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José Maria Marin aceita ser extraditado aos EUA

marin - folhapress

O governo da Suíça anunciou nesta quarta-feira (28) que o ex-presidente da CBF José Maria Marin aceitou ser extraditado para os Estados Unidos A informação foi confirmada pelo advogado de Marin no Brasil, Paulo Peixoto. “O dr. Marin da data de hoje [quarta] até dez dias vai aos EUA responder ao processo”, disse Peixoto à Folha de S. Paulo.

Marin, 83, está preso em Zurique desde o dia 27 de maio, acusado pelas autoridades americanas de envolvimento num esquema de corrupção relacionado a direitos de transmissão e marketing de competições. Foi detido com outros seis cartolas numa operação na véspera do congresso da Fifa.

Segundo o Departamento de Justiça da Suíça, o cartola concordou na terça (27) em ser transferido para o território americano. Com isso, o processo de extradição será acelerado. A Suíça destaca que, inicialmente, Marin havia se posicionado contrário à extradição solicitada pelos Estados Unidos, mas na terça aceitou ser transferido.

As autoridades dos Estados Unidos terão dez dias para levar Marin da Suíça, sob escolta da polícia americana.

De acordo com o governo suíço, por razões de segurança e privacidade, nenhuma informação será divulgada sobre sua transferência. Em nota, as autoridades destacam que Marin é acusado de receber “milhões de dólares de propina” de um esquema ligado a desvios de dinheiro de vendas de direitos de transmissão de torneios da Copa América de 2015, 2016, 2019 e 2023, além da Copa do Brasil entre 2013 e 2022. “Ele teria dividido esses subornos com outros dirigentes de futebol”, afirma o governo suíço.

Os advogados de cartola negociam há meses com as autoridades americanas uma espécie de prisão domiciliar, mediante a fiança, enquanto o brasileiro responde às acusações. Por ter imóvel na cidade americana, ele tentaria obter o mesmo benefício dado ao ex-presidente da Concacaf, Jeffrey Webb, que aceitou ser transferido para os EUA em julho. Conforme a Folha mostrou em julho, a fiança pode chegar a pelo menos US$ 7 milhões.

O governo suíço já havia aprovado a extradição de outros cinco cartolas presos na mesma operação: o costarriquenho Eduardo Li, o venezuelano Rafael Esquivel, o britânico Costas Takkas, o uruguaio Eugenio Figueiredo e o nicaraguense Julio Rocha.

O escândalo levou à renúncia do presidente da Fifa, Joseph Blatter, no dia 2 de junho e à convocação de novas eleições na entidade em fevereiro de 2016. Suspeito de envolvimento na investigação conduzida pelos americanos, o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, tem evitado deixar o Brasil, temendo ser alvo de um pedido de prisão no exterior.

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