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Eike Batista viajou para Nova York com passaporte alemão

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O empresário Eike Batista, um dos principais alvos da operação Eficiência, realizada nesta quinta-feira — sobre esquema de desvio e lavagem de dinheiro de contratos do governo do Estado do Rio na gestão do ex-governador Sérgio Cabral —, viajou para Nova York. Ele saiu do país com um passaporte alemão, no voo AA974 da American Airlines, na terça-feira, às 23h30, e chegou à cidade americana na quarta-feira, às 6h30. As informações são d’O Globo.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, a PF suspeita que o empresário irá de Nova York para a Alemanha. Eike é filho de alemã e tem dupla nacionalidade. Já existe um mandado internacional de captura contra ele, emitido pela Interpol.

O dono do grupo EBX teve um madado de prisão preventiva emitido contra ele. Agentes da Polícia Federal foram até a casa dele, no Jardim Botânico no Rio, mas o empresário não foi encontrado. Segundo o advogado Fernando Martins, Eike está viajando e irá se apresentar em breve à polícia. A mulher de Eike e o filho Baldur, de 3 anos, viajaram ontem, também para Nova York. De acordo com o advogado Sérgio Bermudes, que atua para o empresário na área cível, o empresário tinha reuniões fora do país, e também cuidaria do lançamento de um produto.

Eike já prestou depoimento à PF em pelo menos duas oportunidades no âmbito das investigações da Lava-Jato. Ele foi ouvido pelos policiais no Rio e em Curitiba. Eike, porém, não estava negociando um acordo de delação premiada. No Rio, ele negou ter pago qualquer tipo de propina a Cabral.

Em sua autobiografia “O X da questão”, Eike Batista afirmou que não possui diploma de curso superior, o que pode levá-lo a dividir espaço entre presos comuns caso sua prisão seja realizada.

“Estudei engenharia metalúrgica na Universidade de Aachen, na Alemanha. Rodei o mundo. Falo cinco idiomas. Sou engenheiro por formação, ainda que não tenha completado a graduação. Fui vendedor de seguros”, escreveu o empresário no primeiro parágrafo da introdução do livro publicado em 2011.

ENTENDA A OPERAÇÃO

A Operação Eficiência é uma segunda fase da Operação Calicute, um desmembramento da Lava-Jato no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o grupo desviou US$ 100 milhões de dólares para paraísos fiscais no exterior. Os mandados foram expedidos pelo juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas.

Um dos detidos na operação é Flávio Godinho, ex-braço direito de Eike Batista e atual vice-presidente de futebol do Flamengo. Ele é acusado de ser um dos operadores do esquema, através da ocultação e lavagem de dinheiro das propinas.

Também foram presos preventivamente Sérgio de Castro de Oliveira, chamado Serjão, operador do esquema; Thiago Aragão, sócio do escritório de Adriana Ancelmo e o doleiro Álvaro José Galliez Novis. Ainda há um mandado contra o publicitário Francisco de Assis Neto, o Kiko.

Tiveram o mandado de prisão expedido, mas já estão presos, o ex-secretário de governo Wilson Carlos, e o operador Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, além de Cabral.

Os agentes também cumpriram mandados de condução coercitiva contra Maurício de Oliveira Cabral Santos, irmão do ex-governador, e Susana Neves Cabral, ex-mulher de Sérgio Cabral, além do operador do mercado financeiro Eduardo Plass, e Luiz Arthur Andrade Corrêa, preso na 34ª fase da operação Lava-Jato, em setembro.

A operação foi batizada de Eficiência por causa da primeira conta de Cabral no exterior para esconder dinheiro desviado dos cofres públicos, que levava o mesmo nome, e era da agência do Israel Descont Bank, em Nova York.

A ação foi baseada em dois acordos de colaboração, dos operadores de mercado financeiro Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson Chebar, que revelaram como funcionava o esquema de lavagem da propina cobrada por Cabral em todos os contratos do governo do estado, durante a gestão dele, e também como Eike Batista fazia para repassar o dinheiro do suborno para o ex-governador.

De acordo com o blog de Lauro Jardim, as delações permitiram encontrar dez contas bancárias de Cabral, em cinco países.

Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO sob a condição de anonimato, MPF e PF investigam se o empresário teria utilizado o serviço de um doleiro e de – no mínimo – dois escritórios de advocacia para repassar propina.

A PF cumpriu ainda mandados de buscas e apreensões em 27 endereços no Rio de Janeiro, Niterói, Miguel Pereira e Rio Bonito. As apreensões ocorreram em endereços residenciais ou comerciais de Susana Neves, Maurício Cabral e dos seis presos sem mandado anterior.

7 Comentários

  1. Sergio Silvestre Reply

    Só vai sobrar os politicos e os magistrados,ai vamos comprar comida da China.

  2. Doutor Prolegômeno Reply

    Ele tem razões para estar temeroso. Sem curso superior, se for para Bangu, vai desfilar de vestido de plicê e fazer o seu debut carcerário em grande estilo, despertando paixões entre os presos.

  3. SOLANGE LOPÉS Reply

    Declaração dada no Jornal Hoje do advogado de Eike Batista. ¨O empresário encontra-se em Nova York em viagem de negócios e o seu retorno está previsto para o mês de Outembro¨.

  4. Caro FÁBIO, essa noticia confirma que o estado no Rio de Janeiro estava umbilicalmente conectado com o estado Brasil, com ações determinadas e dirigidas para provocar corrupção onde fosse possível. Há que contemplar que a torcida do Flamengo também participa do conhecimento dos fatos e ficam felizes. Atenciosamente.

  5. O “engenheiro sem diploma”, vendedor de seguros e turista competente, rodou o mundo todo segundo disse , se condenado vai poder contar mutias histórias e estórias aos colegas de cela. Será que ele vai se acostumar a acomodações tão simples como as dos nossos presídios? O seu amigão Sérgio Cabral já está pedindo para morrer de tanto desgosto, mas para quem estava acostumado a comer picanha japonesa, deve ser um horror comer as famosas “quentinhas’ servidas no presídio.

  6. Na verdade o Eike tentou ser um visionário deslumbrado. Quem
    comprou as suas promessas ficaram na promessa. O Lula e a Dilma
    receberam as suas partes.

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