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Lava Jato deflagra Operação Leviatã e atinge filho de Edson Lobão

marcio lobao e luiz otavio

A Polícia Federal deflagrou na data de hoje a Operação Leviatã, que tem como objetivo o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão expedidos pelo Ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal, referentes à Inquérito instaurado a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato. Um dos alvos é Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia de Dilma Rousseff (PT) e eleito na semana passada presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Outro alvo da operação é o ex-senador Luiz Otávio (PMDB-PA), muito ligado ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL). A ligação é tanta que Renan o indicou ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Em reação histórica sem precedentes, o TCU se recusou a empossá-lo, por não considerar que ele preenchia o requisito constitucional de “reputação ilibada”.

Estão sendo cumpridos mandados de Busca e Apreensão no Rio de Janeiro/RJ, em Belém/PA e Brasília/DF, nas residências dos investigados e escritório de trabalho. As medidas decorrem de representação formulada pela Polícia Federal no curso de Inquérito que apura pagamento de propina a dois partidos políticos, no percentual de 1% sobre as obras civis da Hidrelétrica de Belo Monte, por parte das empresas integrantes do consórcio construtor.

Entre os alvos da operação de hoje estão os principais envolvidos no esquema de repasse de valores aos agentes políticos, que seriam o filho de um Senador da Republica e um ex-Senador ligado ao mesmo grupo político. Os investigados, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

0,5% para o PT, 0,5% para o PMDB

Os delatores da Andrade Gutierrez, em particular Otávio Azevedo e Flávio Barra, revelaram o esquema de Belo Monte.

Houve um acerto para pagamento de propina de 1% para o PT e PMDB. Cada partido ficava com 0,5%, e os depósitos eram feitos em forma de doações oficiais aos diretórios nacionais de cada legenda.

Otávio Azevedo disse:

“A Andrade pagou 20 milhões de reais só por Belo Monte ao longo de anos, 10 milhões de reais para cada partido”.

Os pagamentos de propina – 20 milhões de reais apenas da Andrade Gutierrez – eram negociados por Antonio Palocci e João Vaccari Neto (PT), e por Edison Lobão (PMDB).

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