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Cidades do Oeste são as mais prejudicadas pelo pedágio, diz Paranhos

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As cidades da região Oeste – que tem na BR-277 sua principal rodovia – são as mais prejudicadas pelo atual modelo de pedágio implantado no Paraná desde 1998. A avaliação é do deputado Paranhos (PSC), feita nesta segunda-feira (16), no lançamento da frente parlamentar contra a prorrogação dos contratos de pedágio pelas atuais concessionárias.

O sentimento de Paranhos é o mesmo da maioria dos moradores da região por que , além das poucas obras, os usuários da rodovia paga as maiores taxas de pedágio nas dez praças de cobrança entre Foz do Iguaçu até o Porto de Paranaguá. Um caminhão de seis eixos gasta no trecho, R$ 995,60 na ida e valor igual na volta, totalizando R$ 1.991,20.


“Sem nenhum demérito às demais regiões, mas o Oeste do Paraná, além da sua produção que é escoada pela rodovia até o Porto de Paranaguá, teve pouquíssimos investimentos”, afirmou o deputado, morador de Cascavel. “Nós tivemos apenas mentiras. Um teatro feito nas concessões”.

“Chega a ser agressivo o que aconteceu na nossa região”, lamentou Paranhos. A cobrança de pedágio nas rodovias do Paraná começou em 1998 e os contratos atuais vencem em 2021. Até o momento, menos de 60% das obras previstas foram executadas, 20% deste total estão em andamento e 40% ainda não tiveram início.

Plebiscito
Paranhos, autor da PEC que prevê um plebiscito sobre a renovação dos contratos, destacou relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que mostra que a concessionária do Oeste do Paraná (Ecocataratas), foi a que menos investiu em obras e melhorias. “Aliás, nenhuma investiu o que tinha que investir”, disse.

O deputado lembra quando da implantação do pedágio, seu filho, Pedro Henrique, tinha pouco mais de um ano. “Agora ele está com 20 anos e não vimos nestes anos nenhum elogio a este modelo, pelo contrário. Nunca imaginei que chegaríamos próximo ao final do contrato discutindo o absurdo de uma possibilidade de renovação”.

“É um pesadelo discutir a possibilidade de renovação de algo que não deu certo, que massacrou e humilhou o estado inteiro. Não é possível”, disse Paranhos. Ele destacou que, em 2012, logo no início do mandato, protocolou projeto de lei proibindo a renovação dos contratos, mas a matéria foi considerada inconstitucional.

“Em 2015, apresentei uma PEC que proíbe a renovação dos contratos, novas concessões e vai além: propõe um plebiscito para consultar a população, antecedido de uma grande campanha dizendo qual será o trecho duplicado, qual prazo, qual é a tarifa e qual a taxa de retorno. Aí a população poderá dizer se aprova ou não”, explica Paranhos.

Comissão especial
Durante o lançamento da frente parlamentar, os deputados aprovaram requerimento solicitando a instalação de comissão especial para estudar a tramitação da PEC de Paranhos. “Nesses 17 anos de pedágio, a única parte que não foi ouvida e que pagou a conta foi a população, por isso entendemos que nesse momento, que estamos chegando ao fim do contrato, é preciso que a gente ouça a população”, concluiu.

(foto: Pedro Oliveira/Alep)

3 Comentários

  1. Todo o Estado do Paraná, tem que ser mobilizar contra essa cobrança exorbitante nas praças de pedágios.
    Uma pergunta, na duplicação de Jataizinho até Ourinhos, quem vai pagar essa conta? a Econorte ou o Governo do Estado?
    com a palavra a Frente Parlamentar.

  2. Sergio Silvestre Responder

    O que sai de mala de dinheiro não contabilisado para autoridades tanto da justiça como politicos.Como é pago em especie e não contabilisado e ninguem sabe quanto passa pelas cancelas é o modelo que o PSDBDEMOS inventou para obter caixa de campanhas e algo mais para rrumar montanhas de dinheiro.

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