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Até quando, Dilma?

Por Fábio Campana
Nove em cada dez brasileiros querem que a presidente Dilma Rousseff, do PT, seja afastada da Presidência da República. Também querem que a sua deposição signifique o fim da era iniciada por Lula e que se sabe agora foi um período de assalto ao Estado, pela instalação do maior sistema de corrupção e desvio de dinheiro público de toda a história das democracias modernas no mundo. A absoluta maioria dos nativos pede uma alternativa de governo que signifique evitar que a crise econômica, social, política e moral se agrave e leve o país ao naufrágio. Há medo do desemprego, da inflação, da desvalorização dos salários, de convulsões sociais, do aumento da criminalidade. Esse medo que aprofunda e estabelece o mal estar na sociedade brasileira que extravasa em manifestações em todo o país. Mais de sete milhões foram às ruas para pedir o impeachment de Dilma. Em reação espontânea, a população foi às ruas indignada com a nomeação do ex-presidente Lula no cargo de ministro chefe da Casa Civil, uma nítida manobra para evitar que ele fosse preso pela Operação Lava Jato conduzida pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba.

Por que Dilma Rousseff não cai? Entre o desejo da população manifestado nas ruas e o trâmite político e judicial do processo de impeachment há uma nítida incongruência. E é nos desvãos dos tribunais e dos parlamentos que Lula, Dilma e sua trupe manobram para postergar e até evitar a deposição. O PT e seus aliados trabalham para retardar o processo de impeachment enquanto tentam garantir os votos necessários para barrá-lo na Câmara Federal, que o autorizará, e no Senado, que decidirá sobre o impedimento definitivo da presidente. Ao mesmo tempo, faz esforços para reduzir a eficiência da Polícia Federal na investigação dos crimes de corrupção. E, mais aflitivo para a caterva instalada no poder, tentam encontrar fórmulas para anular o juiz Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato e é responsável pelo sucesso das investigações.
O PT também faz um último esforço para mobilizar adeptos restantes e mostrar em manifestações que ainda dispõe de uma base social de apoio. Iniciativa que se revelou desmoralizante. Os comícios do PT tiveram apenas um décimo das concentrações pelo impeachment. Foram pífios e revelaram a crescente fragilidade de um grupo desmoralizado pelas denúncias, que não tem um único nome acima da suspeição. É simples de entender o insucesso da empreitada do PT nas ruas. A diferença entre as duas manifestações é que uma é contra a corrupção, independente do partido; a outra é a favor de um partido, independente da corrupção. Esta constatação é terrível para Dilma, Lula e sua turma. As ruas estão empurrando o processo do impeachment no Congresso e no Judiciário e o PT já não consegue mobilizar o suficiente para mudar a posição de juízes e congressistas. Passamos a viver a situação em que o ciclo petista acabou, o governo não tem condições de propor uma única medida para reduzir a crise. Mas o grupo no poder se segura como pode, a aguardar um acontecimento milagroso que possa salvá-lo da saída desonrosa e com grandes chances de acabar na cadeia.

4 Comentários

  1. Sergio Silvestre Responder

    Hummm,hoje vi um discurso do Alvaro meio que parecia bêbado,aflito e noto que tem também blogueiro aflito,ansioso.
    Por que Hein,o pt não roubou proporcionalmente mais que essa turma do governo Beto Richa e noto que essa aflição deve ter vinod dos delegados da direita que logo não vai dar para segurar mais a barra de ninguem,ou depoem logo a Dilma e acabem com a investigação,ou todos pereceram,chegando até os mais humildes que hoje defendem o Impeachment]ment,
    Serra hoje cometeu um erro grave ao dizer que depois da capitulação do PT ,NADA DE CAÇA AS BRUXAS,TUDO COMO DANTES.TA BOM CANALHAS.

  2. Da para ver quem tem interesse na queda de Dilma temo uma base aqui pelo Paraná sé tem bandidos entre eles Alvaro Dias, Franceschini, Beto Richa, Rossoni meu Deus por que eles querem tanto a queda de Dilma claro que é ou ela ou todos eles já que agora acabou a letargia da justiça e nada vai ficar debaixo dos tapetes vão se ferrar todos cedo ou tarde.

  3. Há um exagero na informação de que 9 entre 10 brasileiros quer a
    saída da Dilma. Não caiu ainda porque vivemos numa democracia e ele foi eleita pelo voto da maioria. Estamos vivendo uma situação surreal onde algumas autoridades envolvidas no processo afirmam que ninguém está acima da lei, o que é verdade. Ninguém pode estar acima da lei, nem mesmo juízes, promotores e policiais. Se for da vontade do povo expressada através dos seus representantes no congresso que a Dilma saia, ela deverá sair. Mas até aonde essa representação é legítima, quando sabemos que mais da metade dos deputados da comissão de impeachment estão mais sujos do que pau de galinheiro, com processos judiciais de todos os níveis. Acima de suspeição não temos ninguém de qualquer partido. Temer, Aécio, Serra, Renan, Fernando Henrique, todos têm suspeição. Escapa, por enquanto, o Geraldo Alkmin, mas que o povo rejeita conforme as pesquisas.

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