Uncategorized

PGE apresenta novas provas para anular delação de auditor na Operação Publicano

luiz antonio souza_

A Procuradoria-Geral do Estado pede a anulação do acordo de delação premiada firmado pelo auditor Luiz Antônio de Souza no âmbito da Operação Publicano. No termo assinado com o Gaeco, o Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado, o investigado se comprometeu a devolver o valor desviado dos cofres públicos quando era auditor da Receita Estadual. As informações são da Band NewsFM.

Para isso, prometeu entregar uma fazenda que fica em Rosário do Oeste (MT), no Mato Grosso, e que teria valor estimado em R$ 20 milhões. No entanto, de acordo com o procurador-geral do Estado, Paulo Sérgio Rosso, uma perícia feita pelo Cartório de Registro de Imóveis da cidade mostra que o imóvel teve avaliação bem menor.

“De fato a avaliação que foi feita no bem de Mato Groso, e que nós tivemos acesso a uma decisão judicial, o valor dado ao perito sobre o bem é muito menor do que nós imaginávamos. Não chega a R$ 9 milhões, é R$ 8 milhões e 800 mil. Então está é a nossa preocupação. E não é só isso, há também a questão do descumprimento, nós havíamos alegado novidade e agora estamos alegando também o termo de descumprimento da delação”.

Os documentos também mostraram que a mãe e a irmã de Luiz Antonio de Souza só assinaram contrato de arrendamento da fazenda após a prisão do delator. Para o procurador, a diferença entre de valores pode indicar uma conduta suspeita do investigado, o que justifica a rescisão da delação.

“Pelo simples fato de nós termos esta situação comprovada, isso já encerraria o termo de delação. São os nosso temores inicias que acabaram se confirmando. Não nos cabe a analise das questões criminais, para isso existe o Ministério Público que é intitular da ação penal. Para o estado do Paraná o que interessa é a exata recomposição dos danos ocasionados pelo termo de delação”.

O pedido da Procuradoria vai ser analisado pela 3ª Vara Criminal de Londrina. Luiz Antônio de Souza foi preso em janeiro do ano passado, após ser flagrado com uma adolescente em um motel de Londrina, no norte do estado.

Ele é acusado de chefiar um esquema de corrupção dentro da Receita Estadual do Paraná. Após fechar acordo de delação premiada como o Ministério Público, o acusado confessou que cobrava propina de empresários da cidade para não fiscalizar o pagamento de impostos.

Em delação, Luiz Antônio que, geralmente, ficava com metade do que recebia. O restante era dividido entre o delegado da Receita, que ficava com 40%, e com o alto escalão do fisco estadual, que recebia 10% da propina.

Em setembro do ano passado, Luiz Antônio foi condenado a 15 anos de prisão por corrupção e abuso sexual de menores. Por causa do acordo de delação, Luiz Antônio de Souza deve ficar preso só até junho. Depois disso, pode ganhar o benefício de prisão domiciliar e, finalmente, para regime aberto.

3 Comentários

  1. Muito suspeito o interesse da PGE em anular a delação. Se anulada as denúncias que lá constam caem por terra. E a quem interessa, eis a questão. Aos que lá foram denunciados, com certeza.

  2. Será que o Estado, através da Procuradoria, está mesmo preocupado na recuperação o dinheiro ou em melar a delação para empurrar para frente a apuração da responsabilidade do governador, como está por aí na mídia ?

    Será que o Ministério Público e o Juiz natural da causa foram tão ingênuos em não se precaverem contra eventuais manobras dos criminosos para ocasionar percalços no processo e levar a anulações?

    Seja como for, a sociedade não quer saber de jus sperniandi mas efetividade da Justiça do Paraná, vez que o que existe já como folklore é que existe a Justiça federal e dos Estados e também existe a Justiça do Paraná …

  3. Richa deve estar dizendo então: “Ufa! Já que a Fazenda que Ele quer devolver ao erário não vale o que ele disse que vale, eu realmente não recebi nenhum dinheiro dele prá minha campanha à reeleição! ”
    Kkkkkkkmk!
    Ora, tenha paciência blogueiro…

Comente