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Balança comercial fica no azul em US$ 19,7 bilhões em 2015

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É o melhor resultado desde 2011

O dólar alto fez efeito no comércio exterior do Brasil com o resto do mundo e a balança comercial ficou no azul em US$ 19,7 bilhões em 2015. É o melhor saldo desde 2011. No entanto, esse desempenho não significa que as vendas de produtos brasileiros aumentaram significantemente, mas que as importações caíram numa velocidade maior.

Em relação a 2014, as exportações caíram 14,1%. O Brasil vendeu US$ 191,1 bilhões. O governo estima que se não fosse a queda do preço internacional das commodities, esse resultado seria US$ 37 bilhões maior. Os números comprovam: as vendas de minério de ferro caíra quase pela metade, seguidas pelas exportações de petróleo, carne, fumo e soja.

Houve queda de vendas para todos os continentes. A maior baixa foi das exportações para Europa Oriental, de 36,7%. Para o Mercosul, por exemplo, a diminuição foi de 15,2%. A China continuou a ser o principal destino de produtos brasileiros, seguida por Estados Unidos e Argentina.

Mesmo sem impulsionar as exportações como previsto, a alta da moeda americana freou as importações. As compras de importados caiu nada menos que 24,3%. O país importou apenas US$ 171,5 bilhões porque a economia está em recessão e a demanda está em queda.

A retração influenciou nitidamente porque os brasileiros importaram menos combustíveis e lubrificantes, máquinas e equipamentos e matérias-primas. Isso fez com que o saldo da balança ficasse positivo em 2015 ao contrário do ano anterior. Em 2014, a balança comercial brasileira teve um déficit de US$ 4,1 bilhões.

MUDANÇA DE RUMO: DEZEMBRO TEM MELHOR SALDO DA HISTÓRIA

Um ano após o início da estilingada do dólar, o incentivo às exportações é sentido com mais força. Em dezembro, a balança comercial teve um saldo positivo de US$ 6,2 bilhões. É o melhor resultado para qualquer mês desde quando o governo passou a registrar os dados em 1989. No mesmo período do ano passado, o superávit comercial era de apenas US$ 298 milhões.

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