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Fundo de pensão da Petrobrás tem rombo
de R$ 23,1 bi em 2015

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Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

O fundo de pensão dos trabalhadores da Petrobrás, a Petros, registrou em 2015 um déficit acumulado em R$ 23,1 bilhões em três planos de previdência. Os resultados foram apresentados nesta quinta-feira, 23, aos conselheiros do fundo. Este é o terceiro ano consecutivo de perdas na Petros, o que exigirá um aporte adicional de R$ 8 bilhões da Petrobrás para equacionar o rombo de um dos planos em até 18 anos. Também os pensionistas e participantes da ativa deverão fazer novas contribuições já a partir do próximo ano.

De acordo com fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço de informação em tempo real da Agência Estado, o balanço da Petros foi aprovado com diversas ressalvas pela auditoria independente PriceWaterhouse & Coopers (PwC). O “extenso” relatório traz ainda observações sobre o resultado de investimentos do fundo, um dos itens mais questionados pelos conselheiros.

A maior parte do déficit é referente ao Plano Petros do Sistema Petrobrás (PPSP), o principal plano de trabalhadores da estatal, com R$ 22,6 bilhões acumulado até dezembro. Em 2014, as perdas do PPSP ficaram na faixa de R$ 6,2 bilhões e em 2013, R$ 2,8 bilhões. O déficit acumulado representa 27% do volume de recursos necessários para o pagamento de todos os benefícios aos mais de 76 mil integrantes do plano.

Em fato relevante, a Petrobrás confirmou “situação deficitária” do plano e necessidade de novas contribuições para que o plano volte ao limite de déficit permitido – R$ 6,5 bilhões, de acordo com a estatal. O rombo excedente a esse limite, R$ 16,1 bilhão, será coberto igualmente entre a petroleira e os participantes, ativos e inativos, ao longo dos próximos 18 anos.

“O PPSP está sujeito a riscos previdenciários, atuariais e de oscilações de variáveis de mercado. Assim, esse plano pode apresentar insuficiências financeiras ao longo de sua existência”, informou a Petrobrás. “As contribuições adicionais para equacionamento do déficit serão refletidas nas demonstrações contábeis, à medida que forem efetivamente realizadas”, completa o comunicado.

Os detalhes da repactuação serão definidos em até 60 dias após a aprovação do balanço anual da Petros, previsto para julho. Em nota, a fundação informou que o modelo “será amplamente discutido entre a patrocinadora, os representantes dos participantes e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc)”, órgão que regulamenta o setor.

Nos últimos 12 anos, os relatórios financeiros da Petros são reprovados pelo Conselho Fiscal, que critica a gestão do patrimônio e os investimentos de risco, como a Sete Brasil, criada para construir e fornecer sondas de perfuração para a Petrobrás. A empresa está em recuperação judicial com dívidas superiores a R$ 18 bilhões. O investimento da Petros na empresa foi de R$ 1,4 bilhão.

Na última semana, a Petros já havia comunicado aos participantes do PPSP que haveria necessidade de cobranças adicionais “para assegurar o equilíbrio financeiro do plano”. No documento, o fundo apresenta como razão para o déficit mudanças no perfil das famílias dos beneficiários – conforme antecipou o Estado em janeiro. O fundo cita também fatores “conjunturais”, como o “impacto negativo do cenário econômico do país sobre a rentabilidade dos investimentos”.

(Foto: Fábio Motta/Estadão)

5 Comentários

  1. “Nenhuma. Mas nenhuma surpresa mesmo com essa revelação. Apenas tornaram público aquilo que todo mundo já sabia desde sempre. O aparelhamento das instituições do Estado por parte dessa quadrilha que tomou de assalto o País. É preciso que as pessoas sérias e de bem no Brasil apoiem INCONDICIONALMENTE essas ações de combate a corrupção feitas pelo MP, Policia Federal e por Juízes abnegados e que não se rendem ao velho e ultrapasso estilo de Administração Pública onde as pessoas e os partidos, sejam eles quais forem, se achavam donos das empresas públicas e sangravam seus recursos até exauri-los totalmente sem ficar uma unica gota. Como alguém que suga todo liquido de uma laranja, come até o bagaço, e a casca também. Não deixando nada para ser aproveitado. Fazendo com que o povo pobre e sofrido desse País sobreviva com as parcas e pequenas migalhas que por descuido caem da mesa. Prisão para esses criminosos. Indisponibilidade de bens. E inelegibilidade…” – Profº Celso Bonfim

  2. E o rombo será coberto com valores que serão embutidos nas combustiveis, sem que a população perceba. Vendam logo a petrobrás pois para nós consumidores só da prejuizo.

    Petrobrás só traz beneficios aos seus funcionários e nós pagamos a conta.

  3. A prisão dos responsáveis não interessa. O que interessa é que as pessoas ou as entidades que os culpados representavam reponham, até o último tostão, o dinheiro surrupiado. O participantes de fundos de pensão estarão pagando duas vezes: através dos escorchantes impostos (donde saem as propinas) e pelo roubo oficializado nos fundos de pensão (cujos recursos foram penosamente colocados por esses participantes).

  4. Caro FÁBIO, o FUNDO de PENSÃO é dos funcionários da empresa. Como eles concordaram com os desvios a RESPONSABILIDADE cabe aos funcionários repor esse patrimônio desviado. Não cabe a empresa e nem a sociedade brasileira que serão chamados a contribuir com mais alguns centavos no custo do litro do combustível para repor esse volume de recursos desviados pela incompetência dos próprios funcionários. Entendemos que a empresa NÃO PODE contribuir com um centavo sequer. Atenciosamente.

  5. Os rombos da Petros, Caixa e Postalis já eram anunciadas há mui-
    to tempo. Se somarmos ao BNDES e tantos outros, esta quadrilha
    do PT desmontou o sistema financeiro brasileiro de vez. O que o
    sapo barbudo Lula sempre esbravejou em seus discursos de que
    não existe homem mais honesto do que ele no mundo e que “nunca
    na história deste país…”, realmente, nunca na história deste querido
    país houve um assalto deste tamanho. O agravamento das culpas
    devidas é pior ainda quando retira do povo a saúde e os tostões que
    estão destinados aos aposentados. Isto não aceito e espero que os
    culpados morram na cadeia e devolvam cada centavo que surrupia-
    ram da nação.

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