Uncategorized

Estudantes de Curitiba iniciam protestos contra alta da tarifa

image
Passagem de ônibus pode subir para R$ 3,80, segundo estudos da Prefeitura

Bem Paraná

Quase dois anos e meio após o movimento “não é só pelos 20 centavos”, registrado em junho de 2013, a juventude curitibana volta às ruas para protestar pela primeira vez em 2016 contra o aumento da tarifa de ônibus. Desta vez o mote é “R$ 3,80 – nem tenta”, em referência ao valor para o qual a Prefeitura cogitaria reajustar a tarifa, e dois atos estão programados para acontecer nos próximos dias, ambos promovidos por entidades estudantis e coletivos sociais com pautas convergentes.

Assim como em junho de 2013, não é só Curitiba que deve receber manifestações contra o reajuste da tarifa. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte já registraram protestos. Na capital serão dois atos. O primeiro, marcado para ainda hoje às 18 horas com concentração na Boca Maldita (o trajeto ainda não foi definido), é promovido por entidades como a União Paranaense dos Estudantes (UPE) e a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES). Já na próxima terça-feira o ato, organizado pela Frente de Luta pelo Transporte, acontecerá próximo à Estação Central, onde um especialista promoverá uma “aula pública” abordando detalhes da crise no sistema de transporte.

Adesão deverá ser menor

No entanto, diferentemente de dois anos e meio atrás, quando a Prefeitura foi obrigada a recuar e reduzir a passagem de R$ 2,85 para R$ 2,70, as manifestações não devem ter uma adesão maciça. Se em 17 de junho de 2013 dez mil pessoas foram às ruas, para o evento de hoje pouco mais de 560 confirmaram presença. Algo já esperado pelos organizadores, cuja avaliação é de que as manifestações devem ganhar maior adesão nas próximas semanas.

Embora em dias diferente, as manifestações tem reivindicações parecidas. Pedem a manutenção da tarifa em R$ 3,30; passe-livre para estudantes e o rompimento do contrato de concessão do serviço com as empresas de ônibus – em 2013, o Tribunal de Contas do Estado já havia recomendado a anulação da licitação que originou os contratos vigentes e a realização de uma nova concorrência. Por conta disso, inclusive, os dois atos possuem a mesma campanha (“R$ 3,80 – nem tenta”).

Nesta semana, antes mesmo do agendamento dos protestos, o movimento “R$ 3,80 – nem tenta” publicou um manifesto no qual reclamou que “o transporte, que deveria ser público, acaba se tornando uma mercadoria muito lucrativa para os empresários donos das empresas, e um custo muito elevado para a população. O poder público não tem capacidade ou não quer resolver de uma vez por todas o problema e acaba deixando a desejar e cedendo à pressão do monopólio das empresas de ônibus, desrespeitando o apelo popular e fazendo com que os curitibanos sejam mais uma vez prejudicados com o aumento”.

6 Comentários

  1. CLOVIS PENA - Renovação já ! Responder

    Parece que há uma acomodação, um conformismo.

    Este assunto, os tremores em Londrina, os focos de dengue e a precariedade de atendimento em Paranaguá, as emergências na segurança e na saúde, a corrupção na administração pública, o atendimento aos flagelados pelas chuvas e inundações e outras ocorrências graves são coisas muito sérias para serem tratadas como estão sendo .

    Precisamos reformar a governança !!!!

  2. Valcir de Paula Responder

    Daqui a pouco não vai mas valer a pena andar de ônibus vai ser mas barato ir de carro só amenta o valor da passagem e diminui os ônibus nas linhas quem usa sabe disto.

Comente