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Israel condena ex-premier Ehud Olmert a 18 meses de prisão.
Por corrupção

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A Suprema Corte israelense aceitou parcialmente o recurso do ex-primeiro-ministro Ehud Olmert e reduziu sua sentença de seis anos de prisão para 18 meses, depois de rever sua condenação por suborno, em 2014. O tribunal anunciou nesta terça-feira que Olmert começará a cumprir sua sentença em 15 de fevereiro, tornando-se o primeiro ex-chefe de governo israelense a ser preso.

Olmert, de 70 anos, foi condenado em primeira instância a seis anos de prisão em março de 2014 por duas acusações de corrupção relacionadas a um grande projeto imobiliário em Jerusalém durante seu mandato de prefeito (1992-2003). A Suprema Corte o absolveu de uma das duas acusações.

— Um grande peso foi tirado do meu coração com a decisão do Supremo Tribunal de me absolver da principal acusação no caso Holyland — disse Olmert a repórteres.

O projeto imobiliário contemplou a construção das torres Holyland, um complexo de edifícios monstruosos erguidos sobre uma colina de Jerusalém.

O ex-premier negou qualquer irregularidade e recebeu autorização para ficar fora da prisão até o anúncio do resultado do recurso.

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“Olmert foi absolvido da acusação de ter recebido 500 mil shekels israelenses (US$ 128,7 mil) em subornos”, diz o parecer emitido pelos cinco juízes, mas foi “condenado por unanimidade por ter recebido um suborno de 60 mil shekels (US$ 15.450 mil)”.

A condenação pôs fim a especulação de que Olmert – um político de centro que estava buscando um acordo de paz com os palestinos até que o escândalo de corrupção o forçou a renunciar – poderia voltar à vida política. O partido Kadima, anteriormente dirigido por ele, já não está representado no Parlamento.

Olmert assumiu como primeiro-ministro em 2006 e renunciou três anos depois, em 2009. Anos antes, foi ministro de Comércio do país.

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