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Mandato de Dilma
subiu no telhado

JW o globo

do Ricardo Noblat

A prisão temporária do casal João Santana-Mônica poderá se transformar, em breve, em prisão preventiva, sem data para se esgotar. Sem a certeza, inclusive, de que se esgotará antes de uma eventual condenação.

Mas o que apavora de fato o governo não é o que possa acontecer com o casal, por mais que Dilma goste dele. Nem mesmo o que o casal possa revelar. Santana e Mônica nada revelarão que deixe mal o governo.

O que apavora é a desconfiança de que o juiz Sérgio Moro já possui indícios e provas convincentes da injeção nas contas da campanha de Dilma à reeleição de dinheiro surrupiado à Petrobras.

É por isso que o governo tremeu quando a Lava-Jato deflagrou mais de uma de suas fases, a 23ª. E nem tão cedo deixará de tremer. O segundo mandato da presidente Dilma, simplesmente, subiu no telhado.

Poderá jamais despencar dali. Ou descer mais adiante. Mas até lá, Dilma não dormirá o sono dos inocentes. Muito menos Lula, às voltas com problemas que talvez resultem no seu indiciamento por crimes.

Moro suspeita que Santana recebeu por meio de contas no exterior parte do dinheiro que ganhou para fazer a campanha de Dilma e orientar em 2014 campanhas do PT em alguns Estados.

Essa parte, calculada em pouco mais de sete milhões de dólares, teria sido paga pela Odebrecht e por um operador de propinas ligado ao esquema do saque à Petrobras, e preso desde ontem.

– É extremamente improvável que a destinação de recursos espúrios e provenientes da corrupção na Petrobras [a Santana e sua mulher] esteja desvinculada dos serviços que prestaram à aludida agremiação política [o PT] – decretou Moro.

E foi além:

– Por mais que [o casal] tenha declarado ao Fisco os valores, tinha conhecimento da origem espúria dos recursos [e ocultou valores no exterior] mediante expedientes notoriamente fraudulentos.

Nada pior para Dilma a essa altura.

Ameaçada por um processo inconcluso de impeachment na Câmara dos Deputados, ela receia que agora ganhe mais robustez quatro ações impetradas pelo PSDB no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que pedem a anulação do resultado da última eleição presidencial.

Dilma é acusada de abuso de poder político e econômico para se reeleger e de irregularidades nas contas de sua campanha. Se o TSE concluir que houve crimes, será marcada uma nova eleição, este ano, sem que Dilma e seu vice Michel Temer possam disputá-la.

O PSDB quer juntar às suas ações o que a Lava-Jato apurar sobre o uso de dinheiro sujo para reeleger Dilma. Talvez não tenha tempo hábil para isso.

Uma decisão do TSE a respeito deverá ser tomada ainda neste semestre. De resto, o TSE poderá recusar a juntada às ações de mais documentos.

Se escapar à condenação do TSE, Dilma não escapará, porém, do estrago a ser provocado em sua imagem pela prisão do casal Santana-Mônica.

O publicitário Duda Mendonça, em 2005, confessou ter recebido no exterior 10,5 milhões de dólares que o PT lhe devia por seu trabalho como marqueteiro da campanha que três anos antes levara Lula ao poder. Na época, Lula imaginou que seu mandato acabaria cassado.

Santana jamais foi um simples marqueteiro que apenas ajudou Dilma a vencer em 2010 e em 2014. No primeiro governo dela e neste, Santana foi a pessoa que Dilma sempre consultou para adotar medidas que pudessem se refletir em sua imagem.

Quer dizer: as mais importantes.

Ela, com justa fama de ouvir pouco ou quase nada seus principais auxiliares e de só fazer o que quer, sempre ouvia Santana, e levava em conta os seus conselhos. Foi dele a ideia comprada por Dilma de em 2013 reduzir as tarifas de energia. Dilma faturou votos com isso. O país perdeu.

Não poucas vezes, ministros discutiam assuntos com Santana para só depois discuti-los com Dilma. Prefeitos procuravam Santana atrás de ajuda junto ao governo. Da mesma forma, autoridades de outros países.

A preocupação de Santana em não demonstrar importância, seu comportamento sempre discreto, jamais foi capaz de disfarçar a influência que exerceu nos destinos dos governos de Dilma.

A presidente perdeu quem lhe dizia o que falar e o que calar. A Lava-Jato bateu à sua porta. E mesmo que salve o mandato, ficará menor do que já é hoje.

6 Comentários

  1. Eles, esta corja Petista ou melhor, esta quadrilha, LULA DA SILVA, DILMA e demais catervas, destruíram o Brasil o que levará décadas apenas pra se chegar no ponto de partida quando do início do Plano Real. Um pais sem dinheiro pra investir na saúde do povo, moradia, cultura e educação. Que pais é este que deixou o PT?. Corja de ladrões, pilantras e vagabundos. Quero ver esse maldito Lula da Silva, chefe da quadrilha na CADEIA. Câncer do Brasil.

  2. Não nos esqueçamos do Panelaço hj a noite quando o canalha, cara de pau for tentar labiar de novo os brasileiros no horário político.

  3. Do Interior.... Responder

    Que Santana, Dilma e LuLLa receberam dinheiro surrupiado do nosso bolso todo mundo sabe. Resta provar. E a lava jato está fazendo isso.

    Santana fez a campanha dos mais mentirosos e ladrões do mundo. Lula, dilma, Maduro e outros bandidos.

    Não é a toa que ganharam eleições na base da mentira. Quem não tem medo de mentir contrata Santana. Gente do primeiro mundo não faz isso porque a índole não é diferente.

  4. Doutor Prolegômeno Responder

    João Santana (hoje João Lamborghini, porque Santana é carro de pobre) era um ministro sem pasta deste governo de aloprados. Agora na prisão vai ser o jogo de quem se borrar primeiro entrega tudo: ele ou ela?

  5. Dessa ela não escapará, pois ficará definitivamente provado e comprovado que suas campanhas à Presidência foram abastecidas com dinheiro da corrupção na Petrobras. A farsa montada está prestes a ser desvendada. Inexiste crime INSOLÚVEL.Neste caso como disse o Dr. Moro é só ir atrás do dinheiro que aparecerão as contas no exterior que também abasteceram suas campanhas.

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