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“Começou mal”, admite líder do governo

Humberto Costa Foto Andre dusek Esatdao
Líder do governo no Senado, Humberto Costa luta, a todo custo, para convencer senadores da Comissão Especial do Impeachment que a presidente Dilma Rousseff não cometeu crime de responsabilidade fiscal. O senador de Pernambuco conta com a ajuda dos aliados Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ) para tentar salvar o mandato de Dilma.São frágeis na argumentação e se comportam como nas antigas, em assembléia estudantil. Com informações do Diário do Poder.

Em entrevista ao Diário do Poder, logo após a comissão eleger Antônio Anastasia (PSDB-MG) como relator, Costa disse que o relatório não deverá ser imparcial. O senador também comentou sobre a reunião que deverá fazer com o ex-presidente Lula e falou sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o presidente do Senado (PMDB-AL), Renan Calheiros, citados na Lava Jato.

O relator da comissão do impeachment sendo do PSDB (Antônio Anastasia) é carta marcada?
Nós entendemos que essa escolha foi um grave erro. Na verdade, o PSDB, por intermédio de seu jurídico, é um dos signatários do pedido e da denúncia feita junto à Câmara dos Deputados. Assim, nós entendemos que o relator deveria ser de um partido com isenção o para que tivesse imparcialidade, sem nenhum risco de contaminação. Acho que a comissão começou mal, tendo adotado uma postura assim.

Muda o curso da investigação e do processo com esse relator?
Na verdade todos aqui sabemos que o PSDB tem uma posição firmada. Ele é um dos grandes patrocinadores desse ‘golpe’. Mas, mesmo assim, esperamos que o relator ouça com serenidade, tranquilidade e, acima de tudo, com imparcialidade, tudo o que vai ser discutido aqui, que vai mostrar, mais uma vez, que não há crime de responsabilidade cometido pela presidente Dilma.

Além do Anastasia, criticado pelos senadores governistas e pelo senhor, qual seria outra opção para relatoria? Qual o senhor recomendaria?
Bom… Tinha nomes do PSB e tinha nomes de outros partidos que poderiam relatar.

O governo ainda conta com os votos do Plenário?
Claro! O governo conta, inclusive, em ampliar os votos aqui na comissão. Aqui nós imaginamos que podemos, pelo fato de ser uma discussão mais aprofundada, com um nível diferente da Câmara, e acreditamos que com argumentos podemos convencer muita gente.

O senhor acha que o crime de responsabilidade não está sendo analisado da forma que deveria?
Na Câmara foram totalmente desconsiderados os fatos. Acredito que não haja crime de responsabilidade, pois para que haja crime é necessário que haja um crime totalmente tipificado. E não é o caso. É necessário que haja dolo, ou seja, que a presidente tenha intencionalmente praticado esse crime. É necessário que haja também uma legislação que claramente demonstre aquilo que foi praticado é ilegal. Como isso não existe, vemos que não há crime de responsabilidade. Ela está sendo julgada por outras razões, políticas, mas não por aquilo que a denúncia propõe.

Os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, como réu na Lava Jato; e Renan Calheiros, do Senado, citado em delações premiadas por ter recebido propina, prejudicam o processo?
Veja… Aqui no Senado o presidente Renan tem agido o tempo inteiro de forma correta, imparcial, como magistrado, fazendo cumprir a lei, o regimento interno. Portanto, eu não vejo que aqui venha a se repetir os mesmos vícios como aconteceu lá na Câmara dos Deputados.

E o relator sendo do PSDB?
Acredito que não vamos ter alguém imparcial. Isso quebra a imparcialidade necessária para o processo.

O senhor vai encontrar o ex-presidente Lula?
A gente vai, provavelmente, ao longo desta semana ter uma conversa com ele, mas ainda não está marcada. Não tenho mais detalhes.

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