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‘Não dá para criminalizar ninguém por ter opinião’, diz Renan sobre gravações

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Em sua primeira fala pública após a divulgação de gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) afirmou nesta terça-feira (31) que não se pode “criminalizar ninguém por ter opinião”. As informações são de Mariana Haubert na Folha de S. Paulo.

“O povo de Alagoas me elegeu para que eu tenha opinião. Na democracia, a liberdade de expressão não é só para meios de comunicação. É para todos. Não dá para criminalizar ninguém, absolutamente, porque tem opinião. Isso é do ponto de vista da democracia um retrocesso inominável”, disse Renan.

Ele foi flagrado em conversas com Machado que levaram à saída do ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, que. pediu demissão nesta segunda (30) após a revelação dos áudios em que orienta Renan e Machado a atuar nos procedimentos em que são investigados na Lava Jato.

A fala considerada mais grave, no entanto, não é do ex-ministro, mas foi dita pelo presidente do Senado, que, em um segundo áudio, diz ao delator que Silveira, à época conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), teria estado com integrantes da Lava Jato para saber das investigações.

Questionado se havia de fato pedido para que Fabiano, de quem é padrinho político, fizesse pedidos à PGR (Procuradoria-Geral da República), Renan disse que não iria comentar.

“Absolutamente tudo diz respeito à opinião, pontos de vista. E isso na democracia é garantido. Você pode exigir de um parlamentar que ele tenha posição, jamais que ele não tenha. Quando se elege um parlamentar, se elege para que ele tenha opiniões sobre projetos, leis, conjuntura, política, sobre os poderes, sobre autoridade”, disse.

Perguntado também sobre se Temer estaria sendo “muito duro” com a reação a tais gravações, que também levaram à queda do ex-ministro do Planejamento Romero Jucá na semana passada, Renan tergiversou e disse apenas que uma coisa são suas opiniões pessoais e outra, diferente, é o seu posicionamento como presidente do Congresso Nacional “que leva sempre em consideração a vontade da maioria”.

(foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

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