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Temer quer que ministros envolvidos em escândalos se demitam

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Em reunião na manhã desta sexta-feira, no Palácio do Jaburu, o presidente interino Michel Temer determinou aos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), que conversem com todos os integrantes do primeiro escalão sobre qualquer envolvimento que possam ter com as investigações da Operação Lava-Jato. Geddel não estava na reunião. O ministro viajou, na quinta-feira, para a Bahia. As informações são de Simone Iglesias, Catarina Alencastro e Eduardo Barretto n’O Globo.

Temer ficou muito irritado com a saída de Henrique Eduardo Alves do Ministério do Turismo, antecipando-se a denúncias que surgirão nos próximos dias. Segundo auxiliares presidenciais, ele quer evitar novas baixas por conta de potenciais escândalos.

Na reunião, os peemedebistas demonstraram preocupação com a delação de Fábio Cleto, que era vice-presidente da Caixa Econômica Federal. Cleto é afilhado político do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Com as conversas, Temer busca blindar o governo. A ideia é que os principais auxiliares façam um “exame de consciência”.

— A prioridade zero do presidente é impedir que a Lava-Jato chegue ao governo. Ao Palácio do Planalto, então, nem se fala. A diretriz dada na reunião foi a de quem tiver qualquer envolvimento peça para sair. Se não sair, será saído — afirmou um interlocutor palaciano.

Henrique Eduardo Alves foi o terceiro ministro do governo interino de Temer a deixar o cargo após se envolver com a Lava-Jato. Antes dele, Romero Jucá deixou o Planejamento e Fabiano Silveira pediu demissão da Transparência após serem divulgadas gravações de Sérgio Machado. Nos áudios, Jucá diz que era preciso “estancar essa sangria”, em relação ao avanço das investigações, e Silveira orienta o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a não antecipar informações à procuradoria-geral da República.

Segundo este interlocutor, o Planalto avalia que houve desgaste com a queda de três ministros no primeiro mês de governo, mas que ainda é possível estancar a crise e minimizar os dados.

Durante a reunião, os ministros e Temer avaliaram que não foram só as pedaladas fiscais que levaram ao afastamento da presidente Dilma Rousseff mas, sobretudo, o fato de as investigações terem chegado ao Planalto, afetando os ex-ministros Edinho Silva (Comunicação Social) e Jaques Wagner (Casa Civil).

6 Comentários

  1. Caro FÁBIO, encaminhar ao presidente, ” DEMOROU, DEMOROU DEMAIS TEMER”, agora é aguardar que os parceiros do PMDB, PP, PCdoB, REDE e os NOTÓRIOS NEFASTOS representantes dos 365 aloprados indicados pela CÂMARA FEDERAL e do DUENDE ALCAGUETE MENTIROSO LULLA ODEBRECHT respingados e manchados com a corrupção, como indiciados da LAVA JATO, peçam para ir ao banheiro. Com essa medida, os membros da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA não terão mais pedras para jogar em seu frágil telhado, e então o seu governo poderá iniciar o avanço em busca de estancar a corrupção, eliminar ou minimizar os vazamentos de recursos, e buscar a recuperação do país com desenvolvimento harmônico, estável e de longo curso. Atenciosamente.

  2. E ele, envolvido até o pescoço nos escândalos da Lavajato, pedirá demossão também, ou esperará os tentáculos de Moro lhe agarrarem?

  3. Antonio Carlos Responder

    Então só vai ficar com os da área econômica, o Serra e mais um ou outro, teremos um novo ministério. Espero que a temporada de tiros no pé tenha chagado ao fim. O grande defeito do presidento é que ele adora empregar os colegas de profissão, os políticos, não pode ver um desempregado que trata logo de ir arrumando um ministeriozinho para o amigo.

  4. NA CORDA BAMBA Responder

    Se o Temer quer de verdade que todos os corruptos se demitam,
    não sobrará ninguem… nem ele próprio.

  5. Mas assim, a esplanada ficará completamente vazia!! Aliás, a própria cadeira presidencial também ficará!!

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