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Contra impeachment, Dilma negocia cargos com poder sobre R$ 38 bilhões

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As mudanças no segundo escalão do governo, em busca de votos para brecar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, envolveram a negociação de cargos que podem movimentar até R$ 38 bilhões em recursos do Orçamento deste ano, dos quais R$ 6,2 bilhões são investimentos. Chamado de “repactuação” da base pelo governo e de “balcão de negócios” pela oposição, o processo se acelerou após rompimento oficial do PMDB com Dilma e às vésperas da votação do afastamento da petista pelo plenário da Câmara. As informações são de Ricardo Victor Martins no Estadão.

A estratégia do governo é fidelizar apoios ou ao menos garantir abstenções na votação no plenário da Câmara de partidos médios e pequenos como PP, PROS, PDT e PTN, ou até mesmo dentro do próprio PMDB – sigla do vice-­presidente Michel Temer, cujos aliados trabalham para levá-­lo ao Palácio do Planalto também com a promessa de cargos. Mesmo com o contingenciamento no orçamento, que proíbe temporariamente o uso de parte dos recursos de investimento, os órgãos de segundo escalão têm sido cobiçados pelas siglas. Até o momento, as legendas que mais perderam influência foram o PMDB e o PTB, do relator do impeachment na Câmara, o deputado Jovair Arantes (GO). As mudanças no segundo escalão devem ser intensificadas até o dia 15 de abril, data em que começará a ser votado no plenário da Câmara o pedido de abertura do impeachment contra Dilma.

Na minirreforma, o governo tem atuado para limar ou retirar dos cargos aliados de Temer e do ex-­ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, único dos sete ministros da legenda que respeitou a decisão da direção partidária de entregar imediatamente os cargos que ocupavam no governo federal.

O governo retirou, por exemplo, uma diretoria da Conab e postos de escalões inferiores no Ministério da Agricultura, todos eles ligados a Temer, cadeiras que ainda estão vagas. Também preferiu privilegiar uma parte do PMDB da Câmara que ainda lhe pode render votos: retirou Vinicius Renê Lummertz Silva do cargo de presidente do Embratur e colocou Gilson Lira. Com esse movimento, o governo tira a influência dos cinco deputados da bancada peemedebista de Santa Catarina (favoráveis ao impeachment) e fica com um indeciso, um parlamentar da Paraíba: o deputado Veneziano é padrinho do presidente interino da Embratur, enquanto Lummertz é ligado aos catarinenses.

A cúpula do PP, sigla que já ganhou a diretoria­-geral do Dnocs e tenta, futuramente, assumir o Ministério da Saúde, promete dar entre 25 e 30 votos de uma bancada de 51 deputados para manter a presidente no cargo. Contudo, o placar do impeachment publicado diariamente pelo Estado aponta que 24 são declaradamente favoráveis ao afastamento de Dilma e apenas nove são contrários. Ainda que os oito indecisos e seis que não quiseram responder se pronunciem futuramente a favor da petista, ela não terá o apoio prometido pelo PP.

A oposição protesta contra essas nomeações do segundo escalão, que considera ser um balcão de negócios. No fim de março, dois senadores pediram que a Procuradoria-­Geral da República investigue Dilma e o ministro do Gabinete Pessoal da Presidência, Jaques Wagner, por oferecerem cargos em troca de votos. Para o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), os deputados não vão se vender por cargos em um governo que está para cair por conta da pressão das ruas. “É um suicídio”, sentenciou.

Negociação. Para os governistas, a negociação tem dado certo. O senador Lindbergh Farias (PT­-RJ), disse que após a convenção do PMDB ocorreu um movimento inverso ao da esperada debandada. “As negociações estão se intensificando com vários partidos da base, acho que hoje o impeachment está mais longe”, avaliou. “O governo está com todas as condições de construir uma maioria em torno de 200 votos na Câmara.”

Além da negociação de cargos que controlam somas expressivas de dinheiro, estão em jogo postos sem atrativos financeiros e que envolvem outros interesses, a exemplo da influência de diretorias em agências reguladoras.

A presidente Dilma indicou, por exemplo, o ex­-senador Luiz Otávio para a direção­-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para agradar o senador Jader Barbalho (PMDB-­PA) e pai do ministro dos Portos, Hélder Barbalho. Na bancada peemedebista do Pará, dos três deputados, dois se mostram indecisos e um não declarou posição, conforme levantamento do Estado.

5 Comentários

  1. Não existe nada na Constituição que bloqueia este tipo de nego-
    ciata dentro do governo !?

  2. Caro FÁBIO, é repugnante ler esse artigo, onde o desgoverno da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA vem literalmente loteando os cargos do governo, indicando para os postos elementos que não possuem qualquer intimidade com o exercício da função. O BRASIL continuará derretendo como uma pedra de gelo, ficando a cada dia menor e mais difícil de ser administrado pela organização. A população mais humilde, justamente aquela que foi tão longamente enganada com os benefícios cantado em prosa e verso é que pagará a maior conta. Os estudantes que ficaram de fora das universidades, os secundaristas que estão com os planos de aulas reduzidos, para se ajustar aos dias letivos úteis do ano, confirmando ano a ano que os índices de conhecimento são menores e as diferenças cada vez maiores de conhecimento entre os demais estudantes do mundo. A sociedade pagará caro esse custo de manter o grupo atual gerenciando o país. A nação é muito maior que essa escumalha. Atenciosamente.

  3. ISSO É UMA VERGONHA, ESSES DEP. QUE FORAM CONTRA, ACABOU OS MANDATOS DELES COM CERTEZA, HOJE SAIU UMA PESQUISA , DATAFOLHA. LULA E MARINA NA FRENTE, DATAFOLHA, É UMA PENA VOCES AGIREM ASSIM ESSA PESQUISA DATAFOLHA A 10 ANOS ERA BOA, SE AJUNTOU COM PT, VIROU UMA MMMMMMMMMMMMMMMMM

  4. Dá vontade de soltar uma bomba lá em Brasília e acabar com estes políticos, dá nojo destes bandidos, pois só se preocupam com seus bolsos cheios. Nojo, nojo, nojo

  5. Se esse povo bandido prestasse realmente, não precisaria de estar articulando e negociando cargos com o dinheiro suado dos Brasileiros, isso deveria ser caracterzado como crime ediondo, está visível e escancarada a culpa de Dilma, Lula, e toda sua gangue de criminosos no poder.

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