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Oposição mudou seis votos no Paraná

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As 72 horas antes da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foram de muita tensão para os deputados que estavam na lista de indecisos ou que não declinavam o voto. No Paraná, em especial, os movimentos Brasil Livre Vem Pra Rua pressionaram João Arruda (PMDB), Sérgio Sousa (PMDB), Hermes Parcianello (PMDB), Fernando Giacobo (PR), Toninho Wandscheer (Pros) e Nelson Meurer (PP). A pressão se deu pelas redes sociais, telefones e em até outdoors espalhados nas bases eleitorais, Os seis votaram pelo impedimento de Dilma na sessão deste domingo, 17, na Câmara dos Deputados.

Arruda chegou a bater-boca em rede social com o MBL, mas já havia decidido seu voto desde a quarta-feira, 13, e só comunicou à família, menos ao tio senador Roberto Requião, presidente do PMDB no Paraná. Sergio Sousa também decidiu votar pelo impeachment na segunda-feira, 11, mas não havia declinado o voto porque, segundo ele, atrapalharia a apresentação na sexta-feira, 15, do relatório da CPI dos Fundos de Pensão, do qual foi relator. Frangão Parcianello ficou incomunicável no período e não atendeu a imprensa. Foi convencido a votar pelo vice-presidente Michel Temer. Requião garantia ao Planalto que os três votos do PMDB eram pró-Dilma.

Toninho Wandscheer decidiu votar pelo impedimento na quinta-feira, 14, e não gostou quando as redes sociais afirmaram que estava negociando o voto com o Planalto. Seu partido, o Pros, queria um ministério de Dilma, mas não levou, o que facilitou o voto de Wansdcheer.

Giacobo já constava na lista da oposição, mas foi assediado pelo Planalto. O sogro do seu filho foi nomeado na quinta-feira, 14, para a Diretoria Administrativa da Itaipu Binacional. O decreto com a nomeação ferveu nas redes sociais no sábado, 16, e o deputado começou a ser questionado e hostilizado por amigos e eleitores. O suspense acabou na votação quando Giacobo disse “sim” e foi efusivamente aplaudido e abraçado pela tropa de Temer.

Meurer, segundo os mais próximos, sempre pretendeu votar pelo impeachment, mas estava muito contrariado com a oposição. Seu voto foi facilitado quando o PP, seu partido, deixou a base de Dilma e aprovou o voto pelo impedimento. Meurer continuou afirmando que votaria contra, mas guardou segredo e na hora votou sim. Outro voto festejado pela oposição.

Na planilha do Planalto, os seis votos estavam na conta de Dilma, só que não.

4 Comentários

  1. Esses deputados fizeram o q seus eleitores pediram, político trabalha pela populaçāo não para outros políticos.

  2. Sérgio Souza honrou o voto de seus eleitores, e quem votou nele já sabia que não agiria de forma diferente!
    Segue em frente, grande Sérgio Souza e que Deus o acompanhe na caminhada!

  3. Fizeram porque a chance de desaparecerem nas próximas elei-
    ções estava ali no voto aberto e televisionado. Esta foi a maior ex-
    posição que um político teve perante a nação brasileira. Quem vo-
    tou contra tem seus dias contados.

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