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Pedido de afastamento feito por Janot é ‘peça teatral’, diz Cunha

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O Globo

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a atacar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Dessa vez, o peemedebista disse que o pedido de afastamento de Cunha do cargo de deputado encaminhado por Janot ao Supremo Tribunal Federal (STF) é uma “peça teatral”. Janot foi alvo de Cunha desde que apareceram as denúncias contra ele.

– Eu tenho conhecimento integral das 190 páginas da peça (do pedido de Janot) para dizer que é uma peça teatral. Ali não tem fatos, só atos teatrais – afirmou Cunha, em café da manhã com jornalistas na manhã desta terça.

O presidente da Câmara também comentou a iniciativa do governo em pagar a conta das chamadas pedaladas fiscais. Para ele, o crime de responsabilidade da presidente Dilma Rousseff continuará existindo. Segundo ele, as pedaladas são referentes ao primeiro mandato e o despacho dele a favor do impeachment se baseou em decretos que a presidente Dilma Rousseff assinou em 2015.
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– A quitação das pedaladas é uma dívida que o governo assumiu de 2011 a 2014. Nós não colocamos nada no despacho em relação a 2014. O que colocamos é o descumprimento, em 2015, de edição de decretos em desacordo com a lei orçamentária. O ato equivocado foi em 2015. Não existe na lei de responsabilidade que um tributo não pago gere a extinção da punibilidade – disse Cunha.

O presidente da Câmara não quis fazer previsão se a presidente Dilma conseguirá evitar a aprovação da abertura do impeachment na Casa, mas disse que não vê motivos para comemorar a modificação do rito do processo no Supremo. Cunha afirmou que mesmo que obtenha os 172 votos para impedir que o processo seja aberto, isso não garantirá a governabilidade no país.

– Não vejo que o governo deva comemorar, nem chorar. Tanto está incomodado que tenta pagar as pedaladas porque sabe que errou. mas o governo não tem maioria na Casa.

2 Comentários

  1. Enquanto o Renan for obediente e serviçal ao planalto (dilma) estará protegido com aquiescência do Janot e Levandovisk.

  2. Todos os agentes seja do legislativo, do executivo ou do judiciário devem ser julgados pelo próprio poder institucional ao qual pertencem.
    Pois assim como os agentes do executivo e do legislativo não tem competência legal para julgar os agentes do judiciário, nem do MP, A RECÍPROCA TEM QUE SER VERDADEIRA, SOB PENA DE ESTARMOS DIANTE DE UM PODER ABSOLUTISTA…

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