiores que esse, por exemplo, a economia, a segurança e a saúde.

  7. Como leitor há muitos desse blog quero deixar aqui meu protesto, pois a “chamada” da matéria, além de ser tendenciosa, não exprime o que realmente defende o deputado. Primeiro, Takayama não afirmou em nenhum momento que o indivíduo por ser homossexual deveria ser preso (como sugere a chamada). Mas sim a prisão, para o indivíduo que pratica um crime! Isso esta mais do que claro, na própria fala do deputado. Agora, o que não entendo, é essa indisposição, que beira quase ao preconceito, que certas pessoas nutrem contra o evangélico. Ora, não vivemos numa sociedade plural e democrática? O cidadão brasileiro que tem confissão evangélica, também não trabalha e paga seus impostos? Então qual é problema dele se manifestar e se posicionar? Sabem vivem chamando os evangélicos de intolerantes, mas quando vejo um texto desse, tendencioso na chamada, tendencioso nos recortes, tendencioso na informação… só posso concluir que a intolerância vem justamente daqueles que mais acusam os outros de tê-la. Outra questão é o fato do jornalista ter questionado a presença do deputado na comissão. Ora o deputado não foi eleito democraticamente? Ele não esta ali, para representar o pensamento dos seus eleitores? Então, (volto a esse assunto) porque esse estranhamento? Saliento, por mais que não concordemos com eles, como um segmento expressivo dessa nação, os evangélicos têm todo o direito de se manifestar e marcar posição, claro isso desde que seja dentro da lei.

  8. Alvaro Divardin Responder

    Olá

    Como fazem bobagem esses deputados no Congresso.
    Fazem uma cruzada boba contra os homossexuais.
    Vamos viver em harmonia.
    Nem retrógrados caçando os alheios à suas opiniões.
    E nem a comunidade GLBT impondo uma forma generalizada de pensamento.
    Existe a diversidade de pensamento. Vamos viver em paz.
    Conservadores religiosos, liberais, direita, esquerda, homossexuais.
    Coexistam!!
    Senhores deputados trabalhem direito, não fiquem ai de conversa fiada. Afinal vocês custam muito caro ao povo e não correspondem.
    Att
    Alvaro Divardin

  9. Acho que deveria prender é quem desvia dinheiro, publico de salário de funcionaarios sês não acham

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