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Presos ainda controlam ala de presídio no RN apesar da presença da polícia

A situação no presídio de Alcaçuz, região metropolitana de Natal, continua indefinida na tarde desta segunda-feira (16). Boa parte dos presos segue livre dentro de um pavilhão da unidade, em uma ala dominada pela facção PCC (Primeiro Comando da Capital).

Um grupamento do Batalhão de Choque da Polícia Militar ocupa uma espécie de pátio que separa essa ala do PCC de outras duas comandadas pela facção criminosa Sindicato do Crime. O conflito entre os dois grupos durante uma rebelião no fim de semana deixou ao menos 26 mortos. As informações são da Folha.

Nesses dois pavilhões, os presos não aparecem mais nos telhados, como no início da tarde. Segundo advogados e parentes de presos que aguardam do lado de fora, os detentos pertencentes ao PCC estão armados e pretendem invadir as outras duas áreas.

Há informações de que presos do Sindicato também têm armas, mas em menor quantidade. O governo do Rio Grande do Norte tenta negociar uma rendição pacífica.

Após as mortes do fim de semana, um novo motim foi registrado nesta segunda-feira. De acordo com o governo do Estado, há possibilidade de haver mais mortes relacionadas à rebelião e corpos estão sendo procurados nas fossas do presídio. Outros nove presos feridos estão hospitalizados.

MASSACRE EM ALCAÇUZ

A rebelião em Alcaçuz foi motivada por uma briga nos pavilhões 4 e 5 do presídio envolvendo as facções PCC e Sindicato do Crime. Segundo o governo, todos os mortos são ligados ao Sindicato do Crime. Houve uma invasão de um pavilhão por presos inimigos, o que deu início ao motim.

A matança é mais um capítulo da crise penitenciária no país: é o terceiro massacre em presídios em apenas 15 dias. No total, 134 detentos já foram assassinados somente neste ano, 36% do total do ano passado, quando 372 presos foram mortos.

O trabalho de identificação dos corpos começará nesta segunda e deve seguir por 30 dias, diz o governo –em Roraima, onde um motim deixou 33 mortos no dia 6, o governo demorou pouco mais de um dia para divulgar uma lista com os nomes de 31 vítimas. Dois dos presos mortos no Rio Grande do Norte foram carbonizados e todos os outros foram decapitados.

Segundo o diretor do Itep (Instituto Técnico Científico de Perícia), Marcos Brandão, não há marcas aparentes de perfuração por balas nos corpos, apenas por instrumentos cortantes –ainda é preciso fazer necropsia nos corpos para identificar as causas de morte. Agentes encontraram dentro do presídio uma pistola caseira, de um cano feita manualmente, e granadas não letais, que não foram usadas, segundo o governo.

2 Comentários

  1. O número de presos é exorbitante, porem não conseguir controlar
    é uma brincadeira… imaginem se fosse uma guerra. Já saía perden-
    dendo de cara.

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