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‘Paraná não faz pedalada’, diz Mauro Ricardo

Foto: Arnaldo Alves -ANPr
mauro ricardo - foto arnaldo alves

O secretário Mauro Ricardo Costa (Fazenda) disse nesta terça-feira, 29, que a mudança feita no balanço nas contas do Estado de 2014, feita a pedido Tribunal de Contas do Estado, não se trata, de forma alguma, de manobra ou pedalada como ocorreu há pouco tempo nas contas do governo federal.

“Não foi nenhuma manobra e não foi nenhuma pedalada. A pedalada, dita que o governo federal fez, trata-se de uma operação de crédito não contratada, ou seja, uma despesa que era responsabilidade do governo federal que foi paga por instituições financeiras oficiais sem autorização legislativa. Isso que é caracterizado uma pedalada. Alteração de metas não é classificada como pedalada e isso é feito anualmente por diversos entes, inclusive pelo governo federal”, disse Mauro Ricardo em entrevista para rádios de Curitiba.

Mauro Ricardo disse que as alterações foram feitas em relatório preliminar enviado ao TCE que solicitou ajustes nos números publicados. “Fizemos uma republicação dos dados de 2014 porque eram dados provisórios. Logo após uma análise efetuada pelo TCE, se encontrou alguns equívocos que foram cometidos pela contabilidade do Estado e por conta disso foi solicitado o ajuste”, disse.

A republicação corrigiu, por exemplo, uma receita que estava classificada como negativa. A receita patrimonial estava registrada como uma receita negativa no valor de R$ 4 milhões. “A receita não era negativa, era positiva”, disse. “Não há qualquer irregularidade, e sim a correção de um equívoco de contabilização que foi efetuado pelo Estado”.

Metas
O secretário disse ainda que as alterações de metas previstas no Orçamento são comuns. “As metas não são imutáveis. As metas são mutáveis de acordo com o comportamento da atividade econômica. É preciso lembrar que o orçamento de 2014 foi feito em junho de 2013, época em que havia uma expectativa grande de crescimento do Brasil, o que infelizmente não se concretizou. Isso frustrou a receita e consequentemente teve que fazer ajuste nas metas de resultados primários”.

“Uma das previsões efetuada pelo ex-ministro Guido Mantega (Fazenda) era de que o Brasil cresceria 5% em 2013 e novamente 5% em 2014. Infelizmente não foi isso que ocorreu. Em 2014 nós tivemos uma estagnação da economia e sem qualquer crescimento do PIB. E neste ano temos uma previsão de decréscimo de quase 3%”, avaliou Mauro Ricardo.

As alterações de metas e os ajustes feitos no balanço de 2014 não se configuram pedaladas como especulou matéria publicada em jornal de Curitiba. “Pedalada é você postergar despesas. Despesas que deveriam ocorrer em um exercício e foram postergadas para o exercício seguinte, que foi o que aconteceu em relação ao governo federal. A despesas do Bolsa Família, como exemplo, deveriam ser pagas em 2014, não foram pagas em 2014. Os bancos fizeram os pagamentos e o governo federal só fez o ressarcimento em 2015. Isso não tem nada a ver com esta situação do Governo do Paraná”, completou.

5 Comentários

  1. Doutor Prolegômeno Responder

    Pedalar é coisa de pobre. No Paraná os governantes gostam de corridas de carros, muito mais luxentas e cheias de charme.

  2. Do Interior... Responder

    É, pelo menos os professores que tanto criticam o governo, estão recebendo em dia!

    Veja a situação do Rio Grande do Sul e de outros estados!.

    O Paraná, acreditem, ainda está bem.

  3. Sergio Silvestre Responder

    Aqui com os tucanos burlar orçamentos não é pedaladas,dinheiro de auditor para camonha não é prtopina e primo metendo a mão adoidado não é delinquente.

  4. De fato, secretário, não é pedalada, é coice de mula sem cabeça no contribuinte, no servidor, no professor, e, principalmente, na verdade, no respeito, na probidade pública.

    Pede para sair, enquanto é tempo !!!

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