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Governo diz que não há como pagar exigências do funcionalismo

O chefe da Casa CiviL, Valdir Rossoni (PSDB), confirma que o Executivo não deve pagar nas datas previstas em lei os reajustes do funcionalismo paranaense. A reposição da inflação foi garantida em negociação para encerrar a greve de 2015 e foi colocada em lei pela Assembleia Legislativa.

“As questõeS pendentes com os servidores públicos não cabem no orçamento de 2017. Temos progressões, avanços e promoções em várias categorias, que temos de pagar a partir de janeiro, mas não há como pagar isso junto o aumento salarial”, disse Rossoni.

O cálculo só para os professores, incluidos a dívida de progressões, promoções e avanços passa de R$ 552 milhões. A APP-Sindicato diz que vai reagir como sempre, com mais uma greve, o que, ademais, ajudari o partido que a cobtrola, o PT, a retomar iniciativas que perdeu com o envoklvimento em escândalos de corrupção.

Rossoni diz que a impossibilidade de quitar os pagamentos se deve à crise econômica do país. “Foi feito um acordo dentro de uma realidade em que se dizia que haveria um PIB crescendo 3%. E o PIB está encolhendo. E temos uma outra questão: não queremos o Paraná na situação dos outros estados. Vi o governador do Rio Grande do Sul anunciando como se fosse um grande feito ter pago o décimo terceiro do funcionalismo do ano passado”, diz ele.

Rossoni diz que a crítica de que o governo promete R$ 3 bilhões em investimento mas não paga os compromissos com o funcionalismo não é válida. “Os investimentos do governo são temporários. São de depósitos judiciais, venda da folha de pagamento. Agora, a questão salarial dos servidores, se implantar não tem como recuar. Se tivéssemos como vender a folha de pagamento todo ano, se tivesse depósitos judiciais todo ano seria muito mais fácil. Eu gostaria. Não é com prazer que estamos fazendo isso”, afirma.

Segundo chefe da Casa Civil, o governo do Paraná também está no limite da lei de responsabilidade fiscal. “E se sairmos deste limite, isso inviabiliza todos os empréstimos internacionais e recursos para investimentos. Não podemos correr esse risco de trazer prejuízos para o povo paranaense”, diz.

Rossoni diz discordar de deputados da base do governo que preveem uma nova “guerra” com o funcionalismo. “O servidor público que não está politizado vai entender. Os politizados têm que responder eles mesmos aos funcionários. Porque a Dilma prometeu PIB crescendo 3% e estamos com crescimento negativo. Agora, quem quer ter tranquilidade financeira, vai entender. Os servidores têm salários e décimo terceiro em dia e querem continuar assim. E tem que lembrar que o governador deu especialmente 85% de aumento aos professores em dois mandatos”, afirma.

5 Comentários

  1. Ué? As contas não estavam todas em dia, o Estado do Paraná não era o estado exemplo ao Brasil em se tratando de contas públicas, Há inverdades e maquiagem nas palavras do governo Beto Richa ? Será? Alguém duvida?

  2. Não são exigências blogueiro, são DIREITOS!!!

    Professores, policiais militares e demais servidores não tem cula da péssima administração realizada até o momento
    pelo governador Beto Richa. E o que Rossoni não diz é que o seu chefe quebrou o Paraná pela quarta vez seguida. A situação é dramática e a crise poderá ser mais grave que a de 29 de abril de 2015, que culminou com o massacre do Centro Cívico.
    O melhor a se fazer é parar com as propagandas onerosas na TV e pagar o que deve aos servidores.
    O resto é o que é mesmo: pura incompetência.

  3. Se o Governo do estado se vangloria que é o estado em melhores condições financeiras, e agora quer dar calote no funcionalismo público com as promoções e progressão e ainda diz que não está em condições de dar o aumento 2017 e progressões e promoções, ai tenho que apoiar a greve dos profissionais da educação, o descaso desse governo com a educação é demais da conta.

  4. O governo deveria ser mais austero com essa classe de professores, exigindo qualidade e produtividade.

    Os descontentes pegam o chapéu e vão ao mercado de trabalho ver se encontram a moleza e mordomias. É um faz de conta que ensinam. A saída do Xavier quando era secretário foi motivado pela exigência de qualidade nessa classe acomodadas de docentes, que fazem do serviço público uma aposentadoria precoce, vivem de atestados e licença, e uma minoria que vestem o guarda pó.

  5. É muita dificil quem está fora do serviço público entender como funciona. O servidor publico tem um quadro de carreira que oferece varios beneficios e reajuste fora da data base, além de outras vantagens, além disso, parece que existe um industria de ações, porque conheço professores aposentados há muitos anos que continuam a receber os famosos precatórios.

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