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Rossoni diz que não haverá recuo nas medidas da Educação

Reunião (2)

O chefe da Casa Civil Valdir Rossoni reafirmou nesta sexta-feira (27) que o governo não vai revogar nenhuma das medidas adotadas para regulamentar a hora-atividade de professores e a distribuição de aulas extraordinária na rede estadual de Educação. Segundo ele, as resoluções ampliam a presença do professor na escola.

“Está implantado e não vai haver recuo”, afirmou o secretário em reunião com a APP-Sindicato, quando assegurou a disposição do Governo do Estado para o diálogo sobre outras ações que podem melhorar a qualidade do ensino e as condições de trabalho dos professores. “Mas um diálogo dentro da normalidade. A ocupação da Secretaria da Educação, por exemplo, é uma situação anormal”, disse.

O chefe da Casa Civil entende que qualquer mudança de rotina causa reação, mas ressaltou que o Brasil vive um momento de exceção que exige sacrifícios de todos e medidas duras dos gestores públicos. “Em tempos de crise todos sofrem. As medidas são necessárias por duas razões: para melhorarmos a educação e também no sentido econômico”, disse Rossoni.

DIREITO – Ele destacou que as mudanças não ferem nenhum direito e explicou que neste ano os professores cumprirão a carga horária de 20 horas semanais (estabelecida no edital dos concursos públicos), sendo que 62,5% do tempo serão em sala e 37,5% nas tarefas extraclasse (hora-atividade). “Não aumenta um segundo no tempo de trabalho do professor. A lei estabelece a hora-atividade em 33%”, reforçou.

Rossoni disse também que as medidas atendem profissionais da educação que cobravam uma nova regulamentação na distribuição de aulas extraordinárias – que acontece quando todos os professores efetivos já receberam designação de classe.

A distribuição agora passa a ser feita tendo como principal critério de escolha o tempo que o professor fica na escola. Antes, a prioridade de seleção era para quem tinha melhor classificação no plano de carreira. “É um prestigiamento para aqueles que dedicam mais tempo a escola”, destacou.

O secretário encerrou a reunião dizendo que o Governo do Estado investe 34% do orçamento em educação e quer manter o diálogo com os professores, mas sem esquecer as demandas da sociedade. “Governamos para 11 milhões de paranaenses, que pagam a conta. Mas a APP-Sindicato quer impor somente a prioridade deles e assim é difícil negociar”.

(foto: Divulgação Casa Civil)

3 Comentários

  1. E agora o que é que o sindicato pelego vai dizer? Que o Governo está fazendo a professorada trabalhar mais do que o acordado? Que “direitos adquiridos” foram desrespeitados? só se for o de fazer greve por qualquer coisa. O sindicato pelego vê a cada dia a sua utilidade ir sumindo no horizonte, aí, desesperados os seus dirigentes lutam para não voltarem a enfrentar a alunada nas salas de aula.

  2. Parreiras Rodrigues Responder

    Rossoni deveria também, e pode, determinar o fim da cobrança de mensalidades dos professores associados, destinadas à APP-PT. Ela que expeça boletos, como outra entidade qualquer, ora.

  3. Juliano de Bastos Dallalibera Responder

    Só para colaborar com essa questão da hora-atividade!!
    Antes de tudo, eu quero dizer aqui que sou a favor de qualquer tipo de melhoria para a nossa classe dos professores. Apenas não sou hipócrita de querer comparar nosso salário com jogadores de futebol ou com políticos.
    Sendo assim, realmente, acho que o governo está errado!
    Vamos ver o tempo de trabalho em horas/relógio:
    13 h x 60 min = 780 min = 65 % (sala de aula)
    7 h x 60 min = 420 min = 35 % (hora-atividade)
    Ou, pelo formato de horas/aula conforme adequação do Governo …
    13 h x 50 min = 650 min = 54,17 % (sala de aula)
    7 h x 50 min = 350 min = 29,17 % (hora-atividade)
    Total de minutos = 1.000 min. (trabalhados na escola), mas deveria ser 1.200 minutos. Ou seja, estão faltando 200 min. = 16,66 % (professor totalmente fora da sala de aula)
    Então, como o governo fará o professor cumprir esses 200 minutos faltantes a cada 20 horas de trabalho?
    Não sei onde está o erro e o porquê de tanta briga, invasão, protesto ou xingamentos … ainda não entendi!!!

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