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Requião quer passar
de alvo a atirador

requiao
Por Fábio Campana

Requião não consegue fazer campanha e influenciar pessoas sem se apresentar como santo guerreiro contra o dragão da maldade. Seus últimos movimentos o colocaram ao lado do que a quase unanimidade da população considera a maldade. Defendeu Lula, Dilma Rousseff, alinhou-se com Gleisi Hoffmann, lutou contra o impeachment e investiu contra o juiz Sergio Moro e a Lava Jato. Resultado: tem a maior taxa de rejeição que um político paranaense de sua estatura já acumulou em todos os tempos.

Nessa condição, Requião sabe que não terá a mínima condição de disputar uma eleição para o Senado. Arrisca afundar com ele o filho, Maurício, que tenta se reeleger deputado estadual. E por conta disso está perdendo o controle do PMDB, que ficou sem referência e sem chances de chegar ao poder no Estado. Com rejeição que em alguns lugares beira os 90%, Requião não encontra aliados para uma composição. Todos evitam se aproximar dele para não se contaminar.

Não lhe sobrou outra. Lançou-se candidato a governador e quer passar de alvo a atirador. Não fala mais em assuntos da República e procura reaparecer como salvação da pátria no Paraná, contra o governo de Beto Richa e reafirmando as velhas promessas de combate à corrupção, de acabar com o pedágio e oferecer benesses à população mais carente. Se pudesse vencer, seria seu quarto mandato de governador. Dos anteriores nada ficou na lembrança dos paranaenses, nenhuma obra, nenhum programa significativo. Ficaram as mazelas e a imagem de um governador truculento. Dizem os institutos de opinião que a população não estaria disposta a repetir essa fórmula com uma figura que envelheceu, perdeu o tino e a compostura. Diz-se que errar uma vez é humano, duas vezes, descuido, três vezes, burrice. Bem, mas quatro vezes seria passar atestado definitivo de demência social.

6 Comentários

  1. Parabéns Fábio.
    Bela análise da postura e da história desse bufão chamado Requião, que foi prefeito de Curitiba e governou o Estado 3 vezes. Nem na capital, nem no Estado, como disse seu comentário, há uma obra sequer. Alguém se lembra de alguma?
    Felizmente o falastrão enganador está morto politicamente. Resta coragem ao PMDB para expulsá-lo do partido para sepultá-lo de vez.
    O povo do Paraná ele não engana mais.

  2. O que ficou do Requião é foi a truculência. Desrespeito às pessoas, servidores, aliados, mentiras, falsidade. Como vai falar mal do governo atual que vem bem na economia, fez o que pode pelos servidores, etc.

  3. João Miguel Zavelinski Ribeiro Responder

    Lendo a analise do sr. Campana, fico pensando quais a informações basearam suas conclusões, pois o Paraná pesquisa aponta o gov. Beto Richa com 70 por cento de rejeição, aponta Requião em terceiro lugar para o governo, mesmo depois de sua luta contra o impeachment. Ainda refere-se ao Requião, como se não tivesse deixado marcas positivas em seu governo, só na tarifa social da Sanepar, são 163 mil famílias, beneficiadas: fonte(www.rbj.com.br/…/populacao-de-baixa-renda-tem-direito-ao-tarifa-social-0930.htm), criada pelo Requião e com compromisso de Richa de não alterar o projeto, no qual ajudou na reeleição de 2014, explorando como seu, na campanha. A eleição no Paraná está em aberto, será que vai ser o Osmar, vice presidente do Banco do Brasil no governo Dilma, será o Ratinho, que sempre apoiou quem está no governo, ou Cida Barros, do qual seu marido perdeu seis meses de administração na saúde e o próprio Requião. Quem pode ser o Governador do Paraná a partir de 2019?

  4. Parreiras Rodrigues Responder

    Congelar tarifas de erviços, de bens públicos, é vantajoso políticamente. Mas o resultado, o não investimento nas melhorias e modernização, atrofia as empresas, como aconteceu com a Petrobrás. Do Requião, nos vem à memória a transformação da TVE em palanque, em repetidora da congênere venezuelana – eca!, na bizarrice da escolinha de governo, nos photo-shop da estradas, da pergunta à costureira se ela traia o marido, do enfia a faixa no rabo lá no Oeste, da ameaça de demissão caso se falasse em greve, por ai…

  5. Parreiras Rodrigues Responder

    … e quanto à baixa popularidade do Beto governador, se aguarde pela reação devida ao ajuste fiscal e que coloca o Paraná em situação financeira bem confortável diante das outras unidades, com pagamentos dos funcionários – inclusive o do magistério, manipulado pela APP do PT, além da possibilidade de investimentos em infra-estrutura e ajuda às prefeituras.

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