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Juiz mantém prisão de Bernardo e de advogado de Gleisi

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Alvo da Operação Custo Brasil, o advogado Guilherme Gonçalves, preso após voltar de viagem a Portugal, foi ouvido nesta segunda-feira, 27, na 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Depois da oitiva, o juiz federal Paulo Bueno de Azevedo decidiu manter presos os detidos na operação, incluindo o ex-ministro Paulo Bernardo, o ex-secretário Valter Correia e o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, que se entregou à Justiça na sexta-feira, 24. As informações são de Veja/Agência Brasil.

“A decisão do juiz da 6ª Vara Criminal foi de que os motivos da prisão preventiva permanecem”, disse o procurador da República Rodrigo de Grandis. Os dez presos pela Custo Brasil, deflagrada na quinta-feira, 23, são acusados de participação no esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 100 milhões em um contrato de gestão de empréstimos consignados do Ministério do Planejamento durante a gestão de “PB”, como Bernardo é conhecido, entre 2005 e 2011.

Segundo o procurador, os presos continuarão detidos na sede da Superintendência da Polícia Federal na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, onde deverão ser ouvidos até o fim desta semana. De Grandis acrescentou que o Ministério Público tem “vários elementos” para acusar os investigados. “Não só colaborações premiadas, mas elementos documentais, provas técnicas e e-mails”, afirmou.

O ex-vereador do PT Alexandre Romano, conhecido como Chambinho, foi o delator do esquema implantado na pasta para rechear os bolsos de Paulo Bernardo e irrigar o caixa dois de campanhas petistas, como as da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ex-ministro. Chambinho listou em seus depoimentos de colaboração à Justiça como petistas das mais diversas matizes embolsaram dinheiro e receberam benesses a partir de favores políticos e desvio de recursos em estatais.

Após a audiência de Gonçalves, seu advogado, Rodrigo Sánchez Rios, disse que seu cliente sempre agiu de forma transparente e que hoje falou ao juiz “sobre a origem dos contratos e os trabalhos que ele prestou para a Consist durante cinco anos”. A Consist é a empresa apontada como responsável pela gestão fraudulenta do esquema de crédito consignado montado no Ministério do Planejamento. “Em nenhum momento, pela perícia que apresentamos, há uma retirada de dinheiro vultoso do escritório destinado a algum servidor público”, disse Rios.

O advogado de Guilherme Gonçalves informou que amanhã deverá apresentar ao juiz um pedido de soltura junto de contratos entre o escritório de Gonçalves e a Consist. “A defesa insiste que isso [a prisão] é desproporcional e desnecessário. Não há nenhum dado que prove que, eventualmente, esse valor recebido por um advogado tenha sido repassado para um servidor público.”

4 Comentários

  1. Ketlin Pamella Responder

    Se o Paulo Bernardo precisar consultar seu advogado é fácil, esta ao seu lado preso e se a Gleisi precisar poderá consultar, vai aos domingos quando for levar macarronada e bolo pro esposo e visita o vizinho advogado.

  2. Mantenham estes larápios comendo quentinhas e dormindo em
    camas de cimento que logo vão abrir o bico. Nada que não façam
    mudar de opinião quando mudam radicalmente de lado, ou seja,
    dinheiro à vontade que irrigaram o luxo exorbitante da vida…

  3. Lições da vida:- da cama dos hoteis seis extrelas para a cama de
    cimento e colchonetes. Caviar para quentinhas. Assim a vida ensina
    que quem rouba um dia será punido.

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