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Entre a atenção de Temer e a desatenção de Dilma

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Ricardo Noblat

Quando a Câmara dos Deputados autorizou a instauração do processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff foi aconselhada por Jaques Wagner, o ministro-chefe da Casa Civil, a telefonar para cada um dos 137 deputados que votaram contra. Ela deveria agradecer pelo que eles fizeram.

Wagner deu a Dilma a lista dos 137 com os respectivos números de celulares, dos telefones fixos e de outros telefones onde poderiam ser encontrados. Pôs quatro telefonistas do Palácio do Planalto à disposição de Dilma para fazerem as ligações.

Dilma desprezou o conselho de Wagner. Telefonou para poucos deles.

O então vice-presidente Michel Temer, rompido com Dilma, telefonou para os 367 deputados que votaram favoravelmente ao impeachment. Agradeceu o voto de cada um.

Ontem, Temer telefonou para cada um dos 14 deputados derrotados na eleição para presidência da Câmara. Consolou-os. E se pôs à disposição deles.

Ainda na noite da quarta-feira, Temer falou com Rogério Rosso (PSD-DF), o derrotado no segundo turno por Rodrigo Maia (DEM-RJ). Elogiou seu desempenho. E convidou-o para uma conversa.

(Foto: Divulgação)

3 Comentários

  1. E a diferença entre quem conhece política e quem nunca ouviu falar; não é do meio. A arrogância e a falta de noção são marcas registradas do desastre chamado Dilma.

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