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Temer avisa Lula que PMDB aprovará saída do governo nesta terça

Celso Junior AE - Lula e Michel Temer
O vice-presidente da República Michel Temer avisou neste domingo (28) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o PMDB, legenda comandada por ele, aprovará o desembarque oficial do governo na reunião de seu diretório nacional nesta terça-feira (29). Esta foi a primeira vez que Lula conseguiu se reunir com Temer desde que o partido decidiu pela saída oficial do governo. Na semana passada, o ex-presidente, que tem atuado como articulador informal do governo, tentou se encontrar com o vice-presidente em duas ocasiões, mas Temer não o recebeu. As informações são de Mariana Haubert, Gustavo Uribe e Daniela Lima na Folha de S. Paulo.

Na conversa, o peemedebista também avisou a Lula que não havia possibilidade de a reunião ser adiada. Inicialmente, integrantes da legenda ainda aliados do governo tentavam pressionar o peemedebista pelo adiamento para que o processo de impeachment, em tramitação no Congresso, avançasse mais e a sigla não ficasse tanto sob os holofotes.

No encontro, Temer reclamou a Lula do isolamento que tem sofrido pelo Palácio do Planalto. Em conversas reservadas, ele tem dito que Dilma não o recebe nos últimos dois meses.

Ele se queixou ainda das intervenções da presidente em decisões do comando nacional do partido, como a nomeação do deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG) para a Secretaria de Aviação Civil.

Ela ocorreu após decisão do partido para que nenhum filiado aceitasse cargos até a decisão oficial da sigla de desembarque da Esplanada dos Ministérios.

REUNIÃO DO PMDB

Com a avaliação de que a saída do PMDB do governo federal tornou-se “irreversível”, o Palácio do Palácio tenta agora esvaziar a reunião do diretório nacional do partido que definirá o desembarque oficial.

A estratégia, que foi discutida nesta segunda-feira (28) entre a presidente Dilma Rousseff e ministros da sigla, tem como objetivo tentar deslegitimar o encontro com a ausência de caciques de peso, como o ex-presidente José Sarney e o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (AL).

Além disso, o propósito é tentar passar a mensagem pública que, apesar da decisão de saída, o governo federal ainda conta com respaldo de uma ala importante do partido.

Na reunião com a petista, os ministros reconheceram, contudo, que o grupo governista conta apenas com o apoio de cerca de 10 de um total de 127 membros do diretório nacional do partido, o que dificultaria um esvaziamento.

VOTAÇÃO SIMBÓLICA

Temer retornou a Brasília nesta segunda-feira com o objetivo de tentar chegar a um acordo sobre as condições para o desembarque.

Em reunião com a cúpula do partido no Senado, o vice-presidente tenta chegar a um acordo para que a votação seja simbólica e para que a decisão seja feita por aclamação. O objetivo é não mostrar a divisão interna no partido.

Os ministros peemedebistas estão ainda tentando convencer o vice-presidente a estender de abril para junho o prazo para a saída deles da Esplanada dos Ministérios.

Com o argumento de que ainda têm projetos e iniciativas para concluir nas pastas, a estratégia é ganhar tempo na tentativa de reverter a decisão de desembarque caso o plenário da Câmara dos Deputados arquive o processo de impeachment.

Com a avaliação de que a “batalha desta terça-feira está perdida”, o foco do Palácio do Planalto é tentar agora segurar a maior parcela possível do partido no movimento contrário ao impeachment. Nas palavras de um assessor da presidente, “amanhã é uma batalha perdida dentro de uma guerra maior”.

8 Comentários

  1. Amigos, correligionários, fãs e esquerdopatas adoradores daquele que foi e desfoi chefe da Casa Civil que o outono costuma ser bastante frio aqui na República de Curitiba. Mas é uma época muito boa para se tomarem bebidas quentes, a começar pelo quentão.

  2. Sergio Silvestre Reply

    Olha só a cara do covarde,olha só se da para confiar num sujeito desse.Só mesmo sádicos para se alegrar em ter um biltre desse no governo.Acho que a melhor coisa é deixar esse Pais nos escombros e começar tudo de novo.

  3. SOLANGE LOPÉS Reply

    O PMDB é co-autor de tudo isto que está acontecendo no Brasil. O mordomo de casa mal assombrada se assemelha às hienas que vem comer a parte da carniça deixada pelos leões.

  4. COM CINCO MIL CARGOS NO GOVERNO DILMA O PMDB AGORA QUER SAIR DO GOVERNO DE CARA LIMPA,COISA DE BANDIDO QUE MATA E DIZ QUE NÃO MATOU.SE O BRASIL ESTÁ NESSA CRISE O PMDB TAMBEM TEM CULPA PELOS 7 MINISTERIOS QUE TEM E POR TODOS OS OUTROS CARGOS EM ESCALÕES MENORES O VICE TEMER CASO OCORRA O GOLPE SERÁ O TERCEIRO VICE PRESIDENTE A GOVERNAR O PAIS ,SEM NENHUM NUNCA TER SIDO CANDIDATO A PRESIDENTE.LEIA-SE SARNEI,ITAMAR,TEMER.

  5. antonio marques Reply

    É evidente que o PMDB é corresponsável por toda desgraça do governo Dilma.Temer não tem como melhorar nada do que está acontecendo.Novas eleições já.,para que o povo possa , certo ou errado, buscar novas opções para comandar o país.

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