Uncategorized

Macri dá provas
de credibilidade
na Argentina

Em momento oposto ao do Brasil, a Argentina entra em forte ajuste, no qual vale muito a confiança que parte ponderável da população deposita no novo presidente.

Editorial, O Globo

Devido à integração entre as duas economias, Brasil e Argentina têm uma cada vez maior interdependência. Mesmo no campo político os dois países, bem como alguns outros vizinhos de continente, já viveram ciclos, mais ou menos coincidentes, de regimes ditatoriais, de redemocratização e, nos últimos tempos, por ficarem sob a égide de grupos políticos de tinturas populistas de estilo autoritário — o kirchnerismo e o lulopetismo.

No momento, os dois passam por experiências diversas. Em meados de dezembro, ao chegar à Casa Rosada, Mauricio Macri logo iniciou a implantação de um programa de correção dos rumos estabelecidos por Néstor e Cristina Kirchner e que levaram a Argentina à séria crise. Enquanto no Brasil o grupo político responsável pelas terríveis turbulências por que passa o país se manteve no Planalto, com a reeleição da presidente Dilma.

Empresário, Macri, de oposição ao peronismo, do qual o kirchnerismo é uma cepa, criou um partido, o Proposta Republicana, elegeu-se deputado por Buenos Aires e depois governou a própria província.

Estes primeiros momentos de Macri mostram a importância da credibilidade do governante no enfrentamento de uma grande crise. Com o Banco Central praticamente sem reservas externas, o novo presidente não demorou a cumprir uma promessa de campanha: liberou o câmbio. O peso teve grande desvalorização, na faixa dos 50%, mas não houve a catástrofe que alguns temiam.

Acabaram também os estreitos limites e a taxação para a compra de dólares. A reação do mercado foi um reflexo da credibilidade de Macri, que, com acerto, usa este valioso capital logo no início do governo para aplicar medidas duras, mas necessárias.

Outra: a correção de tarifas congeladas por Cristina K e o fim no todo ou em parte de muitos subsídios. O que significará a curto prazo mais inflação — que, de 25%, deve dar um salto de mais dez pontos percentuais. Porém, sem isso não haverá como tirar a Argentina do atoleiro fiscal, o mesmo destino que teve o Brasil de Dilma, aliada política e ideológica de Cristina. A crise dos dois países não é simples coincidência. O fato é que, sem expectativa de equilíbrio fiscal, a inflação não começa a ceder. Macri também foi rápido ao eliminar a taxação de exportações de commodities (carne, trigo e milho) e, no caso da soja, reduzi-la. O comércio exterior já se reativa, e os dólares voltam a entrar nos cofres vazios do BC.

O novo presidente também começa a fechar acordos com credores externos em litígio com o país e a atrair investimentos e empréstimos, reintegrando a Argentina à comunidade financeira global. Tanto que o risco do país passou a ser inferior ao do Brasil.

Mauricio Macri mostra como políticas corretas passam a produzir efeitos positivos tão logo são anunciadas, por melhorar a percepção que investidores e consumidores passam a ter do país. Exemplo para o Brasil.

5 Comentários

  1. Sergio Silvestre Responder

    UAHHHHHHHHHHHH,conversa pra boi dormir,governos só se sustentam se tirar do rico e fazer distribuição de renda mais justa,essa de ações e comodites agricultores nem entendem essas artimanhas,o estado tem que ser auto suficiente e gastar menos do que arrecada,só assim consegue sobreviver.
    Uma coisa que eu não entendo até hoje é o Brasil pagar mais de 250 bilhões de juros da divida interna,eu daria um calote nesse safados agiotas.

  2. Agiota? É o governo que pega emprestado! Essa Dívida quem paga somos nás com inflação, desemprego, juros altos ! Vá você pegar emprestado e dar calote no Banco pra ver. Calote a Dilma já deu com as Pedaladas pegando dinheiro dos Bancos Oficiais, que é proibido!!!!!!

  3. Já começou bem mandando tirar o lixo da Casa Rosada. As fotografias de Lula, Néstor Kirchner e Hugo Chavez.

  4. Este SS é um pulha mesmo; a Argentina, em curto espaço de tempo, estará dando as cartas neste canto das Américas e, ao contrário do que pensa este sem noção e os adoradores do populismo hipócrita, os argentinos logo logo estarão gozando da nossa cara com bastante dinheiro para aproveitar por aí. Credibilidade é tudo neste mundo e isto é o que estes petralhas nunca tiveram; infelizmente, pior para nós. FORA DILMA! FORA PT!

  5. SOLANGE LOPÉS Responder

    O bunda tatuada não diz coisa com coisa. Ele defende que o Governo tem que gastar menos que arrecada. Pois é extamente o contrário que a anta sentada faz no Brasil.

Comente