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Defesa de amigo de Lula ataca cúpula do PT e Banco Schahin

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A defesa do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula que está preso desde novembro pela Lava Jato, apresentou à Justiça um pedido de desbloqueio dos seus bens em que ataca os dirigentes do PT e os donos do Banco Schahin. As informações são da Folha de S. Paulo.

O juiz Sergio Moro determinou em 22 de janeiro o bloqueio de R$ 56,6 milhões de Bumlai para ressarcir eventuais prejuízos da Petrobras.

É contra esse medida que o advogado de Bumlai, Arnaldo Malheiros Filho, se insurge: “Seria mais coerente impor a constrição aos corréus, os afagados e protegidos donos do Banco Schahin, aos caciques do PT ou ainda aos que compunham a diretoria internacional da Petrobras, pois, se existe alguém que teve ganho patrimonial com a pouca-vergonha da contratação fraudulenta do tal navio-sonda, certamente não foi o peticionário”.

Prossegue o advogado: “Se algum dos acusados possui ‘capacidade econômico-financeira’ certamente são os donos do Grupo Schahin, que ainda se refestelam com proveitos do contrato de operação da sonda Vitoria 10.000, tendo um deles, inclusive, informado a esse D. Juízo que passará o carnaval em Paris, que continua a ser uma festa… O que lhes falta em dignidade sobeja em bom-gosto”.

Malheiros se refere a um contrato de R$ 1,6 bilhão que o grupo Schahin obteve da Petrobras para operar o navio-sonda Vitoria 10.000. Tal contrato teria sido a forma que o PT encontrou para compensar o Banco Schahin por não ter pago um empréstimo de R$ 12 milhões, Segundo a versão de delatores da Lava Jato como Fernando Soares, o Fernando Baiano.

Bumlai já confessou ao juiz Moro que fez esse empréstimo para repassar o montante para o PT.

No pedido da suspensão do bloqueio, Malheiros afirma que seu cliente não teve qualquer benefício no negócio que a Schahin fechou com a Petrobras.

Segundo ele, o valor “foi repassado integralmente pela instituição financeira ao Partido dos Trabalhadores e utilizado posteriormente como moeda de troca para realização de negócio espúrio, uma bandalheira entre o Grupo Schahin e então dirigentes da Petrobras, ao qual o peticionário é totalmente alheio, não tendo disposto de nenhum centavo desse dinheiro nem tampouco usufruído dos proveitos obtidos com a contratação da operação da sonda Vitória 10.000”.

Bumlai passa por dificuldades financeiras, segundo seu defensor. O grupo que criou em Dourados (MS), dono de usina de álcool e produtor de energia a partir de bagaço de cana, está em recuperação judicial, com dívidas de R$ 1,2 bilhão.

A defesa do grupo Schahin não foi encontrada para comentar as imputações do advogado de Bumlai.

2 Comentários

  1. O senhor tinha plena ciencia das consequências, e tudo tem o risco e o resultado. Está pagando o preço de seguir o caminho do atalho, achando que jamais seria pego, leis no Brasil sempre foram para os pobres, pois, este pais o que mais predomina é a IMPUNIDADE.

    Todos paguem o preço do desvio de conduta, a sua estória de bom samaritano não cola, dizer que apenas queria ajudar o PT, assina um emprestimo de R$ 12 milhões e o banco perdoa a dívida, e na contrapartida assume com a petrobrás contrato de 1,6 bilhões. O seu negócio é boi, ou seja lá o que for, qual o motivo de se envolver com o Lula.
    Usar sua aproximação para se dar bem, 56 milhões é pouco, o Sr. Bumlai é criminoso, frio e calculista, da mesma linhagem do seu zé dirceu, chega de conversa mole, pau de arara neste malaco.

  2. é eles são amigos até que apertem o cabresto, dai atiram
    para todos os lados para escapar.

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