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Delator cita Requião
em esquemas na
Receita Estadual

requiao-arzua

Há duas semanas, o Gaeco encaminhou à Procuradoria Geral de Justiça trecho da delação do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, no âmbito da Operação Publicano, que atribui ao ex-governador e senador da República Roberto Requião (PMDB) envolvimento em esquemas na Receita Estadual. Com informações da Gazeta do Povo.

Em depoimento, o auditor fiscal afirma que quem “quisesse resolver problema na Receita tinha que falar com o Heron Arzua”, que foi secretário da Fazenda no governo Requião, entre 2003 e 2010. “O escritório (de advocacia) dele que resolvia sobre qualquer coisa. Ele tinha um escritório, filho, filha ou parente dele”, declarou o Luiz Antônio. Segundo ele, Arzua e Requião seriam sócios nesse escritório.

“Você está com uma notificação grande no Conselho (de Contribuintes e Recursos Fiscais)? Você ia no escritório dele, negociava, o cara pegava a defesa. Os advogados pegavam e repassavam pro pessoal do Heron (no conselho)”, afirmou Souza ao Gaeco. Durante parte do governo Requião, Claudia Arzua, filha de Heron, teve assento no conselho, o foro onde os empresários recorrem ao serem penalizados pelos auditores − uma espécie de segunda instância fiscal.

Conforme o delator, “na gestão Requião (o conselho) era o local do acerto”, o que teria inibido a corrupção entre os auditores fiscais, pelo menos entre os que atuavam diretamente na fiscalização das empresas. “Fiscal não pode fazer (acerto), o acerto é com o pessoal lá (no conselho)”, disse Souza ao Gaeco, ao explicar as supostas irregularidades durante o governo do peemedebista.

15 Comentários

  1. Doutor Prolegômeno Responder

    Os ídolos de pés de barro vão ruindo um diante deste período incinerador de biografias. A hora do caçador deu lugar ao tempo da caça.

  2. Doutor Prolegômeno Responder

    Os ídolos de pés de barro vão ruindo um diante deste período incinerador de biografias. A hora do caçador deu lugar ao tempo da caça.

  3. mariano queiroz Responder

    Foi o primeiro governador que reconduziu ao cargo de Auditor Fiscal, um fiscal que havia pedido exoneração por conta: VICENTE LUIZ TEZZA, retornou ao estado do Paraná, teve todas as promoções como se estivesse trabalhando normalmente e se aposentou. Ato totalmente IRREGULAR, pq os atos de exonerações a pedido é considerado ato perfeito.

  4. “VAMPIRO BRASILEIRO”

    Vive o brasileiro, todos nós, de “alegrias de pobres”, devido as promessas dos nossos governantes que, numa espécie daquela história do famoso e saudoso humorista Chico Anísio, encarnado no personagem do “Vampiro brasileiro”, onde tudo que pretendia fazer, saia ao contrário e, invariavelmente, contra ele próprio.

    Nossas esperanças são que, um belo dia, nossas autoridades tomem bastante vergonha e acabem de vez tomando a decisão em banir um negócio indecente.

  5. joao claro sobrinho Responder

    todo mundo sabe que requiao e sujo por isso que ele defende tao o governo corrupto dilma e lula se continuar asssim vai enterrar de vez o PMDB

  6. Este senador louco ,o deputado hauly ,e o delazari juntos com este povo do MP já estava tudo certo era para derrubar os próximos ao governador e derrubar o próprio Beto Richa …eis a resposta que todos queriam saber .. Os 3 que colocaram fogo no estopim ,e fizeram tudo cair ….

  7. Por quê só agora veio este depoimento do delator?. Por que o GAECO demorou tanto para encaminhar tal denúncia? Será que tem mais depoimentos que o GAECO ainda esta escondendo? E aquele facebook “VAI GAECO” tem algo a dizer agora, ou vai se calar, uma vez que, desta vez é contra o Requião que é o queridinho deles.

  8. Angelo Antonio Responder

    Corja de canalhas, resfatelando-se com o $$$$$dos pobres!!!!! Da saúde é da educação é da segurança. Vão pagar aqui e no inferno tbem

  9. Cadê a turma militante do PT, CUT, MST, APP e outros baderneiros mais…que não aparecem para protestar contra o Senador? Ah se fosse o Richa!!! Certamente esse silêncio não existiria.

  10. A fala do delator faz menção expressa ao advogado Heron Arzua!
    Quem disse que esse tem foro privilegiado? Estão tapando o sol com a peneira. O Gaeco deveria ter investigado desde sempre o advogado! Essa história de mandar para a PGJ por causa do Senador Senil Mamona é apenas um subterfugio para não fazer nada! Vergonha! Todo mundo jurídico já sabia que funcionava desse jeito. Mandavam autuar tudo (sem critérios técnicos) e quem defendia? Havia também um Decreto inconstitucional proibindo a fiscalização das micro e pequenas empresas! Será que ninguém vai perguntar : quanto que o Estado deixou de arrecadar com essa omissão? quanto que foi sonegado nesse período? Porque os “jornalistas investigativos” (principalmente da Gazeta do Povo) nunca se interessaram por esse tema?

  11. Segundo o que ensina o direito administrativo um ato nulo é como se nunca tivesse existido se não estiver revestido das exigências legais.
    No fato relatada pelo Sr. Mariano Queiroz, de recondução de um servidor que havia se retirado do serviço público A PEDIDO, com o advento da Constituição de 1.988, não há possibilidade legal de provimento (retorno ao cargo) senão por novo concurso.
    Se o administrador permitiu tal ilegalidade – e deve ter acontecido, pois ele deu o nome e o sobrenome do beneficiário – tal ato, perante o direito, é como se nunca tivesse existido.
    CONCLUSÃO:
    a) – A recondução foi ilegal;
    b) – Por ser ato administrativo nulo, nunca irá convalescer (é como se nunca tivesse existido);
    c) – Se o provimento foi nulo, a aposentadoria também é ilegal pois é consectário do provimento;
    d) – Houve improbidade administrativa;
    e) – O responsável deve ressarcir os cofres pelo prejuízo causado;
    c) – Cabe à PGE atuar na defesa do Estado e perante o Ministério Público para restabelecer a regularidade.

    SIMPLES E BÁSICO ASSIM!

    Por favor, solicita-se que a PGE tome conhecimento da informação do Sr. Mariano Queiroz.

  12. Saulo Bongiovani Delucca Responder

    Senhores:
    Essa delação feita pelo Sr. Luiz Antônio de Souza parece coisa de investigador “primário”. Aliás, o que há de primariedade nas divagações ministeriais de Londrina……..
    Muito simples. O delator mora em Londrina. Ao que se sabe nunca esteve pessoalmente ou por interposta pessoa para obter as informações que relata aos membros do parquet. De onde ele teve a informação de que o escritório do Arzua teria faturado num determinado exercício mais de 40 mihões ?
    Suscita a curiosidade de qualquer pessoa certas perguntas que o MP não responde. Quais as provas materiais que obteve em diligências e outros afazeres investigativos das pessoas delatadas, especialmente quanto aos que seriam os chefões da Receita Estadual de Curitiba ?
    Está na hora dos deletados irem ao Conselho Nacional do Ministério Público. Se não conseguirem instaurar procedimentos contra os investigadores, é certo que os tribunais decretarão muitas “falta de provas” e com isso ficará por serem raparados os danos morais que farão da Fazenda Pública a verdadeira sucumbente e não os doutos representantes do parquet paranaense.

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