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Lava Jato condena dono da UTC a 8 anos de prisão

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Delator da Operação Lava Jato e investigado em suas fases iniciais, o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão por corrupção e participação em organização criminosa nesta quinta-feira (23).

Esta é a primeira sentença de Pessoa, que fez acordo de colaboração em maio do ano passado e foi um dos primeiros empresários a admitir o pagamento de vantagens indevidas em obras da Petrobras. As informações são da Folha de S. Paulo.

Apesar da sentença, o executivo não deverá ser preso: seu acordo com a Justiça prevê que ele fique em regime aberto diferenciado, com uso de tornozeleira, até novembro de 2017.

Pessoa foi o único condenado na ação, que tratava do pagamento de propina pela UTC em obras da Petrobras, tais como a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, o Comperj, no Rio de Janeiro, e a Refinaria Getúlio Vargas, no Paraná.

O empresário chegou a ser apontado pelo Ministério Público Federal como o líder do “clube” de empreiteiras, que dividiam as obras da Petrobras entre si e acertavam preços de licitações, estabelecendo também percentuais de propina a serem pagos por contrato.

Na sentença, o juiz Sergio Moro discorda, e diz que “não entende que o condenado dirigia a ação dos demais executivos”.

O magistrado também elogia a colaboração do delator, que, segundo ele, forneceu “provas relevantíssimas para a justiça criminal de um grande esquema criminoso”.

No processo, a defesa de Pessoa afirmou que ele “está dedicado a reconstruir a sua empresa e a cumprir o acordo de colaboração”. O executivo voltou a trabalhar na UTC, como parte do acordo.

Ele também devolveu R$ 51 milhões, como multa, aos cofres públicos.

Foram absolvidos no processo o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o empresário Márcio Bonilho, da Sanko Sider –os dois primeiros, por extinção do processo, já que foram condenados pelos mesmos fatos em outras ações. Bonilho foi absolvido por ausência de provas.

(Foto: Alan Marques/Folhapress)

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